Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

26
Fev 10

re-Citamos (sem comentários!):

"as praxes fossem dignas, elevadas e imaginativas"

Mascarenhas Ferreira, reitor da UTAD

 

E elogiamos uma Real medida:

"1727 foi o ano do reinado de D. João V em que a morte de um aluno na Universidade de Coimbra levou à proibição de qualquer praxamento dos caloiros".

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Chaves: Estudantes do pólo flaviense da UTAD exigem fim dos castigos

Alunos obrigados a praxe violenta

É mais um caso de alegado exagero nas praxes académicas. Desta vez, no pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Um grupo de alunos do primeiro ano queixa-se de estar a ser vítima, desde o início de ano lectivo, de séries intermináveis de praxes académicas, sob ameaça de que, caso não se sujeitem aos castigos, não poderão trajar na semana académica.

"Primeiro foi a semana de recepção ao caloiro, depois veio o julgamento e o baptismo, momento a partir do qual as praxes deixaram de ser todos os dias e passaram a ser apenas à quarta-feira. Houve mais uma semana de praxe antes do semestre acabar e agora decorre [termina hoje] a semana do regresso", dizem os queixosos, sublinhando que, nos últimos dias, têm sido "obrigados a beber copos pelos bares da cidade, até altas horas da madrugada".

"Tivemos os exageros do julgamento, em que os caloiros eram colocados num local com pedaços de carne crua e ossos e, depois, completamente banhados com molhos gordurosos. Agora é essa violência de nos obrigarem a andar de bar em bar até às quatro, cinco e seis da manhã", acrescentam.

Os caloiros dizem que esta situação se verifica apenas no pólo de Chaves e não em Vila Real, onde se encontra sediada a universidade, "provavelmente porque lá o controlo das praxes é mais apertado".

Em declarações ao CM, João Pedro, responsável pela praxe, nega "peremptoriamente" as acusações, referindo que "ninguém é obrigado a participar nas idas aos bares" e que as mesmas "só acontecem entre as 22h00 e a meia--noite". E acrescenta que "essas acusações não são verdadeiras".

Mascarenhas Ferreira, reitor da UTAD, disse ao CM que não tem conhecimento de violência ou outros exageros nas praxes, lembrando que deu instruções claras para que "as praxes fossem dignas, elevadas e imaginativas". "Dizem-me que as orientações têm sido respeitadas, mas vou averiguar e se houver infracções os autores serão castigados", explicou.

OS QUE NÃO FOREM À PRAXE NÃO PODERÃO TRAJAR

Esta é a ameaça do ‘Conselho de Veteranos’: Os que não foram à praxe não poderão trajar. Ora, a Semana Académica é de 27 de Abril a 3 de Maio e os caloiros, que se querem apresentar trajados, "porque um universitário sem traje é como se o não fosse", sujeitam-se às exigências dos "doutores". O reitor da UTAD garante que, "no interior dos recintos da universidade, não há praxes sem a devida elevação", mas admite que "não é possível controlar os comportamentos dos alunos lá fora". O pólo de Chaves da UTAD tem 54 alunos no primeiro ano.

‘DURA PRAXIS, ...

... Sed Praxis’, ou seja ‘A praxe é dura, mas é praxe’ aproveita o mote latino do direito romano ‘Dura Lex, Sed Lex’ e reflecte a ideia antiga e profunda que o ‘foro académico’ é diferente da ‘lei civil’. Este é o princípio das praxes.

1727 foi o ano do reinado de D. João V em que a morte de um aluno na Universidade de Coimbra levou à proibição de qualquer praxamento dos caloiros.

 

Correio da Manhã, 26 Fevereiro 2010

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=BDA97EDF-B24D-4B29-B60A-2B49A74A5483&channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E

 

publicado por contracorrente às 19:33

Pessoalmente defendo que o traje é para todos.
Todos têm o direito a trajar. Na semana académica, na bênção das pastas, em todos eventos académicos e sempre que o desejarem.

O único ponto que eu aceito, é que os que todos aqueles que se declaram anti-praxe não possam usar o traje para praxar outros alunos.





Manuela Lucas (UAL) a 27 de Fevereiro de 2010 às 20:53

Sou contra as praxes, sou aluna da utad e não fui praxada e nem vou ser, não me declarei anti-praxe nem o vou fazer, sou uma pessoa livre cm direito de escolha e ninguém me vai impor nada, eu escolho!eu decido!...a única coisa que realmente importa é acabar o curso, e dizer que dei quase 1000€ por ano que foram aproveitados. É ridículo ser humilhado e mal tratado cm o fim de ser integrado. Vi praxes horríveis cm índole sexual, insultos e fora o resto... sejam diferentes e não temam o facto de ser ignorados pelos outros..que importa? a finalidade não e ter o curso? então estudem e não percam tempo... não façam parte do rebanho se não querem! todos tem direitos quem quer praxes força, quem não quer não e praxado..sejam fortes e assumam isso..
Joana a 14 de Março de 2010 às 16:44

Ena Joana!
Elogio a tua sensatez. Eu já tenho 29 anos. Entrei na Faculdade de Direito de Lisboa no ano lectivo de 1999/2000 e fui praxado, humilhado por pessoal prepotente e com o rei na barriga. Nunca me integrei naquele sistema meio-faxo e ainda bem, porque a dita faculdade é um ninho de conservadores, de jovens que têm uma mentalidade de 50 anos, cujo objectivo é competir e passar a perna aos outros. Acabei por desistir daquilo e fui para História na Faculdade Nova de Lisboa. E aí fui bem recebido! Lá não há praxes, o ambiente é bem descontraído e cultural. Fala-se de teatro, cinema, música, museus.... Não como no curso de Direito, onde as cabecinhas são formatas apenas para o conhecimento das leis e da burocracia. Na minha opinião as Universidades têm de ser Universais, transmitirem um conhecimento de excelência, de uma forma pedagógica e não debitada (aliás, como acontece em Direito).
Fazem-me confusão as praxes. Porra, se querem dar as boas vindas aos alunos do primeiro ano, é pá, organizem um concerto com bandas de garagem e muita cerveja... Não seria fixe? E os trajes, aquela fatiota de batman, é pá, rasguem aquilo em praça pública, desenhem a gis uns "A" na capa e sejam de facto jovens.
Hélio Alves a 24 de Setembro de 2010 às 20:17

Só uma correcção "dura praxis sed praxis", significa praxe dura é praxe, ou seja a praxe só é praxe se for dura
Rafaeo a 17 de Agosto de 2011 às 04:18

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