Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

21
Set 17

 Cria'ctividade de volta a Coimbra para três semanas alternativas à praxe

Até 5 de Outubro, as Repúblicas de Coimbra organizam uma iniciativa que apresenta várias sugestões de integração para os novos alunos, que não passa pela praxe.

https://www.publico.pt/2017/09/18/local/noticia/criactividadede-volta-a-coimbra-para-tres-semanas-alternativas-a-praxe-1785841

publicado por contracorrente às 03:12

18
Set 17

Não adianta J.P. Pereira e muitos outros se indignarem com as praxes, quando estas têm a benção ao mais alto nível, com a excepção militante do actual Ministro e de um ou outro, poucos, Reitores.
Mais, agora têm também a benção da PSP. Ora toma!


DN, 15 Set. 2017:

http://www.dn.pt/lusa/interior/psp-de-lisboa-alarga-programa-escola-segura-e-cria-projeto-universidade-segura-8774316.html
Numa sessão de esclarecimento, a PSP alertou os caloiros presentes para a necessidade de praxes seguras, dando a conhecer "os direitos que os caloiros têm".

De acordo com o membro da direção da FAUL, Miguel Baptista-Bastos, "na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa as praxes são muito criativas e são quase uma iniciação de um aluno do ensino secundário que entra no ensino superior".

Para já o projecto-piloto da Universidade Segura é promovido pela PSP de Lisboa através da Divisão que abrange as zonas de Campo Ourique, Estrela, Alcântara e Belém.

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Sobre a praxe e o direito a viver no século XXI
O momento é o da denúncia. Quem não a faz é conivente com a praxe.
Luís Monteiro, 19 de setembro de 2017, 6:31
https://www.publico.pt/2017/09/19/sociedade/noticia/sobre-a-praxe-e-o-direito-a-viver-no-seculo-xxi-1785809
Proibir a praxe: sim ou não? Sou assumidamente anti-praxe. Mas não tenho para mim que a solução passe por uma qualquer tentativa de proibir ou perseguir quem faz parte destes grupos. No entanto, também acredito que, no dia em que existirem mecanismos suficientes de denúncia e que qualquer estudante que pressione, humilhe, exerça algum tipo de poder sobre o outro seja punido por lei, tal como acontece em todos os outros espaços do dia-a-dia, os alicerces desta prática desabam. Por outras palavras: no dia em que a praxe não for sexista, machista, hierárquica, homofóbica, violenta, deixa de ser praxe.

O desconforto sentido entre aqueles que ainda defendem este tipo de práticas reside no facto de o tema ter-se tornado um debate público, deixando de ser tabu. No meio de todo este debate, desde as tentativas de defender o indefensável, continuamos todos à espera de alguém que defenda abertamente o conteúdo do tal “Manual de Sobrevivência do Caloiro” da praxe da FCUP. Ao contrário do que possa parecer, este não é um debate sobre proibições, é um debate sobre liberdades: a maior de todas é poder escolher viver no século XXI.

Deputado do Bloco de Esquerda

publicado por contracorrente às 23:40

17
Set 17

A imbecilidade da praxe e necessidade de quarentena dos seus praticantes
José Pacheco Pereira, 16 de Setembro de 2017, 7:10

Os artigos escritos com fúria são os mais fáceis de fazer. Este foi feito em péssimas condições, começou a ser escrito num restaurante num IPad, continuou numa sala de espera de uma estação de televisão e por fim numa viagem de carro, e acabou num café a 500 quilómetros do sítio original. Foi escrito em emails dirigidos a mim próprio, e não num processador de texto. Várias vezes tive de o enviar com medo de o perder. Mas, mesmo com todas as dificuldades de sítio, movimento, ruído e agitação, a fúria manteve-o vivo. Espero que os meus amigos revisores do PÚBLICO tenham em consideração este caos e me perdoem as gralhas, erros e mau estilo. Também não tenho contadores de palavras e caracteres, pelo que espero que não esteja nem pequeno, nem grande.

Aqui vai pois a fúria.

Há momentos em que se percebe muito bem por que razão este país não anda para a frente e um desses momentos é quando se traz para as ruas o espectáculo da praxe. As universidades, salvo raras e honrosas excepções, não a proíbem dentro das suas instalações, e, quando a escorraçam para os espaços públicos, as autarquias deviam tratá-las como um problema de saúde pública que exige uma forma qualquer de quarentena. Não o fazem. É por isso que não andamos para a frente.

As autarquias permitem que milhares de cidadãos sejam insultados pelo espectáculo da imbecilidade colectiva que se passa nos jardins e nas ruas. Aliás, o que se passa não é diferente do pastoreio das claques de futebol pela polícia de choque, em que um exército excitado e violento ameaça entrar em guerra com o exército do lado. Os espaços públicos pertencem ao público, a todos nós, não podem ser apropriados por actividades violentas e as praxes são um espectáculo de violência da estupidez. E a estupidez até pode matar, mas, mesmo que não mate, magoa a cabeça, o pensamento, a razão, a decência e boa educação. É por isso que não andamos para a frente.

Em muitos sítios não se pode fumar, ter atitudes “indecentes”, provocar os outros passeantes, mas, se forem os meninos e meninas da praxe, está tudo bem.

Mas não está. Se se quer permitir as praxes — o que para mim está bem fora das escolas e das ruas —, ao menos que se proceda com medidas de sanidade pública, como seja atribuir-lhes uns locais vedados, cercados por altos muros, os curros das praças de touros, ou os lotes vazios da selva urbana, os sítios poluídos onde ninguém quer ir, os matadouros abandonados, as fábricas em ruínas, aqueles cenários dos filmes de terror. Aí, se quiserem, podem dedicar-se a rastejar pelo chão, a lamber coisas inomináveis, a fazerem genuflexões “servis” como mandam os manuais da praxe. É por isso que não andamos para a frente.
Quem tem também muitas responsabilidades são os paizinhos e as mãezinhas dos dois lados da praxe, os que mandam e os seus servos, certamente também porque muitos deles andaram já nessas andanças e pelos vistos gostaram. Claro, quando as coisas correm mal, e já correram muito mal, então protestam, mas já é tarde de mais. Eu sei bem que muitos dos praxados e praxantes já são jovens adultos, sem estarem sujeitos à autoridade paternal, mas presumo que continuam a viver com as mamãs, e à custa dos progenitores, pelo que leverage existe — mas, como tudo neste infeliz país destes dias, não é exercido. Não é exercido pelas autoridades académicas que, quando muito, olham para o lado para não verem o nojo de tão baixa função em tão alta universitas, cheia de dignidade latina e de indignidade humana. É por isso que não andamos para a frente.

Não há nada de bom nas praxes, por muito que haja uma escola de sociólogos e antropólogos que aceitam sempre justificar tudo com o fabuloso argumento dos ritos de passagem e da “integração”. Mas, em bom rigor, o que é que distingue estas exibições de autoridade do segundo ano sobre os caloiros do consentimento social da violência doméstica? E afirmam que estas brincadeiras imbecis ajudam os meninos e meninas a “integrarem-se” nas universidades. Estou mesmo a ver os praxados a correrem para os livros no dia seguinte ao fim das semanas da praxe, já muito “integrados” em todas as virtudes dos altos estudos. É por isso que não andamos para a frente.

Tenho muita honra em ter toda a vida combatido estas imbecilidades socialmente perigosas, algumas vezes de forma, digamos, mais consequente. Não conto desistir e talvez assim assegure um lugar no paraíso e possa ver, da minha branca nuvem, as actividades dos diabos. Porque de uma coisa eu tenho a certeza — para entrar no Inferno há praxes, para “integrar” os malditos no exercício da autoridade diabólica, humilhando-os fazendo-os rebolar na lama sulfurosa do Inferno. Boa praxe!

https://www.publico.pt/2017/09/16/sociedade/noticia/a-imbecilidade-da-praxe-e-necessidade-de-quarentena-dos-seus-praticantes-1785607

publicado por contracorrente às 07:10

16
Set 17

Com a devida reverência aos autores (Felisbela Lopes e João Quadros), por razões cívicas reproduzimos parte de artigos de opinião, que podem ser lidos na íntegra seguindo o link.

 

Nova carta a um universitário

Felisbela Lopes, JN 15.09.2017

Escrevi-te há dois anos, eras tu um jovem caloiro, cheio de expectativas, próprias de quem chega ao Ensino Superior, mas carregando igualmente alguns temores, frente a uma praxe que tu sabias que poderia ser violenta. Agora, já no terceiro ano, és finalista de uma licenciatura que se faz depressa demais e pertences também a um grupo que lidera o acolhimento aos mais novos. É em ti que confio para consolidares uma marca de qualidade do Ensino Superior e para ajudares a combater práticas abjetas que se multiplicam por vários campi universitários.
[...]
São apenas mais novos do que tu dois anos, mas essa diferença posiciona-te para seres uma espécie de porto de abrigo. À tua frente, estarão estudantes muito diferentes, ainda que todos te pareçam semelhantes. Não o são. Há os que chegam de longe e se confrontem com a experiência de viver numa nova e desconhecida cidade e há aqueles que continuam a ter os mesmos hábitos de sempre; há os extrovertidos e os que se atormentam com convívios forçados; há os que procuram novos ambientes e os que resistem à mudança... E, no meio de tudo isto, há ainda as praxes. Que tens a obrigação de combater.

http://www.jn.pt/opiniao/felisbela-lopes/interior/nova-carta-a-um-universitario-8771920.html

 

Praxar a praxe

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/joao-quadros/detalhe/prazae-a-praxe
João Quadros, 15 de Setembro de 2017 às 09:15

A praxe não tem lugar na universidade. Por alguma razão não existe uma cadeira de luta de cães, uma oral em arrotos, ou uma Universidade Zezé Camarinha. A praxe nunca devia ter saído dos quartéis. [...] Todos os anos estamos nisto, na maldita praxe. Ainda não tenho filhos na universidade mas espero que, até lá, acabem com a desgraça deste "bullying" encartado. [...] Aqui há tempos, vi as imagens do filme "Praxis", e fiquei cheio de vontade de ver a minha filha ali agachada com um outro caloiro a fingir que a sodomiza, com um balão pelo meio, e um idiota de óculos escuros e cabelo rapado, de traje, a gritar: "Não é assim que se papa a caloira!" Foi por isso que eu andei a juntar dinheiro para ela ir para a universidade. [...] Deviam ensinar os caloiros a contestar, a evitar conclusões em rebanho, e a não andarem vestidos de escaravelhos.

 

A praga da praxe
João Quadros, 18 Set 2017 09:53
http://24.sapo.pt/opiniao/artigos/a-praga-da-praxe
Tenho a opinião que praxe boa, é praxe morta.
A praxe "é a tradição". Esse argumento funciona para as praxes e para a excisão do clitóris.
"Foi graças à praxe que fiz amigos". Não há paciência. Esta gente que diz que tem amigos porque fez a praxe é o equivalente a dizer que tem namorada porque foi a uma casa de prostitutas.
Faz-me confusão como é que a polícia assiste àquilo e não faz nada. Grafittis nas paredes são 100 mil euros de multa, escrevinhar adolescentes no meio da rua, "tudo bem, siga". Estão 30 miúdos deitados em frente aos armazéns do Chiado, a gritarem que são umas bestas, e as pessoas olham para aquilo como quem olha para um tipo a assar castanhas – “Olha, chegou o outono".


15
Set 17

Nem carta branca, nem carta vermelha. Carta cinzenta.

É isso que entendemos, na nossa livre opinião, de algumas afirmações infelizes do Reitor da UP na abertura do ano lectivo.

Não pode ser cá dentro, mas lá fora não vemos nada...

E, não sendo cegos, elogia-se o gesto de mostrar os espaços culturais da cidade aos novos alunos. É um bom gesto, mas não basta para acabar com esta praga.

Senhor Reitor, ante a escassez de alunos de alguns dos seus colegas, que temem tomar atitudes mais claras, tendo a Universidade do Porto tantos candidatos, como o afirma, tem aqui uma boa oportunidade para excluir aqueles que nada contribuem para os valores que defendeu no seu dirscurso de abertura.

 

Reitor da Universidade do Porto apela à "contenção" e "tolerância" na praxe
http://www.dn.pt/sociedade/interior/reitor-da-universidade-do-porto-apela-acontencao-e-tolerancia-nas-praxes-8770932.html
Ao apelo de Sebastião Feyo de Azevedo seguiu-se depois um aviso: "Não pode haver excessos do tipo de que se fala e do que nós vamos vendo que vai ocorrendo e que não podem ocorrer. Estas atividades não deverão [ocorrer] dentro das instalações universitárias".

Com o mote "Olá Futuro", a UPorto lançou hoje à tarde, a partir do largo da Reitoria, meio milhar de balões com as cores das 14 faculdades da academia e anunciou que para favorecer à integração na cidade ofereciam aos novos estudantes um roteiro turístico com visita à Torre dos Clérigos, Museu de Serralves, Casa da Música, Museu Soares dos Reis e Estádio do Dragão.

publicado por contracorrente às 17:13

Enquanto as instituições não tiverem a coragem de sancionar aqueles que sujam a sua imagem, não há vontade de Ministro que lhes valha. Nem o recorrer em última instância à PSP, que tem outra missão.

Se não pôem ordem em casa, chamam terceiros?

Salvaguardando a clareza e frontalidade com que o Director da FCUP afronta este problema, recorrente no início de todos os anos lectivos, e que tem poucos seguidores noutras instituições.

 

Caloiros devem ser “incondicionalmente servis”, diz “manual” distribuído no Porto
Documento entregue por alunos mais velhos na Faculdade de Ciências denunciado por deputado do BE. Director diz ser “impossível” praxe nas suas instalações.
Samuel Silva, 14 de setembro de 2017, 7:20
https://www.publico.pt/2017/09/14/sociedade/noticia/caloiros-devem-ser-incondicionalmente-servis-diz-manual-distribuido-no-porto-1785347

publicado por contracorrente às 01:53

14
Set 17

Sociólogos consideram que Governo devia aprovar sanções contra instituições e cortar financiamento a associações
ALEXANDRA INÁCIO, 14.09.2017
http://www.jn.pt/nacional/interior/queixas-por-praxe-abusiva-duplicaram-8769279.html
No último ano lectivo, a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) recebeu através de email e linha telefónica, criados em 2015, 18 comunicações relativas a praxes abusivas. O número é quase o dobro das 10 queixas feitas em 2016, embora cerca de um quarto das 80 recebidas no primeiro ano.

Os sociólogos João Teixeira Lopes e Elísio Estanque acreditam que o valor não revela a realidade porque continua a persistir uma cultura "permissiva" com estes rituais e reclamam sanções.

publicado por contracorrente às 02:07

11
Set 17

O combate contra práticas humilhantes como as praxes tem de continuar
10.09.2017 às 0h01
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-09-09-O-combate-contra-praticas-humilhantes-como-as-praxes-tem-de-continuar

O Ministro do Ensino Superior lembra a iniciativa em curso "exarp - dar a volta à praxe", que pretende incentivar o recurso a actividades alternativas de integração dos novos estudantes

O Ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, tem sido uma das vozes mais críticas contra os abusos praticados nas praxes do ensino superior e, em declarações ao Expresso, diz que poderão "sempre contar" com a sua ajuda no "combate contínuo e sistemático que tem de ser feito em relação a práticas humilhantes como as praxes".


Ministério lança iniciativa para “dar a volta à praxe”
https://www.publico.pt/2017/09/10/sociedade/noticia/ministerio-lanca-iniciativa-para-dar-a-volta-a-praxe-1784936
Direcção-Geral do Ensino Superior promove um site onde é possível encontrar as actividades alternativas à praxe em cada instituição de ensino. Contra as "manifestações de abuso, humilhação e subserviência".

O Ministério da Ciência e Ensino Superior quer “dar a volta à praxe”. E para isso a Direcção-Geral do Ensino Superior criou uma plataforma que pode ser acedida em www.exarp.pt

 

Não se pode arredar pé do combate às praxes"
15 set, 2017 - 19:49 • Rosário Silva

http://rr.sapo.pt/noticia/93410/manuel_heitor_nao_se_pode_arredar_pe_do_combate_as_praxes

Governante defende “processos positivos de integração pela cultura, pelo desporto, por práticas que identificam o ensino superior como espaço de tolerância e de diálogo aberto”.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior quer fazer das praxes académicas uma “rotina” positiva da integração dos estudantes.


05
Set 17

E continuamos nisto, de solidariedade forçada, solidariedade praxada.

 

Praxe? Caloiros da Católica vão apanhar batatas nos campos da Golegã
https://www.agroportal.pt/praxe-caloiros-da-catolica-vao-apanhar-batatas-nos-campos-da-golega/
No próximo dia 6 de Setembro, a Agromais e Agrotejo vão receber nos campos da Golegã, pelo terceiro ano consecutivo, 150 caloiros da Universidade Católica Lisbon School of Business & Economics, em mais uma acção do projecto Restolho.

 

Actualização:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/sociedade/caloiros-da-catolica-foram-apanhar-batatas-para-a-golega/59b0676e0cf21bc11573dfc9

http://www.dn.pt/lusa/interior/cento-e-cinquenta-caloiros-apanham-batata-em-praxe-solidaria-na-golega-8749150.html

 

E mais:


Nesta "praxe" os caloiros pintam muros e recuperam hortas
http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nesta-praxe-os-caloiros-pintam-muros-e-recuperam-hortas
Noventa e cinco caloiros do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) pintaram muros, limparam quintais e recuperaram hortas no bairro Padre Cruz, em Lisboa, no âmbito do programa de receção e de integração dos novos alunos.

Pelo quarto ano consecutivo, o ISCTE realiza a receção de novos estudantes com um programa denominado “IULCOME”, que segundo a pró-reitora, Susana Fonseca, visa promover a integração dos jovens que ingressam nas 16 licenciaturas da instituição.

 

Caloiros da Universidade do Algarve limpam a Ria Formosa em praxe ambiental
Por Sul Informação • 20 de Setembro de 2017 - 11:35

http://www.sulinformacao.pt/2017/09/caloiros-da-universidade-do-algarve-limpam-a-ria-formosa-em-praxe-ambiental/


02
Set 17


"Também era tradição a escravatura e não é por isso que a defendemos

Luís Monteiro garante em entrevista ao Vozes ao Minuto que o Bloco de Esquerda "não largará a luta por um Ensino Superior democrático e inclusivo".

https://www.noticiasaominuto.com/politica/855988/tambem-era-tradicao-a-escravatura-e-nao-e-por-isso-que-a-defendemos
14:50 - 31/08/17 por Melissa Lopes

- Está aí à porta o início de um novo ano letivo e com ele virá, como sempre, o tema das praxes. Não há nenhum argumento válido para essas práticas continuarem a existir? O da tradição é um dos mais usados.

- Essa é uma discussão grande. As tradições têm muito que se lhe diga. Também era tradição a escravatura, as touradas, e não é por isso que as temos de defender. Mas as praxes vão um bocadinho para além disso. Se é verdade que na Academia, ou em parte da academia, isso foi tradição no passado, também é verdade que houve um movimento que quis fazer com que as praxes ressurgissem. E esse ressurgimento no final dos anos 80 tem tudo menos que ver com tradição, teve que ver com opções políticas, existiram até escritos de juventudes partidárias da altura que diziam que para combater movimento estudantil à Esquerda era preciso criar um pólo mais conservador, mais fechado na academia. Esse projeto foi conseguido, o neo-liberalismo ajudou a isso, os anos negros, de chumbo, do 'Cavaquismo' no início do neo-liberalismo em Portugal trouxeram de novo a realidade das praxes.

As denúncias públicas que têm existido tem sido fundamentais. Não só para um combate político e ideológico. Acima de tudo as praxes devem ser, e eu encarei-as assim desde sempre, como um problema social de uma sociedade que no século XXI assume serem normais práticas do século XIX. Mais do que tudo, precisamos de ter uma visão socialmente crítica das praxes. E esse é o consenso que precisa de ser construído na sociedade portuguesa. Quando, o ano passado, tive a oportunidade de contudo de construir a carta em nome de uma alternativa à praxe, com cem personalidades, foi exatamente isso, um consenso. A prova de que são precisos consensos em relação à praxe é que desde atores, a governantes, a ex primeiros-ministros, cientistas, professores académicos, músicos, etc, se uniram em torno do mesmo. Nós não vivemos no século XIX e, a partir da análise objetiva e factual que não vivemos no século XIX, então a vivência na universidade tem que ser correspondente ao tempo do século XXI, com tudo de bom e de mau que isso tem.  Com certeza haverá abusos, bullying a ser combatido e uma série de outras coisas, mas, acima de tudo, não podemos continuar a perpetuar um modelo que nada tem a ver com uma sociedade moderna, democrática, inclusiva, justa, que respeite o outro e a diferença. É preciso combater as praxes de frente, sem nenhum tipo de dúvidas em relação a isso.

publicado por contracorrente às 01:07

25
Jul 17

Parlamento não proíbe garraiadas académicas
20.07.2017 08:26 por Diogo Barreto

http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/parlamento-nao-proibe-garraiadas-academicas

O projecto de resolução do Bloco de Esquerda que pretendia que fosse eliminado o financiamento público às garraiadas académicas foi rejeitado pelo parlamento esta quarta-feira.

O projecto que pretendia atingir o fim desta prática reuniu apenas o voto favorável de bloquistas, Verdes, PAN e de seis deputados socialistas, informa a agência Lusa. PS, PSD, CDS-PP e PCP opuseram-se ao projecto de resolução. Esta prática das garraiadas em âmbito universitário costuma integrar as festividades académicas, como a Queima das Fitas.
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Reproduzimos a notícia, por interesse cívico e sem fins comerciais.

publicado por contracorrente às 18:34

30
Jun 17

Bloco e PAN não querem dinheiros públicos para garraiadas académicas
http://www.dn.pt/portugal/interior/bloco-e-pan-nao-querem-dinheiros-publicos-para-garraiadas-academicas-8588862.html
Iniciativas legislativas associam festas de estudantes a maus-tratos de animais e a praxes e querem que deixem de se realizar.

O Bloco de Esquerda e o PAN querem que o governo deixe de dar dinheiro às garraiadas académicas, festas com touros novos, que são habitualmente incluídas nas queimas das fitas, que ocorrem em maio, e que estão associadas às praxes e promovem os maus-tratos de animais.

publicado por contracorrente às 01:41

08
Jun 17

Provedor do estudante no ensino superior tem papel muito passivo
Lusa 24 Mai, 2017, 17:04 | País

Os provedores do estudante que existem nas instituições de ensino superior têm um papel "muito passivo", defenderam hoje no parlamento os coordenadores do estudo "A Praxe como Fenómeno Social".

Na grande maioria, as instituições "não adotam uma atitude de prevenção" em relação à praxe, "quase todas reúnem com as estruturas da praxe" e metade "não tem gabinetes de apoio psicológico" a vítimas da praxe ou de acompanhamento da vida académica, disse perante a Comissão de Educação o investigador João Teixeira Lopes, que coordenou o trabalho juntamente com João Sebastião.

https://www.rtp.pt/noticias/pais/provedor-do-estudante-no-ensino-superior-tem-papel-muito-passivo_n1003818

publicado por contracorrente às 22:59

07
Mai 17

Encontro Silencioso: a praxe em destaque no IndieLisboa
Por Carlos Bonifácio, Maio, 2017

https://espalhafactos.com/2017/05/06/encontro-silencioso-praxe-indielisboa/

Encontro Silencioso é a primeira longa-metragem do realizador Miguel Clara Vasconcelos e conta a história de cinco estudantes que, motivados pela praxe académica, envergam num ritual místico. Com um argumento escrito pelo próprio realizador e música a cargo de Legendary Tigerman, esta película integra o concurso nacional do IndieLisboa.

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Actualização:

IndieLisboa: Filme sobre praxe vence competição nacional
Por Daniela Carmo, 19:27 15 de Maio, 2017

https://jpn.up.pt/2017/05/15/indielisboa-filme-praxe-vence-competicao-nacional/

publicado por contracorrente às 17:05

26
Abr 17

Tenho muita dificuldade em entender o fenómeno da praxe

http://www.comumonline.com/?p=19940

Reafirmando o seu posicionamento face à praxe, António Cunha refere que “se há coisa que a UM nunca fez foi legitimar actividades que não sejam consentâneas com o quadro de valores éticos”.

 

publicado por contracorrente às 21:42

27
Mar 17

Alcaide é categórico: “A AAUM discorda do que diz o governo sobre a praxe”. [...]

http://www.comumonline.com/?p=17054

Latada, o Cortejo Académico ou o Caloiro de Molho, iniciativas com uma forte ligação à praxe académica e com uma forte contribuição da associação académica. Se juntarmos parte dos valores destinados a estas atividades, rapidamente atingimos valores na ordem dos 15 mil euros.
http://www.comumonline.com/?p=19301

Praxe_UM_custos.png

 

publicado por contracorrente às 23:53

17
Mar 17

Mais claro e determinado não se pode ser.

A pergunta que fica: porque é que ainda alguém tem dúvidas quanto ao propósito de educar, ensinar outros valores?

Chega de mediocridade!

Força Sr. Ministro! Não se deixe vencer pelos que a praticam nem pelos seus cúmplices, por omissão. Tantos e tantos dirigentes de instituições de ensino. Assim, claramente dito.

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Exarp. Assim se dá a volta à palavra praxe

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-03-17-Dar-a-volta-a-praxe-um-site-para-integrar--e-nao-humilhar--os-caloiros

“Tudo farei para dar a volta à praxe, valorizando as iniciativas que já hoje procuram promover a liberdade e emancipação dos jovens, assim como estimulando a criação de novas atividades que permitam a integração harmoniosa de estudantes no ensino superior, assim como a relação entre os estudantes e as suas instituições com a sociedade civil”, escreve Manuel Heitor numa carta para “todos os dirigentes académicos e estudantis”, que anuncia também o lançamento do Exarp.

“As manifestações de abuso, humilhação e subserviência a que infelizmente ainda assistimos entre grupos de estudantes, sejam no espaço público ou dentro das instituições, afetam a credibilidade do ensino superior e conflituam com a missão e o propósito daqueles que o frequentam. A valorização das tradições académicas, mesmo quando existentes, não pode legitimar que se humilhe e desvalorize a autoestima dos mais novos”, acrescenta Manuel Heitor, que acredita que “será possível mudar consciências e desfazer mitos, consumando o objetivo de dar a volta à praxe”.

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Ministério recusa aplicar propostas para reprimir as praxes

http://www.dn.pt/portugal/interior/ministerio-recusa-aplicar-propostas-para-reprimir-as-praxes-5737652.html

Ministro assume que não concorda com propostas mais "punitivas". Programa "exarp", do governo, quer "dar a volta à praxe"

publicado por contracorrente às 16:35

16
Mar 17

Sr. Reitor, é preciso ir mais além do que existir "o princípio da liberdade de escolha".

Esta extorsão tem responsáveis e cúmplices, por omissão.

 

Cobrança de 1,5 euros a caloiros da Universidade de Aveiro gera indignação
https://www.publico.pt/2017/03/15/local/noticia/cobranca-de-15-euros-a-caloiros-da-universidade-de-aveiro-gera-revolta-1765364
Dirigentes da Associação Académica dizem-se chocados. Reitor afirma que na universidade aveirense está garantido o princípio da liberdade de escolha.

Alunos obrigados a pagar kit de praxe.

https://www.noticiasaominuto.com/pais/758741/alunos-obrigados-a-pagar-kit-de-praxe-associacao-academica-revoltada
Estudantes e associação académica de Aveiro revoltados com comissões de praxe, que solicitaram aos caloiros o pagamento "obrigatório" de um kit como objetivo de financiar um encontro anual de comissões de praxe.

 

Caloiros revoltam-se contra obrigatoriedade de pagar kit de praxe em Aveiro
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/caloiros-revoltam-se-contra-obrigatoriedade-de-pagar-kit-de-praxe-em-aveiro-133942
Depois de financiamento para um encontro de praxe ter sido recusado, os estudantes mais velhos pediram dinheiro aos caloiros.

 

Praxe de Aveiro obriga caloiros a pagar 1,5 euros
http://observador.pt/2017/03/15/praxe-de-aveiro-obriga-caloiros-a-pagar-15-euros/
A Comissão de Praxe da Universidade de Aveiro obrigou os caloiros a adquirir um kit de 1,5 euros. O presidente e o reitor da universidade já se manifestaram, após queixas de vários caloiros.

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Actualização (19.Mar.2017)

Não concordamos necessariamente com esta linguagem ou abordagem, mas o certo é que o dito vem ilustrar o tantas vezes aqui escrito. Que estes rituais de "superior integração" têm a cumplicidade de muitos dirigentes das instituições. Uns por ignorância, muitos por negligência.

E também certo é que imagens desta são possíveis de encontrar noutras instituições.

Em absoluto acordo, absolutamente reprováveis.

Sendo que aguardaremos e reproduziremos o direito de reposta ou de esclarecimento.

Reitor da Universidade de Aveiro participa na praxe

http://www.esquerda.net/artigo/reitor-da-universidade-de-aveiro-participa-na-praxe/47631

publicado por contracorrente às 23:42

11
Mar 17

Acima da lei e do Código Civil, está o Código da Praxe.

Embora Jesus diga, sem prova, o contrário.

 

“Terminar com a praxe? Temos é de cumprir as leis do nosso país”
http://www.diariocoimbra.pt/noticia/16678

Código da praxe de Coimbra foi redigido há 60 anos... e quase nada mudou
http://www.tsf.pt/sociedade/educacao/interior/codigo-da-praxe-de-coimbra-foi-redigido-ha-60-anos-e-90-da-sua-base-mantem-se-5717095.html

Código da praxe de Coimbra foi redigido há 60 anos e 90% da sua base mantém-se
https://www.publico.pt/2017/03/10/sociedade/noticia/codigo-da-praxe-de-coimbra-foi-redigido-ha-60-anos-e-90-da-sua-base-mantemse-1764758

publicado por contracorrente às 17:16

09
Mar 17

Ministro do Ensino Superior apela à indústria de bebidas alcoólicas para deixar de patrocinar praxes e eventos estudantis
http://expresso.sapo.pt/palavra/entity/people/Manuel-Heitor
Manuel Heitor defende a criação de alternativas de integração dos estudantes no ensino superior, que passem por atividades ligadas à ciência, à cultura e ao desporto. É preciso “dar a volta às praxes” e estimular a “abolição total das práticas humilhantes” que ainda as caracterizam".

publicado por contracorrente às 05:08

08
Mar 17

Contidos nas palavras, deixamos apenas o registo público das afirmações.

Opinião: Praxe

http://www.asbeiras.pt/2017/03/opiniao-praxe/

E da biografia do deputado, também médico.

http://www.sanfil.pt/index.php?r=medico/view&id=164

https://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/Biografia.aspx?BID=3995

E cada cada um que tire as suas conclusões, de que por caminhos vamos ou com quem estamos acompanhados. Nas mais altas instâncias!

 

 

publicado por contracorrente às 20:23

07
Mar 17

Se dúvidas houvesse, de quem está acima da lei...

O presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC) disse ontem que não vê «com bons olhos» a intromissão das instituições de ensino superior e do Governo na integração dos estudantes, e criticou a tentativa de se «policiar» a praxe. «Não vejo com bons olhos a intromissão das instituições de ensino superior na integração dos estudantes, no sentido de policiar a actividade estudantil. Não é benéfico e é infrutífero», afirmou o presidente da AAC, Alexandre Amado.

http://www.diariocoimbra.pt/noticia/16550

 

Praxes de nojo, de castigo... e músicas que não podem estar neste título

Os dois sítios "onde os rituais de punição e castigo são levados mais a sério são Coimbra e Covilhã".
http://www.tsf.pt/sociedade/educacao/interior/praxes-de-nojo-de-castigo-e-musicas-que-nao-podem-estar-neste-titulo-5707175.html

publicado por contracorrente às 22:08

06
Mar 17

Antes de qualquer equívoco: um elogio claro aos autores deste estudo e mais ainda a quem teve a coragem pessoal e política de o promover.

E desta coragem, de afrontar uma (vergonhosa) maioria institucional que as legitima, dão bem conta o título de algumas notícias que abaixo reproduzimos, a que prometemos voltar após leitura das 273 páginas deste estudo.

Um estudo que vem dar substância ou confirmar o que já antes tinhamos aqui escrito (21.Jan.2017). A maioria das instituições dão cobertura, apoio e são cumplices destas actividades. Entendemos que por duas razões: ignorância e negligência.

Dispensamo-nos de as justificar, os factos dão-lhe consistência.

E o estudo apresentado hoje vem nessa linha. Acrescentando outros detalhes a esta (demasiado) longa história.

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Universidades legitimam praxe, conclui estudo pedido pelo Governo

Maioria das instituições admite estas práticas dentro das suas instalações e reúne-se com as comissões de praxe. Relatório defende revisão dos regulamentos internos, mas diz que não há necessidade de mudar a lei para lidar com os abusos.
https://www.publico.pt/2017/03/06/sociedade/noticia/universidades-legitimam-praxe-conclui-estudo-pedido-pelo-governo-1764015

Maiorias das universidades não vê ilegalidade nas praxes
Um estudo apresentado esta segunda-feira sobre as praxes académicas conclui que as instituições de ensino avalizam estas práticas.
https://www.rtp.pt/noticias/pais/maiorias-das-universidades-nao-veem-ilegalidade-nas-praxes_a986949

Governo pressionado a bloquear fundos a associações de estudantes
 "Parto do princípio de que nem há esse financiamento. Eu próprio tenho pedido e solicitado [que não exista apoio formal]. Já escrevi a todos os reitores, ao conselho de reitores, parto do principio de que as instituições não reconhecem a existência de comissões de praxe." [Manuel Heitor, Ministro]

83% [das instituições] confirmam apoios formais.


http://www.dn.pt/portugal/interior/governo-pressionado-a-bloquear-fundos-a-associacoes-de-estudantes-5706826.html

"A Praxe como fenómeno social”
Promovido pela própria Direção Geral do Ensino Superior, o estudo “A Praxe Como Fenómeno Social” foi coordenado por João Teixeira Lopes (ISUP e FLUP) e João Sebastião (CIES) e teve como principal objetivo compreender o fenómeno da praxe académica em profundidade, privilegiando-se a interpretação dos significados que diversos atores do sistema de ensino superior (estudantes, dirigentes associativos e dirigentes das instituições de ensino) atribuem ao fenómeno.

https://www.dges.gov.pt/pt/noticia/apresentacao-e-debate-do-estudo-praxe-como-fenomeno-social

O estudo "A Praxe como fenómeno social” pode ser visualizado aqui.
http://www.dges.gov.pt/sites/default/files/naipa/a_praxe_como_fenomeno_social.pdf

Investigadores aconselham Governo a fazer relatório anual sobre praxes
http://www.acorianooriental.pt/noticia/investigadores-aconselham-governo-a-fazer-relatorio-anual-sobre-praxes

DGES apresenta estudo nacional sobre a praxe
http://www.comumonline.com/?p=18856

Estudo pede criação de linha para apoiar vítimas de praxe violenta
O mesmo documento recomenda que seja impedido o financiamento público de actividades de praxe académica
http://www.sabado.pt/vida/detalhe/estudo-pede-criacao-de-linha-para-apoiar-vitimas-de-praxe-violenta

Governo deve garantir isenção de custas judiciais a estudantes alvo de praxes abusivas

http://24.sapo.pt/noticias/nacional/artigo/governo-deve-garantir-isencao-de-custas-judiciais-a-estudantes-alvo-de-praxes-abusivas-estudo_22040863.html


03
Mar 17

As praxes, supostamente solidárias, continuam.

Nada temos contra o fim. Mas os meios são impróprios.

A solidariedade sempre foi, é e será um acto voluntário. Não obrigado.

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Alunos da ESAD.CR e JORNAL DAS CALDAS unidos em praxe solidária
http://oesteglobal.com/Alunos_da_ESADCR_e_JORNAL_DAS_CALDAS_unidos_em_praxe_solidaria

publicado por contracorrente às 13:05

21
Fev 17

"Manter praxes nesta altura do ano é duplamente deplorável, pelo ato e pelo tempo, mas não é sobre praxes que quero refletir nestas linhas. Importa-me, sim, perceber este sinal da suástica como a ponta do iceberg constituído por tantas outras cruzes da sociedade contemporânea.
(...)
Países, instituições e simples cidadãos parecem estar de mãos atadas, incapazes de reagir a violações flagrantes de valores éticos tidos como elementares.

(...) está a acontecer no Mundo, mas também bem dentro das nossas instituições, com a dimensão desconhecida dos icebergs. Cuidemos!"

http://www.jn.pt/opiniao/sebastiao-feyo/interior/a-suastica-e-outras-cruzes-5680832.html

Sebastião Feyo de Azevedo, Reitor da Universidade do Porto

publicado por contracorrente às 22:40

17
Fev 17

Cai a máscara ao avestruz, ao do capuz, ou lá o que seja?

 

Estranhamos que, do que temos visto "in loco" em sucessivas idas à U.M. ao longo do ano, apesar da posição clara e desassombrada do Reitor sobre este tema, na U. Minho é onde estas práticas mais se estendem no ano lectivo (estamos já em Fevereiro!) e são mais intensas. Tendo inclusivé já provocado mortes.

 

Nessa excelente Universidade, povoada pelos vistos por uma minoria medíocre e indigna de frequentar o ensino superior, cremos que só falta dar mais um passo, a coragem de expulsar estes prevaricadores. Que causam mais dano do que proveito à  instituição.

 

Aos "putos (praxadores) nazis", recomendamos a leitura de um poema-música do sempre actual José Afonso.

Letra por acaso depositada num repositório da U.M.

http://alfarrabio.di.uminho.pt/zeca/cancoes/159.html

 

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Cruz suástica em praxe revolta Universidade do Minho

http://www.jn.pt/nacional/interior/cruz-suastica-em-praxe-revolta-universidade-5670383.html#ixzz4YpdilX4i

 

Braçadeira nazi em praxe na Universidade do Minho causa polémica
http://expresso.sapo.pt/revista-de-imprensa/2017-02-16-Bracadeira-nazi-em-praxe-na-Universidade-do-Minho-causa-polemica
A Universidade do Minho faz parte das três instituições de ensino portuguesas que todos os anos geram mais queixas devido as praxes.


27
Jan 17

Vendem-na como integradora.

E, pelos vistos, também pode ser vendida a turistas com interesse em espectáculos medievais. Não a turistas sensíveis, como se pode ler.

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Código da praxe exclui estudantes

As praxes de Viseu têm rituais de integração que muitos estudantes, praxistas e até cidadãos consideram inadequados e humilhantes para os recém-chegados ao ensino superior. Os rituais praxísticos iniciam em setembro e estendem-se até à Semana Académica, a maioria das vezes à noite, uma vez que estas atividades não são permitidas nos recintos do Instituto Politécnico de Viseu.

“Uma vez uns turistas perguntaram-me o que estava a acontecer, porque é que estavam todos a olhar para o chão. Ia responder o quê? Disse a verdade, que era um ritual de integração dos alunos que entram pela primeira vez na Universidade. Em resposta, um dos turistas disse-me que o que estava a ver era ridículo (…)

http://www.jornaldocentro.pt/codigo-da-praxe-exclui-estudantes/

publicado por contracorrente às 21:38

21
Jan 17

"Estas atividades não são permitidas nos recintos do/da..."

Se não, porque lhe dão alojamento nos seus serviços/servidores?

"sabem delas quer reitores das universidades mais egrégias, quer das recém desempacotadas à pressão, quer os directores de escolas e institutos superiores"

Apenas alguns exemplos:

COIMBRA

https://www.uc.pt/informacaopara/visit/codigopraxe

http://files.isec.pt/documentos/guiaaluno/ISEC_05.pdf

http://biblioteca.esec.pt/Opac/Pages/Search/Results.aspx?Database=10200_GLOBAL&SearchText=ASS=%22Praxe%20Acad%C3%A9mica%22

LEIRIA

http://www.ipleiria.pt/wp-content/uploads/2015/01/23345_Codigo_Praxe_Leiria__3_Ed._3_revisto.pdf

VIANA DO CASTELO

http://srv.esa.ipvc.pt/aeesapl/images/CODIGO%20DE%20PRAXE%20IPVC.pdf

VISEU

http://www.ipv.pt/millenium/20_va13.htm

IST - INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO

http://integral.ist.utl.pt/files/codigo_praxe_ist.pdf

GUARDA

http://www.aag.ipg.pt/_publico/rcv/codigo-de-praxe-revisao-2008-print.pdf

ISMAI

http://www.ismai.pt/pt/noticias_/Documents/2014/ConselhoVeteranos.pdf

COVILHÃ

http://www.urbi.ubi.pt/pag/11761

SETÚBAL

http://www.ae.est.ips.pt/ManualBocageanoRevisao2010.pdf

ALGARVE

http://w3.ualg.pt/~fcar/eb1a/cantinho%20do%20saber/praxes%20na%20ualg.htm

SANTARÉM

http://si.esdrm.ipsantarem.pt/esdrm_si/web_gessi_docs.download_file?p_name=F236917649/PrincipiosGeraisPraxeAcademica.pdf

publicado por contracorrente às 21:51

19
Jan 17

Elísio Estanque realiza estudo sobre a praxe a pedido do governo

O sociólogo da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), Elísio Estanque, está a elaborar um estudo sobre a praxe, encomendado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, chefiado por Manuel Heitor.

http://www.ruc.pt/2017/01/18/elisio-estanque-integra-grupo-de-trabalho-sobre-a-praxe/

publicado por contracorrente às 19:12

12
Jan 17

A mais recente actualização do Código da Praxe dos estudantes da Universidade de Coimbra acaba com as dúvidas: o exercício da praxe é totalmente proibido dentro das faculdades. Aliás, conforme consta do artigo 77.º, «debaixo de tecto só pode exercer-se praxe em repúblicas o?cializadas, casas comunitárias reconhecidas pelo Conselho de Veteranos e na sede da Associação Académica». «Já havia restrições, mas, agora, isso foi esclarecido de modo a que não haja dúvidas», explica João Luís Jesus, dux veteranorum.

http://www.diariocoimbra.pt/noticia/14447

publicado por contracorrente às 18:39

14
Dez 16

A solidariedade forçada é sempre solidariedade praxada.
Porque é ou deve ser ser voluntária.
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Alunos do Politécnico de Viana vão espalhar cachecóis pela cidade para aquecer os sem-abrigo
Jéssica Rocha, 13 de Dezembro de 2016, 17:58
https://www.publico.pt/2016/12/13/local/noticia/alunos-do-politecnico-de-viana-vao-espalhar-cachecois-pela-cidade-para-aquecer-os-semabrigo-1754666

É mais uma das iniciativas que os estudantes das comissões de praxe das várias escolas do Instituto têm levado a cabo para ajudar quem mais precisa e para integrar e sensibilizar os caloiros.

E embora a ideia não seja original – foi mais uma das que se adoptaram dos EUA –, é apenas a mais recente dos estudantes do IPVC na senda das praxes solidárias que os aproximem à comunidade local.

A ideia dos cachecóis partiu de José Oliveira, aluno do curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, que viu no Facebook uma publicação de um amigo sobre a versão americana da iniciativa.

publicado por contracorrente às 08:03

08
Dez 16

Que adianta o Ministro e o Reitor terem uma posição clara sobre o tema?

Pelos vistos pouco, segundo o re-candidato à AAUM, que faz orelhas de mouco.

O seu programa é claro, a praxe será para continuar. Sem precisar de explicar como a humilhação integra.

 

Bruno Alcaide é o atual presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) e é novamente candidato à presidência pela Lista A.

“A AAUM continuará a defender a praxe como processo de integração”

Alcaide é categórico: “A AAUM discorda do que diz o governo sobre a praxe”. O atual dirigente admite, porém, “alguns abusos que vão acontecendo no dia-a-dia”, mas garante que está em diálogo com quem lidera “essas iniciativas” para que os colegas sejam tratados com “o maior respeito possível”. Dessa forma, conclui, “as pessoas estarão na praxe porque querem, gostam e se associam à praxe sem que os obriguem ou influenciem”.

Questionado sobre uma transferência de 625,22 euros para o “Cabido de Cardeais”, um organismo informal ligado a atividades praxísticas, o candidato defende-se dizendo que essa verba surge na sequência da organização conjunta de várias atividades, como “O Tricórnio Vai…” e o “Caloiro de Molho”. “Esses 600 euros são complemente enquadráveis na missão que cabe à Associação Académica”, remata.

http://www.comumonline.com/?p=17054

publicado por contracorrente às 11:26

29
Nov 16

António Branco, reitor da Universidade do Algarve (UAlg), considera que a atual geração de alunos nunca participaria em praxes se tivesse outra representação do que é ser-se jovem, assim como «da naturalização da hierarquia e dos jogos em torno das estruturas simbólicas do poder e da humilhação». Estas palavras foram proferidas pelo reitor na apresentação do livro «Praxe e Tradição Académica», de Elísio Estanque, que decorreu na passada semana no Campus de Gambelas da UAlg, em Faro.

http://www.sulinformacao.pt/2016/11/reitor-da-ualg-diz-que-alunos-nunca-participariam-na-praxe-se-tivessem-outra-ideia-de-hierarquia/

publicado por contracorrente às 23:26

31
Out 16

Achamos que isto não é alheio à clara condenação pública pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, de estes actos impróprios em instituições de ensino, sejam superiores ou inferiores. Mas que no dito "Superior" tem tido a cobertura negligente, por indiferença, omissão ou inacção, das respectivas instituições.

O que se aguarda é que, apesar de tudo um acto de coragem por ir contra o estabelecido, tenha consequências para os infractores e seja feita justiça às vítimas.

 

Nove denúncias contra praxes abusivas no arranque deste ano lectivo
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/praxes-abusivas-motivaram-nove-denuncias-neste-ano-lectivo-1749540

Em dois meses há quase tantos casos como em todo o ano anterior. DGES quer saber o que se passou com alunos da Escola Náutica Infante D. Henrique.

publicado por contracorrente às 20:50

30
Out 16

Praxe na praia põe 20 caloiros em risco

Polícia Marítima foi ao local e ordenou aos jovens que saíssem da água

Correio da Manhã, 30.10.2016

http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/praxe-na-praia-poe-20-caloiros-em-risco

Recorde-se que a 15 de dezembro de 2013 seis alunos da Universidade Lusófona perderam a vida durante uma praxe na praia do Meco, Sesimbra.

 

Actualização:

Praxes polémicas na Escola Superior Náutica foram apenas "sensacionalismo"

TSF, 02 de DEZEMBRO de 2016 - 08:16

http://www.tsf.pt/sociedade/educacao/interior/praxes-polemicas-na-escola-superior-nautica-foram-apenas-sensacionalismo-5530446.html

Caso envolveu praxes numa praia em que os alunos terão ido buscar baldes de água à rebentação. Os responsáveis da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique garantem que o caso da praxe que motivou a intervenção da Polícia Marítima numa praia de Oeiras, no final de outubro, não gerou qualquer queixa e teve na comunicação social um impacto que "não corresponde minimamente à realidade dos factos". Na altura, o Correio da Manhã, com fotografias do que se tinha passado, noticiou que pelo menos 20 alunos foram praxados na praia de Paço de Arcos, colocados em situações de risco. Por exemplo, os caloiros tiveram de ir buscar baldes de água à zona de rebentação, numa praxe que levantou pelo menos uma queixa na Polícia Marítima. Na resposta enviada há cerca de uma semana ao Ministério, a que a TSF teve acesso, a direção da Escola Náutica explica que depois deste caso emitiu um comunicado aos alunos em que admite que as praxes têm "perturbado" o funcionamento regular das aulas, suspendendo as praxes até que fosse clarificado o que se passou.
Contudo, na resposta agora enviada ao Governo, os dirigentes da escola argumentam que ainda não receberam qualquer queixa dos alunos envolvidos e que as notícias conhecidas, apesar de levantarem "preocupação", são de "teor sensacionalista", atingindo "proporções que não corresponderam à realidade dos factos".

publicado por contracorrente às 23:57

19
Out 16

O presidente da Associação Académica do IPB, Ricardo Pinto, refere que foi alertado para a situação de imediato e que acompanhou a jovem às urgências, garantindo também que ela participou voluntariamente na actividade daquela noite, frisando que a associação académica “sabe que as praxes são seguras”.

Ricardo Pinto garante que não conhece casos de praxe abusiva e que tenham resultado em doença, salienta que “nenhum aluno participa na praxe obrigado”, que a associação académica “sabe que as praxes são seguras e tenta controlá-las” e reforça que essa prática “sempre foi um modo de integração e se os estudantes não fossem tão bem recebidos, a cidade perdia a vida”.

http://www.brigantia.pt/noticia/aluna-do-ipb-assistida-nas-urgencias-depois-de-praxe

publicado por contracorrente às 18:03

Praxe e Tradições Académicas

Elísio Estanque (ed. Fundação Francisco Manuel dos Santos)

PUBLICADO EM Outubro 2016

https://www.ffms.pt/publicacoes/detalhe/1742/praxe-e-tradicoes-academicas

 

https://www.publico.pt/sociedade/noticia/a-resposta-a-praxe-nao-pode-ser-a-punicao-1747521

publicado por contracorrente às 13:49

06
Out 16

Mais um bom exemplo. Aliás, um excelente exemplo.

Em que o desafio lançado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, de que deve haver uma outra forma de receber e integrar os novos alunos, passa das palavras aos actos. Ele mesmo e na primeira pessoa, integrando uma excelente inciativa.

Aqui que tantas vezes damos conta de actos reprováveis, não podemos agora de nos render a este acto e elogiar claramente.

Parabéns ao Sr. Ministro e aos organizadores desta inciativa.

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O IPB vai realizar no próximo dia 8 de outubro uma atividade de receção aos novos alunos, expedição lúdico-científica ao Parque Natural de Montesinho, com os novos alunos do IPB, nacionais e estrangeiros, permitindo-lhes não só, a integração no Ensino Superior, mas também tomar contacto com a ecologia, flora, fauna e outros aspetos, cujo programa segue abaixo, que foi acolhida pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que estará connosco na visita.

A atividade pretende acolher os novos alunos, despertando desde logo o gosto pela ciência, pela cultura e pelos valores naturais da região e pela tolerância e sã convivência entre diferentes culturas. Consistirá num passeio entre a aldeia de Montesinho e França, durante o qual serão realizadas atividades científicas, aproveitando os valores naturais aí existentes, seguido de um almoço e jogos tradicionais na aldeia de França. Por fim, o regresso a Bragança.

Esta atividade contará com a presença do Sr. Ministro do Ensino Superior e Ciência e com a Srª Secretária de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza e envolverá um número aproximado de 500 pessoas, 420 dos quais alunos (100 brasileiros, 72 internacionais não brasileiros e 248 alunos portugueses). Esta iniciativa é organizada pelo IPB - Instituto Politécnico de Bragança, em colaboração com as Associações de Estudantes, Associação Académica e Centro Ciência Viva de Bragança.

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza participam nas actividades do programa.

PROGRAMA
09H00 | Expedição lúdico-científica à Serra de Montesinho
·         Saída em direcção à aldeia de Montesinho
·         Visita à aldeia – merenda e convívio
·         Visita simultânea às barragens e Lama Grande.
·         Percurso pedestre com cerca de 10 Km descendentes, da aldeia de Montesinho até à aldeia de França, com visita ao antigo viveiro das trutas.
Durante o percurso os docentes do IPB farão diversas intervenções de carácter científico e exploratório.
13h00 | Chegada a França, almoço nas instalações da junta de freguesia de França e momentos lúdico-musicais com as Tunas do IPB;
14h30 | Jogos tradicionais transmontanos (fito, chino, corrida de sacos, corrida de arcos, pião, galhofa - luta tradicional trasmontana -, …).
17h00 | Retorno a Bragança.

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Praxe alternativa com carácter científico em Montesinho quer ser exemplo para o país

Já este sábado o Ministro da Ciência e Tecnologia participou numa expedição lúdico-científica na serra de montesinho. A acção pretendeu ser uma forma diferente de integração dos novos alunos do Instituto Politécnico de Bragança, uma espécie de praxe alternativa. Acabar com a humilhação nas praxes académicas tem sido uma das bandeiras do ministro que tutela o ensino superior.

http://www.brigantia.pt/noticia/praxe-alternativa-com-caracter-cientifico-em-montesinho-quer-ser-exemplo-para-o-pais

publicado por contracorrente às 09:51

01
Out 16

Já aqui o dissemos por mais do que uma vez, continuamos a não entender que estes actos sejam tidos por voluntários. É mais uma praxe "light". Neste caso e noutras réplicas pelo país, com a bênção dos dirigentes das instituições. Se é uma forma de esvaziar o acto das praxes, o tempo o dirá.

I. P. Leiria: Caloiros limpam praias

Liliana Borges, 30/09/2016 - 18:59
A praxe do Instituto Politécnico de Leiria quer apostar em actividades de cariz social e afastar a humilhação associada às actividades entre "caloiros" e "veteranos

http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/em-peniche-o-caloiro-limpa-a-praia-1745641

publicado por contracorrente às 23:13

24
Set 16

Salvo seja.

Não é preciso ir a Braga ou Bragança, para ver que as boas recomendações do Ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, são tábua rasa. E de como as boas intenções superiores são, criminalmente no caso, ignoradas pelas bases.

Mérito não tira a quem tem boa intenção, bem pelo contrário. Mas antes nos faz questionar sobre os valores de um grupo de estudantes, apesar de tudo minoritário, que toma de assalto o início de ano das academias.

 

O praxódromo de Lisboa é o jardim do Campo Grande
http://www.dn.pt/sociedade/interior/o-praxodromo-de-lisboa-e-o-jardim-do-campo-grande-5405838.html

Rute Coelho, 24 DE SETEMBRO DE 2016, 01:35

Com a Cidade Universitária de um lado, a Universidade Lusófona do outro e ainda a proximidade de outras universidades, como o ISCTE, o Jardim do Campo Grande, em Lisboa, é por estes dias de arranque do ano escolar um gigantesco praxódromo.
[...] indiferentes aos apelos do Governo para se combaterem as praxes que humilham.

"Vão ser batizados aqui com a água do lago", explicava ao DN João Antão, de 19 anos, membro da comissão de praxes do curso de Engenharia de Telecomunicações e Informática (ETI) do ISCTE.

Entre gargalhadas, palmas, saltos e gritos de "ETI", João Antão e João Cardoso lá vinham garantir em apartes que "as praxes do ISCTE não têm má fama" e "os caloiros não são obrigados a nada".

No Jardim do Campo Grande tem-se logo uma ideia dessa dimensão. Um grupo de raparigas do curso de Direito da Universidade Clássica de Lisboa descansava na relva com uns copos de cerveja comprados a 50 cêntimos cada, antes das tradicionais praxes que iam fazer aos caloiros. Beatriz Pires, do 3º ano de Direito, serviu de porta-voz do grupo: "Vamos para o Rossio batizar os caloiros na fonte."

publicado por contracorrente às 05:57

15
Set 16

Que precisam de fazer escola. Servir de exemplo.

 

O combate tem que ser de natureza cultural, de mudança de mentalidade
Camilo Soldado, 15/09/2016 - 09:32

https://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-combate-tem-que-ser-de-natureza-cultural-de-mudanca-de-mentalidade-1744140#
Três perguntas a Miguel Cardina [investigador do Centro de Estudos Sociais]

 

Quando a alternativa parte dos estudantes
Camilo Soldado, 15/09/2016 - 09:33
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/quando-a-alternativa-parte-dos-estudantes-1744143
Em Lisboa é o primeiro ano, em Coimbra já vai na terceira edição. Grupos de estudantes organizam-se para receber os novos colegas sem hierarquias.
Em Coimbra e Lisboa, estudantes criaram alternativas à praxe e ajudam a integrar os novos alunos

o Cria’ctividade apresenta em Coimbra um programa com actividades culturais, desportivas e debates para evitar “o monopólio” da praxe.

https://www.facebook.com/coimbracriactiva

Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa surgiu este ano um projecto semelhante ao de Coimbra. O AlternAtiva está a ajudar a integrar os novos estudantes pela primeira vez e define-se como “uma alternativa à praxe”

https://www.facebook.com/mov.altern.ativa2016/

https://www.facebook.com/AlternAtivaFMV

 

Apresentada a Praxe+, que propõe a integração dos alunos com ciência e cultura
http://www.dn.pt/portugal/interior/apresentada-apraxe-que-propoe-a-integracao-dos-alunos-com-ciencia-e-cultura-5388410.html
O programa pretende apoiar a integração dos novos alunos no ensino superior com ciência e cultura para respeitar a autonomia pessoal e desenvolver o sentido crítico dos estudantes

 

PRAXE + VAI INTEGRAR ALUNOS COM CIÊNCIA E CULTURA

http://informacao.canalsuperior.pt/noticia/21015#anchor

Ontem, foi apresentado o novo programa da Ciência Viva para a integração dos novos estudantes universitários. O Praxe + quer promover a cultura científica.

publicado por contracorrente às 13:19

Concerteza.

Mas preferimos a cautela, esperara para ver. Se as boas palavras que vêm de cima são cumpridas pelos de baixo.

Universidades arrancam o ano com programas alternativos de integração dos alunos
Camilo Soldado, 15/09/2016 - 08:21
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/universidades-arrancam-o-ano-com-programas-alternativos-de-integracao-1744152#
Em várias instituições as iniciativas já aconteceram em anos anteriores. O ministro com a tutela do Ensino Superior, Manuel Heitor, tinha apelado a que instituições encontrassem alternativas às praxes.

publicado por contracorrente às 13:01

10
Set 16

La Universidad Complutense de Madrid y sus Colegios Mayores propios están firmemente comprometidos, como no puede ser de otra manera, en el respeto la dignidad y los derechos de sus estudiantes.

https://www.ucm.es/no-a-las-novatadas/

publicado por contracorrente às 18:02

09
Set 16

Novatadas: una ilegalidad que resiste curso tras curso

http://elpais.com/elpais/2016/09/09/videos/1473414846_324730.html
Los estudiantes de primer curso resisten las pruebas de los veteranos, una práctica a la que se opone la mayoría de universidades

VIRGINIA MARTÍNEZ, Madrid 9 SEP 2016 - 16:04 CEST    

Un grupo de cinco universitarios bebe calimocho en círculo. Uno de ellos, el más joven, viste una bolsa de basura negra, lleva la cara pintada y el pelo sucio. Es un novato. Cursa primer año de Universidad y tiene prohibido hablar. Solo puede responder si otro veterano, de tercer curso, se lo permite. Ha de tratarle de usted y tendrá que obedecer a todo lo que le pida.
[...]
Una práctica ilegal contra la que el rectorado de la Complutense se ha opuesto en numerosas ocasiones, pero que sigue repitiéndose cada año.

publicado por contracorrente às 17:59

Bullying e Ciberbullying na mira da PSP
08/09/2016 - 09:43
Operação Escola Segura da PSP para este ano letivo já arrancou

https://www.publico.pt/multimedia/video/bullying-e-ciberbullying-na-mira-da-psp-201698111033

publicado por contracorrente às 01:26

05
Set 16

Resta ver até onde as hierarquias, Reitores, Presidentes e Directores o acompanham.

Sempre terá o poder de os demitir ou pelo menos chamar à razão, lhes retirar a confiança.

 

Ministro quer afastar comissões de praxe e pôr cientistas a receber novos alunos

Manuel Heitor escreveu carta a todas as instituições do ensino superior criticando "abuso e humilhação" das praxes e pedindo alternativas de recepção.

https://www.publico.pt/sociedade/noticia/ministro-quer-afastar-comissoes-de-praxe-e-por-cientistas-a-receber-alunos-nas-universidades-1743287

 

https://pt-pt.facebook.com/Publico/posts/10154520035586983

publicado por contracorrente às 22:57

01
Ago 16

Louvável, clara e corajosa a atitude do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Do pouco que conhecemos, não é propriamente uma pessoa com papas na língua ou alinhado com o políticamente correcto.

Mas não acreditamos que encontre eco e dirigentes das instituições à sua altura.

Com honrosas e notadas excepções.

Apesar de acharmos que se há lugar onde o exemplo deve vir de cima é justamente no ensino, somos cépticos.

O Ministro quer mas a obra não nasce. Até ver.


Ministro quer universidades a combater comissões de praxes
http://www.dn.pt/portugal/interior/ministro-quer-universidades-a-combater-comissoes-de-praxes-5315599.html
Manuel Heitor, responsável pela pasta do Ensino Superior, diz ser "inadmissível" o poder destes órgãos. Avisa que não basta proibir as praxes nas escolas

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, defende, em declarações ao DN, que os órgãos de gestão das universidades e institutos politécnicos, bem como as associações estudantis, "devem combater as comissões de praxes e a sua prática interna", criticando o poder e o estatuto que estes grupos de estudantes têm em algumas instituições. [...] e assumindo que "há muitas zonas e meios socioeconómicos do país que apoiam a praxe".
"Vou escrever, no início de setembro, a todos os dirigentes estudantis, a condenar o uso da praxe e a pedir para não valorizarem qualquer relacionamento com as estruturas que se têm organizado dentro das instituições e para as combaterem".

O governo encarregou um grupo de trabalho, liderado por João Teixeira Lopes (Universidade do Porto), e por João Sebastião (ISCTE) de realizar o primeiro estudo de dimensão nacional sobre o fenómeno das praxes.

 

Governo quer intensificar guerra às comissões de praxe

Os órgãos de gestão das universidades e politécnicos em Portugal "devem combater as comissões de praxe e a sua prática interna". O mote é lançado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na edição desta segunda-feira do "Diário de Notícias", onde deixa clara a orientação do Governo para que se intensifique a censura às praxes e ao poder das comissões que as coordenam.

"Não é aceitável que um presidente de uma associação de estudantes esteja sentado numa tribuna [durante um desfile académico] ao lado de um presidente de uma comissão de praxes", exemplifica Manuel Heitor ao "DN", antes de apelar a que se desmontem as "redes" que incluem alunos que não têm qualquer ligação direta com órgãos representativos legítimos das universidades ou politécnicos.

http://expresso.sapo.pt/revista-de-imprensa/2016-08-01-Governo-quer-intensificar-guerra-as-comissoes-de-praxe


17
Jul 16

 Tribunal Europeu dos Direitos Humanos aceita queixa de pais do Meco
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/tribunal-europeu-dos-direitos-humanos-aceita-queixa-de-pais-do-meco-1738463


É um passo importante: a maioria das reclamações que chega a Estrasburgo são liminarmente rejeitadas.

publicado por contracorrente às 01:50

13
Jul 16

Se o ridículo matasse há muito tempo que as  pragas estavam extintas.

Antes fosse o seu estertor, mas não. A voz das pragas aqui expressa no seu esplendor.

O comunicado merece uma atenta leitura.


JSD chocada com declarações do Ministro do Ensino Superior
por Notícias de Coimbra,  Julho 12, 2016
A Comissão Política Distrital da JSD Coimbra  afirma que “ficou em choque com as declarações proferidas pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, que disse repudiar totalmente as praxes académicas

Veja o comunicado da distrital de Coimbra da JSD liderada por João Paulo Oliveira:

http://www.noticiasdecoimbra.pt/jsd-chocada-declaracoes-do-ministro-do-ensino-superior/

 

Actualizada, com notícia de 14 de Setembro de 2016:

Vale a pena ler este comunicado, uma pérola. E ver ao que se chegou, um Outdoor para defender as praxes! Fantástica ocupação de uma Jota partidária.

http://www.noticiasdecoimbra.pt/laranjinhas-dizem-praxe-nao-praga/

Alguns excertos:

A praxe académica foi uma arma política contra o Estado Novo em Portugal e essencial para a construção de condições para o 25 de Abril. A sua reposição, depois do PREC (processo revolucionário em curso) na década de setenta, foi uma manifestação da liberdade conquistada.
A praxe académica de Coimbra é, e deve continuar a ser, sinónimo e hino à liberdade e ao regime democrático.
A praxe é, para além de marca característica desta cidade e da região, fonte de inspiração e de liberdade, uma prática com efeitos económicos e turísticos importantíssimos para Coimbra,
“Praxe não é praga. Praxe é Coimbra” e no qual enaltecemos as suas vantagens e apelamos à denúncia dos seus abusos.
Perante esta realidade, não nos resta alternativa a pedir a demissão do Ministro do Ensino Superior, o que fazemos simbolicamente através da colocação deste Outdoor na cidade de Coimbra onde afirmamos que “Praxe não é praga. Praxe é Coimbra” e no qual enaltecemos as suas vantagens e apelamos à denúncia dos seus abusos.

 

À data são estes os Orgãos Distritais da JSD de Coimbra :

http://www.distritalcoimbra.jsd.pt/menu/526/orgaos-regionais.aspx

    Comissão Politica
    Presidente
        João Paulo Oliveira
    Vice-Presidentes
        Francisco Leal
        Lídia Pereira
        Ana Maria Alves
        Vítor Silva
    Secretário-Geral
        José Miguel Ferreira
    Vogais
        André Feiteira
        Luís Alcaide
        Beatriz Sêco
        Manuel Catarino
        Hugo Valente
        Nuno Carvalho
        Carlos Gomes
        Nuno Lopes
        Inês Santos
    Secretário-Geral Adjunto
        João Izidoro
        José Miguel Simões

publicado por contracorrente às 02:07

12
Jul 16

Sem sombra de dúvida e na boa esteira de José Mariano Gago.

Resta esperar, serenamente, que os seus súbditos, Reitores e Presidentes, sigam estas orientações. Já que poucos as sentem ou têm esta clareza.


2016-07-08 às 13:55
PRAXE É «UMA DAS MAIORES PRAGAS QUE TEMOS DE COMBATER»
http://www.portugal.gov.pt/pt/ministerios/mctes/noticias/20160708-mctes-praxes.aspx


O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirmou o seu repúdio total pelas praxes académicas e apelou a um combate cerrado a estas práticas de receção aos caloiros das instituições de ensino superior.

«É uma das maiores pragas que temos de combater», disse Manuel Heitor, na abertura de um seminário sobre «Organização e desenvolvimento do ensino superior», na Universidade do Minho, em Braga.

O Ministro disse ainda que apoia «todos aqueles que se têm batido contra a prática de praxes académicas e outras práticas boçais e grosseiras que hoje continuam a ocorrer no contexto do ensino superior em Portugal».

Manuel Heitor acrescentou que vai escrever a todos os responsáveis pelas instituições de enino superior a pedir um combate cerrado às praxes.

«As praxes devem ser combatidas por todos, estudantes, professores e, muito especialmente, por todos os responsáveis por instituições politécnicas e universitárias, independentemente do local da ocorrência», afirmou Manuel Heitor.

O Ministro disse que o sistema de reporte de praxes está acessível na Direção-Geral do Ensino Superior e que todos os processos serão enviados para o Ministério Público. «Porque hoje temos de considerar isso como um crime», disse.

 

Ministro do Ensino Superior expressa "repúdio total" pelas praxes
Lusa, 08/07/2016 - 13:43
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/ministro-do-ensino-superior-expressa-repudio-total-pelas-praxes-academicas-1737692
Manuel Heitor pede um "combate cerrado"a estas práticas académicas.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, expressou nesta sexta-feira, em Braga, o seu "repúdio total" pelas praxes académicas, "qualquer que seja a sua forma", e apelou a um "combate cerrado" àquelas práticas de recepção ao caloiro.

 

Ministro do Ensino Superior sobre praxes: "É uma das maiores pragas que temos de combater"

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/educacao/ministro-do-ensino-superior-sobre-praxes-e-uma-das-maiores-pragas-que-temos-de-combater

 

Ministro quer “combate cerrado” às praxes académicas

http://www.esquerda.net/en/artigo/ministro-quer-combate-cerrado-praxes-academicas/43616

publicado por contracorrente às 17:49

06
Jul 16

https://democraciaeescolher.wordpress.com/

Que subscrevemos:

https://democraciaeescolher.wordpress.com/subscreve/

 

publicado por contracorrente às 00:32
tags:

Toamamos nota da excepção, o PCP, que aguarda explicação.

E associamo-nos a um gesto óbvio mas sempre necessário e louvável.

Assinamos por baixo este manifesto, que é um gesto. A que estariam obrigados muito dirigentes do ensino dito superior, com a honra devida às excepções, ainda poucas.

Praxe: 100 personalidades pedem às universidades para criarem alternativas
Andreia Sanches, 05/07/2016 - 07:00
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/praxe-100-personalidades-pedem-as-universidades-para-criarem-alternativas-1737252
“Em democracia, deve haver sempre lugar à escolha, mas só é possível escolher se houver opção, ou seja, alternativas consistentes”, defende carta aberta.

100 personalidades apelam em carta aberta à criação de alternativas à praxe
05 de JULHO de 2016 - 00:48
http://www.tsf.pt/sociedade/educacao/interior/100-personalidades-apelam-em-carta-aberta-a-criacao-de-alternativas-a-praxe-5266302.html
José Adelino Maltez e Vasco Lourenço são algumas das personalidades que pedem aos dirigentes das instituições do ensino superior que criem "uma alternativa" à praxe.
Entre os subscritores contam-se, entre outros, escritores como Luísa Costa Gomes e Miguel Sousa Tavares, os deputados Paula Teixeira da Cruz (PSD), Alexandre Quintanilha (PS), Teresa Caeiro (CDS-PP) e André Silva (PAN) ou o comentador de política nacional da TSF Pedro Marques Lopes.
O antigo ministro da Saúde e advogado António Arnaut é também um dos subscritores do documento. A atriz Ana Zannatti, a apresentadora Catarina Furtado, o sociólogo André Freire, a viúva do escritor José Saramago, Pilar del Rio, o músico Miguel Guedes e a cineasta Margarida Gil, são também subscritores da petição.

publicado por contracorrente às 00:20

02
Jul 16

Era o que faltava, ser condenada a vítima e não serem encontrados os autores.

Fica a outra justiça por fazer.

 

Mãe de jovem que morreu após agressões em praxe foi absolvida
Ana Cristina Pereira, 01/07/2016 - 16:21

Maria de Fátima Macedo estava acusada de difamação por se ter referido, em entrevistas, a um jovem que chegou a ser arguido em processo-crime como suspeito pelo homicídio.

https://www.publico.pt/sociedade/noticia/mae-de-jovem-que-morreu-apos-agressoes-em-praxe-foi-absolvida-1736960

publicado por contracorrente às 07:11

23
Jun 16

Desta vez fez-se justiça, ficou a anterior por fazer.

Um morto, mais um médico que se "suicidou" e tudo o resto por esclarecer. Apesar de uma condenação anterior a uma indemnização, continuam por apurar os actores do homicídio.

Ante uma morte irreversível que alguma paz comece aqui, apesar da clamante justiça que fica por cumprir.

 

MP pede absolvição de mãe de aluno morto na praxe
Ana Cristina Pereira, 22/06/2016 - 19:34
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/mp-pede-absolvicao-de-mae-de-aluno-morto-na-praxe-1736018
Maria de Fátima Macedo nomeou “assassinos” do filho em entrevistas há dois anos. Procuradora defende que se limitou a exercer o direito à liberdade de expressão.


Saiu esta tarde aliviada do Tribunal da Maia a mãe de Diogo Macedo, o rapaz que morreu há 14 anos na sequência de agressões sofridas numa praxe na Tuna Académica da Universidade Lusíada de Famalicão. O Ministério Público pediu a absolvição dos quatro crimes de difamação de que foi acusada por ter nomeado suspeitos.

Maria de Fátima Macedo chegou ao tribunal de braço dado com a filha — o passo lento, as mãos a tremer, uma tosse insistente. Entrou na sala depois de Olavo Almeida, o tuno que lhe pede uma indemnização de 120 mil euros.

O advogado de Olavo Almeida criticou a cobertura que a comunicação social tem dado a este caso. Falou em “exploração da dor” e em “aversão à verdade” e ao “princípio do contraditório”. Sustentou que tudo o que tem sido dito tem provocado grandes danos morais e materiais ao seu cliente. O tuno, agora com 39 anos, é pai de uma criança pequena. Anseia limpar o seu nome, como lhe terá pedido a mãe e a mulher, de quem se separou no ano passado, e poupar o filho.

publicado por contracorrente às 00:50

17
Jun 16

Ou de cursos, com ou sem murros. Certo é o que o muro caiu e matou.

Podia ter sido numa outra qualquer data. Mas é uma triste ironia acontecer numa das poucas universidades onde o Reitor tem uma posição clara e inequívoca sobre este tipo de actos de suposta diversão.

 

"O muro que em abril de 2014 caiu, provocando a morte a três estudantes da Universidade do Minho, durante os festejos de uma vitória numa "guerra de cursos", ruiu "em poucos segundos", afirmaram hoje os quatro colegas das vítimas arguidos no processo."

http://www.dn.pt/sociedade/interior/muro-que-caiu-sobre-estudantes-em-braga-ruiu-em-poucos-segundos-5232325.html

publicado por contracorrente às 00:08

25
Mai 16

Escreveu-o o poeta, confirma-o a história.

Aqui nesta breves palavras, certamente duras para quem sente a perda.

E sentirá um grito de revolta surdo, que ninguém ouve.

A justiça era merecida. Ficam algumas palavras, não todas que são duras. E o recorte da notícia.

" No plano abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto e arrefece.
[...]
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».

Fernando Pessoa

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Mataram Diogo numa praxe e o pacto de silêncio ainda cala a verdade
Pedro Sales Dias, 25/05/2016 - 16:40
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/mataram-diogo-em-praxe-e-pacto-de-silencio-ainda-cala-a-verdade-em-tribunal-anos-depois-1733027
Jovem foi espancado num ensaio da tuna há 15 anos. Antigo colega diz agora em tribunal que "o que aconteceu não foi praxe", que a "violência não é praxe". Insiste que não viu nada, mas levou revista igual à que terá sido usada para agredir aluno.

publicado por contracorrente às 22:58

23
Mai 16

A genuflexão é um acto que (ainda) faz boa escola.

O direito à revolta nem por isso.

Não será justiça unidireccional mas existe também o direito, com ou sem revolta, que ela siga todas as direcções. E este caso aguarda gritante justiça.

 

Mãe que perdeu filho nas praxes vai a tribunal e invoca direito à “revolta”
Pedro Sales Dias, 23/05/2016 - 08:03
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/mae-julgada-por-nomear-assassinos-do-filho-defendese-com-direito-a-revolta-1732650
Filho morreu numa praxe na Tuna Académica da Universidade Lusíada de Famalicão em 2001, mas a justiça foi incapaz de encontrar os culpados. Esta segunda-feira, a mãe começa a ser julgada acusada de difamar um dos jovens que foram arguidos na investigação ao homicídio.

Quinze anos depois de o filho ter morrido devido a agressões infligidas numa praxe na Tuna Académica da Universidade Lusíada de Famalicão, Maria de Fátima Macedo senta-se no banco dos réus acusada ela por quatro crimes de difamação. A mesma justiça que foi incapaz de encontrar os culpados da morte de Diogo quer condenar a mãe por ter nomeado os suspeitos da morte do filho em entrevistas a um jornal e a duas televisões em 2014 .

Olavo Almeida, tuno agora com 39 anos – que chegou a ser arguido na investigação ao homicídio depois arquivada – não gostou do que ouviu. Apresentou uma acusação particular por difamação e uma procuradora do Ministério Público decidiu acompanhá-lo. O julgamento começa na tarde desta segunda-feira no Tribunal da Maia e Maria de Fátima Macedo arrisca uma pena até dois anos de prisão ou o pagamento de uma multa. O queixoso exige-lhe uma indemnização de 120 mil euros. Em 2009, o Tribunal Cível de Famalicão condenou a Universidade Lusíada de Famalicão a pagar à mãe 90 mil euros de indemnização.

publicado por contracorrente às 19:02

24
Abr 16

Esta é a principal conclusão da autópsia, que não deixa dúvidas. Não obstante julgam-se os vivos. Mas, pasme-se, não os autores mas as vítimas.

 

Médico denunciou homicídio que pacto de silêncio na tuna abafou
Pedro Sales Dias, 23/04/2016 - 08:33

Clínico terá descoberto tudo e denunciou crime ao procurador em Braga. Acabou por se suicidar dias depois em circunstâncias suspeitas.
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/medico-denunciou-homicidio-que-pacto-de-silencio-na-tuna-abafou-1729824

Foi um médico do Hospital de São João, no Porto, que lançou em 2001 as suspeitas de crime no caso da morte de Diogo Macedo, jovem que era “tuninho” (caloiro) da Tuna Académica da Universidade Lusíada de Famalicão, apesar de então estar no quarto ano do curso de Arquitectura. Quinze anos depois, o caso volta a ser notícia porque uma procuradora quer que a mãe de Diogo Macedo responda em tribunal por ter identificado aqueles que considera que foram os responsáveis pela morte do filho.

O relatório da autópsia ao cadáver de Diogo Macedo desfia um rol de lesões: um hematoma extenso no cerebelo, uma fractura da primeira vértebra cervical, duas escoriações no lábio, uma escoriação na orelha direita, múltiplas equimoses no tórax, múltiplas equimoses na região lombar e uma equimose no testículo. António Guimarães [o médico que fez a denúncia] tinha razão.

 

O filho de Maria de Fátima Macedo morreu, mas o Ministério Público não encontrou culpados. Agora, a mãe vai ser julgada por difamação de um dos alegados envolvidos.
https://www.publico.pt/sociedade/noticia/procuradora-quer-mae-de-aluno-morto-em-praxe-julgada-por-nomear-assassinos-na-tv-1729823

publicado por contracorrente às 00:16

08
Abr 16

E agora não seria de acabar também com o cerco às pessoas, aos novos alunos?!...

 

"Acabou-se com a parte violenta da Garraiada", salientou João Luís Jesus, dux veteranorum do Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra

No entanto, sublinha João Luís Jesus, serão "introduzidas regras" para que não haja "tantos estudantes de volta do animal", protegendo "ao máximo" o garraio e garantindo "o mínimo de contacto".

http://www.dn.pt/sociedade/interior/forcados-toureiros-e-bandarilheiros-retirados-da-garraiada-de-coimbra-5116917.html

publicado por contracorrente às 19:38

27
Nov 15

Foto de praxes em Novembro... pelas quais recebi ameaças físicas. Testemunhadas pelos polícias de turno da estação de Metro do Campo Grande.

26.11.2015, aprox. 13h15

Praxes_Lx.jpg

********************************************

 Actualização (nota posterior, remetendo para um interessante e esclarecido comentário. Curiosamente quase coincidimos nas fotos e datas)

http://miseriasdelisboa.blogspot.pt/2015/10/praxes-em-lisboa.html

 

publicado por contracorrente às 18:46

23
Out 15

Uma instituição de ensino superior que tolera a praxe e reconhece institucionalmente o seu poder está condenada a conceber o espaço da academia como um lugar de resignação.”

 

Título: Desobedecer à Praxe
Autor: Bruno Cabral e João Mineiro
ISBN  978-989-8701-16-9
REFERÊNCIA 1810001
FORMATO 10,5 x 14,8 cm
Nº PAG. 96
1ª EDIÇÃO outubro 2015

PVP 5 euros

http://derivaeditores.blogspot.pt/2015/10/porque-o-silencio-sobre-praxe-se-tem.html

publicado por contracorrente às 00:35

22
Out 15

Realizador escreveu manual de instruções para desobedecer à praxe
Andreia Sanches, 22/10/2015 - 08:19

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/realizador-de-praxis-escreveu-manual-de-instrucoes-para-desobedecer-a-praxe-1711924

Bruno Cabral, que realizou o documentário Praxis, e João Mineiro, sociólogo, desmontam argumentos pró-praxe, apelam a reitorias de universidades para que assumam “uma atitude" que não as legitime e desafiam políticos a debater se deve ou não haver criminalização.

Cabe no bolso das calças. Tem uma capa amarela, com uma colher de pau desenhada – a partir-se. Desobedecer à praxe é um livro que vai chegar às livrarias onde se conta resumidamente a história da praxe.

Desde logo que reitorias e órgãos directivos das escolas assumam “institucionalmente uma atitude que não legitime as práticas de praxe, mas antes as desaconselhem”. “Uma instituição de ensino superior que tolera a praxe e reconhece institucionalmente o seu poder está condenada a conceber o espaço da academia como um lugar de resignação.”

O livro será apresentado pela jornalista Diana Andringa nesta quinta às 18h. É uma iniciativa da Cooperativa Cultra, em parceria com a Deriva Editores, e constitui o primeiro pequeno livro de bolso de uma colecção chamada “Cadernos Desobedientes”.

http://p3.publico.pt/cultura/livros/18606/queres-desobedecer-praxes-este-livro-e-para-ti

publicado por contracorrente às 13:10

01
Out 15

Date: Mon, 21 Sep 2015 11:39:41
Subject: Ferias de Bienvenida

Estimados estudiantes:
Al inicio de un nuevo curso, la Universidad de Salamanca organiza su Feria de Bienvenida, en la que a través de una serie de stands podréis conocer los servicios universitarios, así como las posibilidades de participación a través de asociaciones y delegaciones, y otras instituciones de nuestro entorno. Además, tendremos un bocadillo solidario, cuyos beneficios se donarán al Fondo de Cooperación de la Universidad, conciertos y otras actividades culturales y deportivas.
Os invitamos a que acudáis a la Feria, que estará abierta de 12:00 a 18:00 horas, en cada campus.

Aprovechamos este mensaje para dar una bienvenida especial a todos los estudiantes que os incorporáis este curso a nuestro estudio y enviaros a todos un cordial saludo.

El Rector
Universidad de Salamanca

publicado por contracorrente às 08:18

28
Set 15

 

Assinadas por 2 professores. Estranho, não é?

TESE

"PRAXE: deixas que te espete esta faca para me rir um bocadinho,
porque para o ano podes espetar tu em outro e divertimo-nos os dois!"

Prof. 1

 

ANTÍTESE

"Esta é boa quando inclusora e respeitadora, e é má quando violadora de direitos. E, seguramente, seria muito mais aceitável se enquadrada pelos professores."

Prof. 2

publicado por contracorrente às 04:00

27
Set 15

Cerco a las novatadas
http://www.laopiniondezamora.es/zamora/2015/09/26/cerco-novatadas/873561.html
La Escuela de Enfermería recomienda a los estudiantes que no realicen prácticas abusivas con los nuevos estudiantes
Un vídeo que se ha hecho viral en internet y en el que dos alumnos de nuevo ingreso de la Universidad de Valladolid se abofetean delante de los llamados "veteranos" ha vuelto a sembrar la polémica sobre las novatadas. Desde la Escuela de Enfermería, y como reconoce su directora Marisol Sánchez Arnosi, se ha recomendado a los alumnos que no lleven a cabo estas prácticas que en algunos casos pasan de la gracia a una situación verdaderamente incomoda.
Tras el polémico vídeo de los dos novatos de la Universidad de Valladolid, el consejero de Educación de la Junta de Castilla y León, Fernando Rey, calificó ayer de "fantástico" que las universidades controlen los abusos y excesos que se registran en algunas tradiciones como las novatadas.
"No hay que permitir abusos y faltas de buena educación en ningún sitio y en la universidad menos", aseveró Rey, antes de animar al colectivo universitario a iniciar una reflexión acerca de esta cuestión, en la que deben participar de forma activa los alumnos.

publicado por contracorrente às 10:40

25
Set 15

De Norte a Sul, do Minho ao Algarve, a mesma música.

E ninguém desafina!

Com a conivência e assentimento das instuições que lhes abrem o espaço a esta tocantina.

 

Desde o Meco, há cuidados redobrados nas praxes e veteranos que recusam falar

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/desde-o-meco-ha-cuidados-redobrados-nas-praxes-e-veteranos-que-recusam-falar-1709093?page=2#/follow

Porto - Federação Académica do Porto (FAP), Coimbra - DG/AAC, Minho - Cabido de Cardeais [&etc., etc.], ...

http://www.publico.pt/praxe-academica

publicado por contracorrente às 09:55

24
Set 15

Universidade do Algarve vai averiguar alegada praxe que levou aluna ao hospital

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Educacao/Interior.aspx?content_id=4796514&page=2

O reitor da Universidade do Algarve anunciou, esta quinta-feira, a abertura de um processo de averiguações a uma atividade alegadamente relacionada com praxes académicas, que obrigou a que uma aluna tivesse que ser assistida no hospital.
O caso, que ocorreu na noite de quarta-feira na Praia de Faro, foi relatado ao reitor da academia algarvia pelos pais da aluna, de 19 anos, e que entrou agora para a universidade, o que levou António Branco a decidir instaurar um processo para apurar eventuais responsabilidades disciplinares dos estudantes da universidade envolvidos.
A reitoria já tinha divulgado uma nota interna, a 4 de setembro, que estipula que "não haverá tolerância relativamente a todos os atos de receção dos novos alunos, dentro ou fora dos 'campi' da Universidade do Algarve", que atentem contra os direitos à integridade física e moral, à liberdade e à segurança de qualquer estudante.

 

Praxe deixou caloira da Universidade do Algarve em coma alcoólico
Graça Barbosa Ribeiro e Idálio Revez
24/09/2015 - 11:54
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/praxe-deixou-caloira-da-universidade-do-algarve-em-coma-alcoolico-1708858?frm=pop
Reitor já anunciou que haverá consequências disciplinares para os estudantes envolvidos.


Uma vez mais, a tragédia da Praia do Meco não existiu. Uma vez mais, as culpas vão morrer na areia, a maré levará as provas.

E a questão de sempre: não haverá autores morais e materiais a responsabilizar?

Com respeito pelos direitos de autor, divulga-se para fins pedagógicos:


Caloira no hospital após praxe com álcool na praia
Marisa Rodrigues/JN

http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Faro&Concelho=Faro&Option=Interior&content_id=4795392

Nas imediações, nos caixotes do lixo, eram visíveis dezenas de garrafas de bebidas alcoólicas
A praxe consistia em enterrar os jovens na areia próximo da água de forma a que pudessem estar imobilizados enquanto lhe eram dadas, à boca, bebidas alcoólicas.
A jovem sentiu-se indisposta e teve de ser transportada de ambulância para o Centro Hospitalar do Algarve. À hora de fecho desta edição, estava na urgências a ser avaliada.
A rapariga é estudante do primeiro ano do curso de Biologia da Universidade do Algarve e reside em Faro. Segundo familiares, saiu de casa à hora de jantar, dizendo ter sido convocada para uma praxe. "A minha mãe viu cerca de 20 jovens enterrados na areia, imobilizados, sem conseguir mexer os braços. Pouco tempo depois, viu chegar uma ambulância e apercebeu-se de que era a minha sobrinha que estava a ser desenterrada e socorrida. Espumava pela boca e perdeu os sentidos", contou, ao JN, Mário Galego, tio da vítima.
Mário chegou ao local já quando Ana Eloísa estava a caminho do hospital. Tentou perceber o que se passou junto dos colegas da jovem, mas nenhum quis falar, chegando mesmo a ser ameaçado quando quis tirar fotografias.
"A preocupação deles era tapar os buracos que fizeram na areia antes da chegada da GNR e da Polícia Marítima. A maré entretanto subiu e levou parte do vestígios", garantiu. Nas imediações, nos caixotes do lixo, eram visíveis dezenas de garrafas de bebidas alcoólicas.
O JN sabe que as autoridades identificaram vários jovens, mas não foi possível apurar quanto.

publicado por contracorrente às 08:12

18
Set 15

O Reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, declara as praxes como um acto voluntário.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=790478

O reitor da Universidade de Coimbra disse hoje, na cerimónia de receção aos novos alunos, que a participação nas praxes é «rigorosamente voluntária», não podendo os caloiros sofrer represálias pela não adesão a esta tradição académica.

publicado por contracorrente às 07:54

11
Set 15

Sebastião Feyo de Azvedo, o Reitor da Universidade do Porto, disse-o claramente. Não esteve com meias tintas nem meias palavras, ao contrário de muitos dos seus homónimos.

A presença de insignes personalidades no Conselho Geral da U.P. que secundam esta posição dá-lhe também uma boa rectaguarda.

E a Universidade do Porto passa assim a incluir no seu cartão de visita mais um atractivo, a arte de bem receber quem chega pela 1ª vez.

 

Aviso do reitor: nenhum caloiro é obrigado a participar nas praxes

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4771813

Sebastião Feyo de Azevedo, reitor da Universidade do Porto, diz que todos têm "a obrigação de velar pelo cumprimento desta norma".
O reitor da Universidade do Porto (UP) avisou hoje os cerca de 4.000 novos estudantes que participaram na sessão de receção ao caloiro que não são obrigados a participar em qualquer ato de praxe académica contra a sua vontade.
"Nenhum estudante pode ser obrigado a participar em qualquer ato da praxe académica contra a sua vontade, cabendo a todos, a toda a comunidade, a obrigação de velar pelo cumprimento desta norma de que lhe deverá ser dado conhecimento no ato de inscrição", declarou o reitor no discurso da cerimónia de receção aos novos estudantes que ingressam este ano letivo naquela instituição de Ensino Superior.
Sebastião Feyo de Azevedo acrescentou, no seu discurso, proferido na Praça Gomes Teixeira, em frente ao edifício da Reitoria da UP, que tudo faria por uma integração "sem excessos ou abusos" em sintonia e articulação com os representantes dos estudantes.

publicado por contracorrente às 17:45

06
Set 15

Só Freud pode explicar: as vítimas aguardam o momento para se transformarem em carrascos. http://www.publico.pt/sociedade/noticia/matriculas-no-superior-vem-ai-e-as-praxes-tambem-1706995

publicado por contracorrente às 21:48

02
Set 15

O que vão aprender é a apanhar batatas!

Enfim, mais uma forma de Solidariedade forçada e praxe disfarçada. Certamente com conhecimento e aceitação superior.

"Caloiros da Católica vão colher batatas"

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Educacao/Interior.aspx?content_id=4756891&page=-1
Os alunos que entram este ano na Católica Lisbon School of Business & Economics vão passar a tarde de quarta-feira a apanhar batatas em campos da Golegã, numa iniciativa inserida no projeto "Restolho", que visa apoiar instituições de solidariedade.

publicado por contracorrente às 19:03

04
Jul 15

Um dia triste para a liberdade de expressão.

 Someone who courageously carries out actions in defense of democratic rights deserves applause, not hysterical denunciation and punishment.

https://justice4assange.com/

 

A recusa da França em dar asilo a Julian Assange é um aviso claro aos que ousam discordar. Mesmo espiados preferem fazer a genuflexão.

L’Elysée rejette la demande d’asile de Julian Assange
http://www.lemonde.fr/pixels/article/2015/07/03/l-elysee-rejette-la-demande-d-asile-de-julian-assange_4669082_4408996.html
Le Monde.fr | 03.07.2015 à 12h07

publicado por contracorrente às 01:59

25
Jun 15

Papa Francisco recebeu hoje mãe de uma das vítimas do Meco http://www.noticiasaominuto.com/pais/410814/papa-francisco-recebeu-hoje-mae-de-uma-das-vitimas-do-meco

Foi recebida pelo Papa Francisco, esta quarta-feira, a mãe de um dos jovens que morreu na praia do Meco, em Dezembro de 2013.


05
Mar 15

A única certeza, até à data, é a morte. Que de forma não inédita marca estes rituais.

------------------
Dux da Lusófona não vai ser julgado pelas mortes no Meco.
Famílias das vítimas admitem levar o caso até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
http://expresso.sapo.pt/dux-da-lusofona-nao-vai-ser-julgado-pelas-mortes-no-meco-juiz-nao-houve-comportamento-tiranico=f913453

Tribunal não encontra crime nas seis mortes do Meco
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4434089
Juiz de instrução de Setúbal decidiu arquivar o processo da morte dos seis jovens na Praia do Meco, a 15 de dezembro de 2013 e não leva o único sobrevivente, João Gouveia, a julgamento.


18
Fev 15

É tão difícil fazer justiça?

Não, não falamos da justiça que convenha a uma das partes. Neste momento apenas do direito a ouvir todos os que possam aportar alguma informação que esclareça as sombras, qual capa negra, que é lançada sobre a morte de seis jovens.

Noutras circunstâncias quem de direito empenhar-se-ia por ouvir exaustivamente todos procurando apurar os factos. Porquê aqui não?

Quantas vezes a pedra terá que ser levada ao cimo da montanha, à porta do tribunal, para voltar ao inicio?

 

Meco: Processo vai continuar, mesmo que caso não vá para tribunal, revela advogado

O advogado das famílias dos seis jovens que morreram na praia do Meco garantiu hoje que o processo judicial vai continuar, mesmo que o caso não vá para julgamento.

"Ainda podemos recorrer ao Tribunal dos Direito do Homem, ao Tribunal da Relação ou pedir a responsabilidade civil", disse Vítor Parente Ribeiro, reafirmando a ideia de que a investigação do caso terá sido mal conduzida desde o início.

Desiludidos, os familiares dos seis jovens também lamentaram à chegada ao tribunal que o juiz de instrução tivesse recusado a inquirição dos médicos do INEM e do Hospital Garcia de Orta que assistiram o único sobrevivente e arguido no processo, João Gouveia depois da tragédia na praia do Meco, em que morreram seis jovens alunos da Universidade Lusófona de Lisboa.

Para José Campos, pai de uma das vítimas, Tiago Campos, o depoimento do perito do Instituto de Medicina Legal na fase de instrução veio confirmar que João Gouveia nunca terá estado dentro de água, o que corrobora a convicção das famílias de que os seis jovens morreram na sequência de uma praxe na praia do Meco.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=760360
Diário Digital com Lusa

publicado por contracorrente às 00:07

17
Jan 15

Pupilos: Alunos agressores ficam como externos
por Manuel Carlos Freire
Os dois estudantes que espancaram três crianças no Instituto dos Pupilos do Exército (IPE), em dezembro, vão continuar naquela escola como alunos externos, informou o Exército.

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4347039#AreaComentarios

Comentário de leitor do DN:

17.01.2015/02:15
Decisão muito errada! Preferem manter dois alunos e correr o risco de perder muitos mais! A tibieza da direcção quando deveria mostrar verticalidade, honra e coragem! Mais uma vez se mostra que estamos entregues aos bichos!

publicado por contracorrente às 07:09
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28
Dez 14

Neste Dezembro que agora termina espera-se que um dia venha a ser justo, que se faça a devida justiça aos pais que perderam os seus filhos e têm direito a uma justiça justa e clara. Que não se esconda em subterfúgios administrativos e tiques corporativos.

Sabendo a "via crucis" que estes pais terão de percorrer para que a tragédia não seja esquecida e branqueada, é o mínimo que se pode pedir. 

 

DOSSIER PÚBLICO.PT

http://www.publico.pt/meco

A vida sem Catarina

publicado por contracorrente às 05:12

30
Nov 14

É assim tão difícil imitar os bons exemplos?

Se disso não formos capazes continuaremos na idade média dos direitos individuais e colectivos. Com as óbvias implicações na sociedade que teremos amanhã.

Um artigo longo mas simples e incisivo de Julieta Almeida Rodrigues, no jornal Público.

Aqui reproduzido por uma causa cívica e para memória futura. Para que depois não digam que ninguém se deu conta.

****************************

"O dux e os estudantes falecidos da Universidade Lusófona"

O único debate possível sobre este assunto é o debate sobre os limites da liberdade individual.

Permita-me, prezado leitor, que lhe fale de uma questão que conheço de perto: a integração de estudantes que iniciam o seu primeiro ano na universidade de um país estrangeiro.

Candidatura aceite, os novos alunos chegam à universidade – onde frequentemente passam a residir, pois no campus de uma universidade anglo-saxónica situam-se lado a lado edifícios para aulas, centros de investigação e dormitórios com cantinas – para iniciar uma nova vida. Esta vivência tem carácter académico – os professores ensinam, os alunos aprendem –, mas é muito mais. Para o caloiro, é um novo modo de estar no mundo que exige uma postura bem definida. Ao ingressar no campus, os novos alunos terão um confronto súbito com horários exigentes a cumprir; as novas matérias a assimilar exigirão uma maior independência de raciocínio; terão de se adaptar a conviver com colegas de países diferentes e culturas diversas; terão de partilhar quartos e casas de banho com desconhecidos; terão ainda de se movimentar num novo espaço físico, pois muitos optam por estudar num local diferente de onde passaram o ensino secundário.

Alterações que são profundas e terão, necessariamente, impacto não apenas neles, mas também nas famílias.

O que fazem as universidades – as universidades que merecem esse nome, pois são locais de transmissão de conhecimentos adquiridos por toda a humanidade – para integrar, como deve ser, os novos alunos? Algumas designam três dias no início do ano lectivo – três dias – para a integração do corpo discente. Dias em que os caloiros, acompanhados das famílias, dos namorados e namoradas, etc., participam em actividades comuns com vista a uma passagem “suave” – de facto cool – para o novo ambiente estudantil.

O que se faz nestes três dias? De facto, faz-se de tudo um pouco. O Programa de Orientação vai desde sessões de esclarecimento a diversas e inúmeras actividades lúdicas. É atempadamente colocado na Internet, onde são designados os temas a abordar, os respectivos locais de encontro e toda uma gama de espectáculos à disposição. Quem quiser pode levar três dias inteiros a passear-se de um lado para o outro no campus, a conviver saudavelmente, a divertir-se, a decidir quem quer ser. Há espaços para almoçar e jantar: uns são pagos pelos utentes, outros são pagos pela universidade.

Seguem-se alguns exemplos. Os alunos matriculam-se nas cadeiras que desejam frequentar (o leque à escolha é enorme) e vão, concomitantemente, dialogar com os professores que serão os seus supervisores ao longo do ano. Seguem-se as sessões de esclarecimento em que debatem todos os temas que se possa imaginar. Há sessões com um grande número de participantes em que a universidade apresenta, por exemplo, o seu programa desportivo. As sessões com um número reduzido de participantes (12 alunos, os pais, irmão, e namorados/as) têm um enorme interesse. Aí se debatem questões ligadas às cadeiras e às matérias – sempre em diálogo, pois aqui a chamada "conferência" não existe. A saber, por exemplo: o que se passa se o aluno entrega um trabalho copiado da Internet? Poderá ser expulso? Mas estas sessões vão muito para além do debate académico e focam-se em temas de carácter pessoal: desde sexo a drogas, à possibilidade de adquirir um cartão de crédito.

Questões que, à primeira vista, parecerão comezinhas, têm uma importância fundamental. Um caloiro poderá perguntar à mãe (presente na sala) se esta se vai sentir abandonada quando ele lhe disser que em vez de todos os dias apenas pretende, doravante, falar com ela duas vezes por semana. Os pais, por sua vez, têm também imensas perguntas. Que língua deverá o filho/a estudar, se quer um futuro num contexto internacional? Ou: quais são os contactos de emergência que a universidade coloca ao seu dispor?

As questões académicas regem-se pelos estatutos da universidade e o quadro moral de referência é bem delineado. E todos têm oportunidade de o conhecer.

De suma importância é a Associação de Pais, um órgão para o qual o encarregado de educação poderá ser eleito mediante candidatura. Os candidatos estabelecem na Internet uma plataforma de ideias – em que cada um decide os temas em que a universidade poderá melhorar a sua actuação – e, se eleito, fará parte de um órgão académico com voz activa. Uma questão que tem sempre enorme interesse é o número de horas de supervisão semanais a que o aluno tem direito.  

Numa universidade com cerca de 5500 alunos matriculados em licenciaturas, haverá cerca de 1100 novos alunos em cada ano. Todos querem participar, hora a hora, destes três dias. E porquê? Porque é convidativo. Porque é elucidativo. Porque é uma forma de interacção. Para todos – tanto alunos como pais – há interrogações, dúvidas e anseios que necessitam de debate e esclarecimento.

Sabem quem orienta os caloiros e as suas famílias nas sessões cujo número de participantes é restrito? Alunos voluntários de anos mais avançados que são criteriosamente escolhidos e treinados pela própria universidade durante todo um ano lectivo para responder às questões em debate.

Os três dias acabam com um discurso do presidente da universidade – geralmente cheio de humor – em que se colocam os desafios do mundo moderno. Seguem-se diversas sessões de música, teatro ou ballet para acabar esta longa praxe.

O que me leva à questão colocada no título desta crónica, um assunto que tenho seguido com enorme apreensão, embora não conheça nenhum dos visados. Mas tenho visto os pais – e o seu advogado – falar na televisão com uma enorme dignidade. Admiro-lhes a coragem. Vejo aquela dor, reparo no sofrimento. E interrogo-me sempre: o que se passou na praia do Meco naquela noite fatídica?

Fala-se no dux – o único sobrevivente – uma designação que desconheço. Fala-se em praxe. Que praxe? Porque foram os alunos da Universidade Lusófona a meio da noite para uma praia deserta vestidos de capa e batina? A que título? Estariam os alunos de costas voltadas para o mar? Seria o dux o único de frente para o mar – a dirigir uma qualquer operação ignóbil – o que lhe teria dado, talvez, a possibilidade de ver surgir uma grande onda e fugir a tempo?

Li a única entrevista que o dux deu à comunicação social. Nada referiu que ajudasse a desvendar o caso. Nem, ao que sei, falou com as famílias das vítimas, a única conversa que deveria ter tido lugar, à porta fechada, a colmatar a intimidade do desgosto sofrido. Se nada há a esconder, apenas a verdade é fonte de reconforto. Mas o dux decidiu vir para os meios de comunicação social, como que a justificar-se.

Ficam as praxes das universidades portuguesas. Práticas alarves, primitivas, ao pior estilo das touradas. Já vi raparigas de joelhos a mando de um idiota qualquer. Já vi jovens de cabelos compridos, cheios de lama e excrementos, de olhos baixos. Já vi rapazes a serem espezinhados, a sorrir alarvemente.

Para quê? É a isto que se chama em Portugal a integração universitária? O sentimento de pertença a uma universiadade deriva de práticas humilhantes, obsoletas e cruéis? Que profissionais serão estes, no futuro? Em que quadro moral de referência habitam e se movem?

Em conversa recente, perguntei a razão da permissão destas praxes em Portugal. A resposta de um professor universitário foi que as instituições académicas não têm força; que as associações estudantis gostam das praxes. E que os detentores do poder universitário têm medo dos estudantes. Mas medo de quê? Dê acabar com a barbárie? De cercear liberdades?

É que o único debate possível sobre este assunto é o debate sobre os limites da liberdade individual, os condicionalismos a que todos estamos sujeito. E é, acima de tudo, um debate sobre o enquadramento que uma universidade deverá dar aos seus alunos, àqueles que as frequentam.

Ademais, só a verdade sobre o que se passou na praia do Meco servirá a universidade. E a Justiça. Só um tribunal isento permitirá tirar elações transparentes. E só assim poderá a sociedade encerrar este caso.

Muitos de nós estão atentos ao que se está a passar. E às famílias enlutadas, enviamos a nossa mais profunda solidariedade. Que a morte de filhos e filhas dilectos e amados, na flor da vida, não tenha sido em vão.

Investigadora convidada, The New School for Public Engagement, The New School, Nova Iorque, 2014 e 2015

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-dux-e-os-estudantes-falecidos-da-universidade-lusofona-1674404?page=2#/follow

publicado por contracorrente às 04:52

23
Out 14

A “praxe” e o novo tribalismo
Elísio Estanque 22/10/2014

No comportamento de multidão, a racionalidade individual é esbatida ou bloqueada, enquanto a irracionalidade é multiplicada, criando um efeito mimético que atinge a “multidão”.

(...)

Mais preocupante ainda se imaginarmos que pode haver uma correlação direta entre praxes – caciquismo – seguidismo – associativismo – e aparelhismo ou, pelo menos, esta sequência pode inscrever-se nas trajetórias pessoais dos quadros e dirigentes do futuro.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/a-praxe-e-o-novo-tribalismo-1673627?page=-1

publicado por contracorrente às 00:55

17
Out 14

Película fina...

http://novatosfilm.com/

"Nunca imaginas que tu vida cambiará para siempre cuando eres novato"

PABLO ARAGÜES

 

Novatadas en pantalla grande
Pilar Álvarez Zaragoza 26 SEP 2014 - 13:13

http://sociedad.elpais.com/sociedad/2014/09/26/actualidad/1411730013_483286.html

Un director hace una película con las vejaciones que sufrió en un colegio mayor
 "Al escribir el guion, recordé detalles que había borrado totalmente”, recuerda.

publicado por contracorrente às 22:36

15
Out 14

Diz-se que a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima.

Na impossibilidade de recuperar os jovens tragicamente desaparecidos espera-se que pelo menos se lhe faça justiça.

 

Caso do Meco foi reaberto

Ana Henriques 15/10/2014 - 12:31

Juiz do Tribunal de Setúbal aceitou pedido do advogado das famílias dos jovens que morreram.http://www.publico.pt/sociedade/noticia/caso-do-meco-foi-reaberto-1672954

 

PGR confirma que Dux é arguido no caso do Meco
por Filipa Ambrósio de Sousa

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4180977

 

Aluna que escreveu que dux estaria com “sede de praxar” vai ser ouvida
Maria João Lopes 18/10/2014 - 21:03
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/aluna-que-escreveu-que-dux-estaria-com-sede-de-praxar-vai-ser-ouvida-1673392
A 20 de Novembro deverão ser ouvidas quatro novas testemunhas no caso do Meco, que foi reaberto

Uma estudante da Universidade Lusófona que terá trocado uma mensagem com um colega, escrevendo que o dux João Gouveia estaria com “sede de praxar” vai ser ouvida no Tribunal de Setúbal, ao que tudo indica a 20 de Novembro. (...) Segundo o despacho, os familiares querem provar “o apoio da universidade à praxe”, a existência de “praxes violentas”

 

 


07
Out 14

... para não dizermos outra coisa!

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Jornal Público, 7 de Outubro de 2014

por Francisco Louçã    
Oito estudantes dedicaram-se a uma praxe luminosa: numa minúscula piscina de plástico, com a palavra “Meco” escrita nas bordas, simulavam um mergulho ou, na falta dele, molhavam os pés. São do curso de Engenharia Electrónica do Politécnico de Leiria e, manda a verdade, o facto foi logo repudiado pela direcção da escola e pela associação de estudantes, como deviam. Mas aconteceu, como pode ver na imagem.

No entanto, a imagem engana. Olhe para ela. Vemos os oito estudantes, ar pateta, agarrados uns aos outros, pés na água, a serem gozados a gozar com as vítimas do Meco. Mas não vemos quem os mandou, quem inventou a praxe e quem assistiu ao espectáculo. Vemos a praxe e os praxados mas não vemos os praxistas.

O problema das praxes, sinistras ou simplesmente humilhantes, só se resolve quando olharmos para os praxistas (um extraordinário documentário recente, de Bruno Moraes Cabral, fá-lo pela primeira vez). A cara dos que inventam ignomínias como esta. Os que acham que estas praxes inofensivas não ofendem. Os que acham que é divertido gozar com os mortos, insultar as suas famílias e exibir a boçalidade da brincadeira. Mostrar quem são os praxistas é a condição para que a sociedade saiba do que falamos quando falamos da tragédia do Meco ou da brincadeira de Leiria.

http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2014/10/07/foram-mesmo-so-oito-os-que-trocaram-das-vitimas-do-meco/

publicado por contracorrente às 13:39

26
Set 14

Esperamos que seja o fim de ambos, das praxes e dos abusos.

 

Ministério da Educação e da Ciência

Endereço electrónico criado para a denúncia de abusos ocorridos em praxes:

praxesabusivas@mec.gov.pt

publicado por contracorrente às 20:21
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10
Set 14

Volta a colheita "vintage" vinagre!

O ministério dá um passo (nulo?). Os Reitores e Presidentes nem por isso, salvo raras excepções.

http://expresso.sapo.pt/ministerio-da-educacao-em-campanha-contra-as-praxes-mas-so-as-abusivas=f888791

Ministério da Educação em campanha contra as praxes. Mas só as abusivas.

nao_as_praxes_abusivas.jpg

 

publicado por contracorrente às 22:59

30
Jul 14

A forma fácil de expiar é acusar?

Nunca subscrevemos a tese de que um acusado salva a honra. O que sempre vimos, como regra com raras excepções, é que a culpa morre solteira.

Sempre aqui dissemos, ao lamentar as muitas mortes que em todas, nestas e nas anteriores, para além dos autores materiais estavam e continuam impunes os autores morais, os que por conivência e omissão permitem que estes actos se tenham institucionalizado nas suas instituições.

Mas, voltando ao expiar e não professando, dizemos apenas com amarga ironia: perdoem-lhes que não sabem o mal que fazem. A uns e a outros.

 

Mortes no Meco: Ministério Público arquiva caso.

O facto de João Gouveia não ter levado consigo, no fatídico passeio até à praia, a colher de pau – “a mais nobre e simbólica insígnia da praxe”, segundo o código ritual  – mostra, segundo o despacho de arquivamento, que terá abdicado, nesse momento e daí em diante, do seu ascendente hierárquico.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/nao-houve-um-dux-paranoico-a-conduzir-jovens-do-meco-a-morte-1664802

publicado por contracorrente às 23:38

25
Jul 14

Desde a primeira hora que foi ventilada para a imprensa esta possibilidade, qual balão sonda, para testar as reacções da inerte opinião pública.

Ver arquivo: 04.04.2014; 15.05.2014;

 

E recuperando o escrito pelo repórter do ElPaís a 15.Fev., palavras premonitórias:

"Hace dos semanas, tanto los políticos como la prensa lusa martilleaban sobre la conveniencia o no de prohibir estas prácticas. Ahora da la impresión de que todo el mundo asume que todo vaya a seguir igual".

 

Ministério Público conclui que não houve crime no Meco.
Despacho de arquivamento é divulgado nos próximos dias.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4045945#AreaComentarios

 

Inquérito à tragédia do Meco dá razão à tese de acidente
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/inquerito-a-tragedia-do-meco-da-razao-a-tese-de-acidente-1664179


11
Jun 14

A Srª Reitora da Universidade de Évora, imagino que também directores e outros professores, fazem as honras da festa e pagam a conta?

Mas quem manda: o Conselho de Notáveis (http://www.cn.uevora.pt/pt/node/5), que se rege pela C.E.G.A.R.R.E.G.A. - Código Estudantil de Graus Académicos Regulamentos e Regras de Exegese e Gírias Académicas, da Universidade de Évora.

 

Vem isto a propósito de notícia, absurda ou hilariante?, de alguém que queria ser praxada!... e não o foi.

 

“Falta” à praxe impede finalista da Universidade de Évora de queimar as fitas
Maria Antónia Zacarias, 10/06/2014 - 12:09

Maria Rita Lavado Moreno é finalista da licenciatura de Sociologia, na Universidade de Évora, e não pôde queimar as fitas porque não foi praxada.

“Eu sou trabalhadora-estudante, chego à universidade já passa das 17h e nunca ninguém se chegou ao pé de mim para me praxar, até porque se o tivesse feito, eu não me teria negado, porque nunca me declarei anti-praxe”.

A finalista recorreu à reitoria mas vice-reitora explicou “não poder fazer nada, uma vez que a cerimónia da queima das fitas é da exclusiva responsabilidade do Conselho de Notáveis”. A reitora da Universidade de Évora afirmou que sensibilizou o Conselho de Notáveis para que, no próximo ano lectivo, “haja uma melhor explicação aos alunos sobre todo o percurso académico que culmina com a cerimónia da queima das fitas”. Ana Costa Freitas disse ainda não ter tido conhecimento oficial da situação de Rita Moreno.

http://www.publico.pt/local/noticia/falta-a-praxe-impede-finalista-da-universidade-de-evora-de-queimar-as-fitas-1639279

publicado por contracorrente às 00:14

15
Mai 14

Ainda a inquirição não chegou ao fim e já se aventam conclusões, quais balões de ensaio:

 

"[...] entregar o relatório ao Ministério Público (MP) de Almada até final do mês, apontando para o arquivamento do processo."

 

 

Para testar quê ou quem?

A opinião pública? Já desligou. Será então para testar a capacidade de resistência dos pais dos 6 jovens que morreram na praxe do Meco?

 

 

Vítimas do Meco
Pais vão ao teatro alertar que "rituais não são praxes"
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3865964
por Roberto Dores


O cartaz do espetáculo

"Tudo o que possamos fazer para condenar as praxes violentas, que de praxes têm pouco, sendo antes rituais, que custaram as vidas dos nossos filhos, valerá sempre a pena".

 

 

publicado por contracorrente às 23:02

04
Mai 14

O jornal Público elaborou um dossier bastante completo sobre o tema Praxe com excelentes testemunhos, alguns.

Outros divertidos e há também os ridículos.

 http://www.publico.pt/multimedia/a-experiencia-da-praxe

 

Caricatura da vida adulta
Fica-se de quatro. "Enche-se bastante." Não se olha de frente. Superam-se provas. Há quem considere que são rituais de iniciação. E quem fale de atentados à dignidade. "A praxe ensina-nos que na vida há uma hierarquia natural e que nós vamos ter de aceitá-la", diz uma aluna. "Vejo isto como uma caricatura da vida adulta", defende um historiador.
 

Carlos Amaral Dias:
"É a pior forma de despotismo: ‘Eu não te faço mal, mas, se quisesse, fazia’."

Alberto Martins
"A violação dos direitos humanos é inaceitável"

Jorge Ramos do Ó
"É como se estivéssemos numa espécie de loucura consentida, a aprender o que há de pior para ser um cidadão"

publicado por contracorrente às 22:50

24
Abr 14

O Reitor da Universidade do Minho, Prof. António Cunha, tem uma posição clara e quase solitária de condenação das praxes. Não obstante há quem contorne essas orientações e encontre formas de exercitar os rituais, por alguns ditos iniciáticos, aqui uma vez mais tragicamente fatais.

 

"António Cunha aguarda resultados do inquérito para analisar o caso, mas lembra que práticas de praxe estão há muito proibidas dentro de portas. E lembra que a instituição tem poderes muito limitados fora das suas instalações."

"A universidade tem um quadro muito claro” sobre a questão da praxe, sublinhou Cunha, numa declaração feita aos jornalistas na manhã desta quinta-feira: “Rejeitamos, condenamos e proibimos práticas que vão contra o nosso código de valores”. Mas mesmo que a UM faça “tudo o que está ao seu alcance” para impedir a realização de praxes entre os seus alunos, esta tem “uma capacidade de intervenção muito limitada fora dos seus muros”, defende o reitor.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/reitor-da-universidade-do-minho-recusa-associar-morte-de-tres-alunos-a-praxe-1633442#/0

 

Queda de muro mata três estudantes junto à Universidade do Minho
23/04/2014 - 20:24
Vítimas estariam a participar numa "guerra de cursos", uma brincadeira entre alunos, e terão subido ao muro que ruiu. Os quatro feridos já tiveram alta.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/queda-de-muro-deixa-dois-estudantes-na-universidade-do-minho-soterrados-1633391#/0

 

http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Braga&Option=Interior&content_id=3827122

Segundo contaram alunos e comerciantes da zona que assistiram, decorria uma "guerra de cursos", com os alunos de Medicina situados num terreno superior e os de Licenciatura em Engenharia Informática (LEI) em baixo. Gritavam palavras de ordem de um curso para o outro, quando os doutores de LEI, alegadamente, ordenaram aos caloiros para subir o muro e "enfrentar" os de Medicina. Foi quando o muro desabou sobre os alunos que permaneciam na parte inferior.

 

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/tres-mortos-em-queda-de-muro-na-universidade-do-minho

A queda de um muro junto à Universidade do Minho, em Braga, causou três mortos e quatro feridos.
O acidente ocorreu por volta das 19h40 numa zona residencial a cerca de 500 metros da universidade, onde habitualmente decorrem ações relacionadas com a praxe universitária.

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=104192

Segundo soube o SOL, os estudantes morreram na sequência de uma praxe a alunos do curso de Engenharia Informática da Universidade do Minho que estava a ocorrer naquele local. As praxes deste curso são conhecidas por serem das mais agressivas daquele estabelecimento de ensino.

publicado por contracorrente às 01:45

Final do ano lectivo e os rituais do "amouxa" perduram.

Quem sabe se não lhes serão úteis na vida futura?

 

Cantando Sérgio Godinho:

"não protestes / não desfiles / não contestes / não refiles"

 

A 23 de Abril de 2014, 22h30. Rossio, Lisboa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por contracorrente às 01:27
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11
Abr 14

Cámara oculta contra el acoso escolar
Isabel Ferrer La Haya 10 ABR 2014 - 20:47 CET

http://cultura.elpais.com/cultura/2014/04/10/television/1397154386_259312.html

Johnny de Mol, el presentador, lo califica de “intento de sacudir la conciencia de los matones para que comprueben los efectos de sus actos”.

Project P: Stop Het Pesten / Project P: Stop The Bullying

http://www.rtl.nl/project-p-stop-het-pesten/#!/304896/

Unfortunately, bullying among students is still a major problem. 15% of all high school students are routinely harassed and 800 children stay home every day because they do not dare to go to school.

In the new 'Project P: Stop The Bullying "program, starting Monday, April 28th at RTL 5, teens come into the picture that are systematically bullied. Johnny de Mol and Dennis Weening go here for a number of young people finally put an end to. In seven episodes, they take it, alternating from one another, for a young person who no longer wants to be. The target of bullying

Unique to Project P: Stop The Bullying "is that the problem is literally mapped. Gets bullied schoolboy Johnny Dennis or a backpack containing a hidden camera, because they want to know what it's like to be in their shoes. The camera records what they get for their daily choose. These images are an irrefutable proof of what is going on. It also shows how bullying can be distressing and eyes are opened to both children and teachers of secondary schools, which have to deal with every day here.

Johnny and Dennis will interview with the schools in question and want to know how they deal with bullying. For instance, a plague protocol and does it well? This is followed by a discussion with the school principal to which the images are displayed. They know that this is going on and what do they do? Finally, following a confrontation with the whole class. Because bullying is usually a group process. Everyone in the class should be aware that there will be bullied.

In "Project P: Stop The Bullying" is handled in an honest way with the hidden camera footage. Bullies never recognized it. The program shows where the bullied child has to do without wanting to nail someone. Pilloried The viewer is witness to the whole process with the aim to tackle bullying and to come. Bullies insight When it finally comes to a reconciliation between the two parties, Johnny and Dennis achieved their goal. After a few months they return to discuss the current situation.

http://www.rtl.nl/project-p-stop-het-pesten/#!/304896/nieuws/f2822918-ac41-4a3e-a814-4cc0a2cb0cf0-hoe-pakt-project-p-het-pesten-aan/

publicado por contracorrente às 00:03

06
Abr 14

Já anteriormente tinhamos dado conta da proibição em Faro deste triste espectáculo, com este post (25.Set.2012):

Não aos Touros! E porquê as Praxes?

http://anti-praxe.blogs.sapo.pt/25689.html

 

Por isso subscrevemos e reproduzimos o texto da petição:

Abolição das Garraiadas Académicas
Petição Pública

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT73120

 A garraiada académica é apresentada como um evento tauromáquico de convívio, gargalhadas e representação de coragem. Reunindo os estudantes da república portuguesa, ora na praça, ora na arena improvisada onde perseguem, agarram e atormentam um garraio (pequeno touro jovem) indefeso, com os cornos serrados, para divertimento dos que assistem.
Da violência inerente à garraiada resultam frequentemente lesões, fraturas e/ou crises de ansiedade que podem levar o garraio à morte.
Esconde-se por detrás do divertimento e das cervejas frescas, o abuso, e esquecem-se os fundamentos éticos em que o Instituto assenta, que ironicamente tem cursos que lidam com animais com o propósito de lhes fazer o bem.

Nos termos da Lei n.º 92/95 da Protecção dos animais, a Assembleia da República decreta, nos termos dos artigos 164.º, alínea d), e 169.º, n.º 3, da Constituição, o seguinte:
“1 - São proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal.
3 - São também proibidos os actos consistentes em:
e) Utilizar animais para fins didácticos, de treino, filmagens, exibições, publicidade ou actividades semelhantes, na medida em que daí resultem para eles dor ou sofrimentos consideráveis, salvo experiência científica de comprovada necessidade;”

Este movimento reivindica um ambiente académico anti violência contra todos os seres vivos. Procurando promover ao mesmo tempo o real ambiente académico de conhecimento, aprendizagem, cultura progresso e, acima de tudo, de civilidade.

publicado por contracorrente às 23:44

04
Abr 14

"as mortes resultaram de um acidente, não havendo provas directas de responsabilidade criminal do único sobrevivente. Por este motivo (...) não há qualquer arguido constituído no processo, cenário que, a continuar, impossibilitará o MP de deduzir acusação".

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/judiciaria-ainda-preve-realizar-dezenas-de-diligencias-no-caso-meco-1631031

publicado por contracorrente às 18:19

03
Abr 14

Não devia ser necessário chegar a este fórum. Muito antes as instituições de ensino podiam e deviam auto-regular-se.

E a recomendação acaba por ser um reconhecimento implícito da legitimidade das praxes, ao considerar que pode haver praxes boas (ponto 1), podendo participar nelas ou não (ponto 3).

O que acaba por, digamos, tirar o tapete a instituições que deram um passo em frente, como a U. Minho e mais algumas, poucas.

 

É caso para uma vez mais concluir, era melhor estarem quietos!


------------------
Resolução da Assembleia da República n.º 24/2014
Recomenda ao Governo a adoção de medidas sobre a praxe académica
https://dre.pt/pdf1sdip/2014/03/05300/0199601996.pdf

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5
do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo
que:
1 — Pondere, no âmbito do grupo de trabalho criado
com as instituições de ensino superior e as associações
representativas dos estudantes, a realização de uma cam-
panha institucional de sensibilização pela “tolerância zero
à praxe violenta e abusiva”.
2 — Incentive e promova a articulação entre as várias
redes já existentes nas diferentes instituições de ensino
superior e associações académicas, de apoio e informação
aos estudantes, como são exemplo os gabinetes de psico-
logia, os gabinetes de acolhimento de novos alunos ou os
gabinetes de apoio aos estudantes, nomeadamente através
da partilha de boas práticas destes gabinetes.
3 — Desenvolva esforços para garantir que as insti-
tuições de ensino superior e as associações académicas e
de estudantes, sem prejuízo da autonomia universitária,
promovam uma ação pedagógica que defenda a liberdade
dos estudantes de escolher participar ou não na praxe e que
reforce os mecanismos de responsabilização e de denúncia
às autoridades competentes de qualquer prática violenta
e abusiva.

Aprovada em 28 de fevereiro de 2014.
A Presidente da Assembleia da República,
Maria da Assunção A. Esteves

publicado por contracorrente às 13:46

19
Mar 14

Tragédia do Meco e praxes nas páginas do “New York Times”
A tragédia do Meco e o debate público sobre a praxe chamaram a atenção do "New York Times". Jornal analisa ainda a qualidade do ensino superior privado

http://p3.publico.pt/actualidade/educacao/11331/tragedia-do-meco-e-praxes-nas-paginas-do-new-york-times
Depois de ter relançado o debate sobre a praxe por cá, a tragédia do Meco, em que seis estudantes da Universidade Lusófona perderam a vida em circunstâncias ainda por esclarecer, chegou às páginas do "New York Times (NYT)".

publicado por contracorrente às 01:26

18
Mar 14

Student Deaths Spark Debate Over Hazing at Portugal’s Universities
By RAPHAEL MINDER, March 18, 2014
http://www.nytimes.com/2014/03/19/world/europe/student-deaths-spark-debate-over-hazing-at-portugals-universities.html?hpw&rref=education&_r=2
Until two decades ago, “hazing in Lisbon simply didn’t exist,” said José Miguel Caldas de Almeida, a professor of psychiatry and former dean of the medicine faculty of Nova University, a state establishment. “Many of our universities, especially private ones, are of bad quality, so people are desperately trying to recreate the feeling that studying there is something special,” he said.
What he witnessed as a university dean, he added, was “more violent than the hazing that I saw in the army in Africa,” while serving there as a military doctor during Portugal’s colonial wars.

Diana Antunes, who is studying music in Lisbon after attending university in the city of Aveiro, said the drownings at Meco Beach “brought to the surface a real problem, which is that newer universities pretend they can be like Coimbra and use praxes to create an identity rather than focus on raising education.”

While studying in Aveiro, Ms. Antunes said, she experienced the pressure herself when she refused to join a hazing ritual that required simulating sexual intercourse, as well as licking yogurt from a boy’s lap. Her mother complained to the university, but no action was taken.
(...)
“We want to find out the truth, but not eliminate the praxes, because they’ve also made many students happy, including our son Pedro,” his mother, Maria Fátima Negrão, said.

publicado por contracorrente às 01:30

01
Mar 14

Parlamento debateu "passos tímidos” para acabar com excessos na praxe
Andreia Sanches, 28/02/2014 - 14:18
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/passos-timidos-para-acabar-com-excessos-na-praxe-1626580
Governo aconselhado a ponderar uma campanha pela “tolerância zero à praxe violenta e abusiva”. Mas até entre deputados do mesmo partido há diferentes sensibilidades em relação ao tema. Telmo Correia defende “tradição”, mas diz que propostas em debate são “passos tímidos”.

Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda (BE), que defendeu que “as praxes transportam uma cultura de abuso e violência”. Seguiu-se Duarte Marques, do PSD, que disse que não se pode ignorar “que há uma praxe que não é violenta nem humilhante”.
Pedro Delgado, do PS, declarou que há um problema de “violência e intimidação” associado à praxe, em várias instituições de ensino, acrescentando, de seguida, que as pessoas “têm o direito a agir de forma estúpida, se quiserem”.
Telmo Correia, do CDS-PP, afirmou que os diplomas que estavam a ser alvo de debate, sendo “passos no sentido certo”, constituíam “passos tímidos”. O deputado lembrou que a primeira vez que se proibiu a praxe foi “em 1342, em Paris”, com argumentos que hoje alimentam muito do debate em torno dos rituais de recepção aos alunos a coragem de garantir que ninguém participa, “independentemente da sua vontade”, em alguma prática “humilhante, degradante e sexista”.
Heloísa Apolónia, dos Verdes, que pretendia que fosse feito um estudo sobre o que é a praxe no país.
Ana Rato, do PCP, advogou a criação de gabinetes de integração escolar

Telmo Correia, do CDS-PP, “Nós respeitamos a tradição académica.” O que “não é aceitável” é qualquer prática “humilhante”, insistiu.

“Uma coisa são as tradições académicas, outra é a praxe”, respondeu Luís Fazenda remetendo para os “códigos de praxe” existentes em várias instituições de ensino, marcados pela hierarquia de alunos. Há “práticas boçais e autoritárias”, acusou.

“O BE está a ignorar a praxe boa que existe no país”, aquela que é "integradora", rematou Duarte Marques.

O Bloco defendia ainda que as instituições de ensino fossem obrigadas a realizar actividades de recepção aos novos alunos e, por fim, sustentava que estas não deviam reconhecer esse “papel a estruturas das praxes” nas suas cerimónias. “Durante vários anos as instituições de ensino superior, públicas e privadas, contribuíram para a banalização das praxes, incluindo-as nas cerimónias oficiais, dando relevo às chamadas ‘comissões de praxe’ ou ‘conselhos de veteranos’ e referindo-as na sua propaganda destinada aos alunos”, sustenta o BE.

Todos os pontos do projecto foram chumbados.

Parlamento aprova proposta para campanha contra «praxe violenta»
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=688087
O Parlamento aprovou hoje uma resolução da maioria PSD/CDS-PP que propõe uma campanha contra a «praxe violenta», e chumbou uma iniciativa do BE para criar uma rede nacional de apoio a estudantes vítimas de práticas abusivas.
A resolução do PSD/CDS-PP, aprovada por unanimidade, propõe a realização de uma "campanha institucional de sensibilização pela tolerância zero à praxe violenta e abusiva".
A iniciativa do BE foi rejeitada pela maioria, apesar de alguns pontos recolherem o voto favorável de quatro deputados do CDS-PP: Teresa Caeiro, Filipe Lobo d`Ávila, João Rebelo e Telmo Correia.

publicado por contracorrente às 05:50

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“Quando fizermos uma reflexão sobre o nosso séc. XX, não nos parecerão muito graves os feitos dos malvados, mas sim o escandaloso silêncio das pessoas boas." Martin Luther King "O mal não deve ser imputado apenas àqueles que o praticam, mas também àqueles que poderiam tê-lo evitado e não o fizeram." Tucídedes, historiador grego (460 a.c. - 396 a.c.)
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