Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

07
Out 10

... retratados neste folheto que circula pela cidade de Bragança.

 

Fica claro o que são as actividades superiores de recepção e integração dos novos alunos e do que representa a praxe.

Bem como dos que lucram com elas.

Folheto Discoteca Mercado Bragança

publicado por contracorrente às 21:01
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vê -se bem que nunca participou nestas actividades académicas então não as soube aproveitar da melhor maneira... As praxes para o senhor são sempre vistas como uma pratica de malvadez e humilhação . é daqueles que só vê o que quer ver...
falando concretamente das praxes realizadas no IPB que na minha opinião tem o objectivo de integrar e dar a conhecer a cidade aos caloiros. Já parou para ver que também cá se fazem muitas praxes solidárias com recolha de alimentos maratonas e jogos tradicionais? senão viu é porque é cego ou não dá valor á solidariedade e vê estas praxes como 'castigos' dos praxastes aos caloiros...
e falando de mim senão fossem as praxes e os rituais académicos eu não tinha aguentado ficar em Bragança mais de uma semana foi devido á praxe que me distraia e não chorava a pensar na família e amigos deixados noutra cidade, foi com a praxe que fiz grandes amigos que me ajudaram com apontamentos e a estudar, foi graças a ela que eu conheci a cidade.
pois dependendo de senhores como você já não estaria em Bragança ou se tivesse era uma triste e como eu muitos outros .
Só tenho pena é que por cause de pessoas como você estas actividades iram acabar um dia mas ai sim ira dar o devido valor e pedira para estas actividades voltarem..

nota: o melhor tempo da minha vida académica foi enquanto caloira não me importaria nada de recuar no tempo e voltar a viver a vida e a alegria de caloira...


Anónimo a 8 de Outubro de 2010 às 03:31

É a primeira vez que visito este blog. E só conheço porque recebi um email que quase ignorei mas pensando melhor até vou deixar aqui a minha opinião.
Fui caloiro na ESTIG e foram os melhores momentos da minha vida académica. Neste ano posso praxar e nem acho grande piada a isso.

Existem vários problemas associados à praxe que eu reconheço. Um deles é o negócio que fazem com os caloiros. Outro problema é serem os que têm mais matriculas (traduzindo: os mais burros) que controlam estas andanças e mandam nisto tudo.
Um outro problema está no sucesso escolar dos alunos novos. Principalmente na escola que já referi acima. Não queiram sequer tentar comparar a dificuldade das engenharias a, por exemplo, cursos da educação onde os caloiros tratam os futuros licenciados por "doutores" (não sei do quê). E normalmente nesses tais cursos difíceis o primeiro semestre vai ao ar, obrigando a que ninguém acabe o curso em 3 anos (pelo menos no meu curso não tenho conhecimento de alguém ter conseguido esse feito).

Mas apesar das coisas más, há as coisas boas. As festas académicas. As amizades criadas. A integração dos alunos novos que maioritariamente vêm de fora. Isso é inegável. Quantos eventos (neste caso musicais) existem em Bragança além da Semana do caloiro e Semana académica? ZERO! Nem fazia sentido existirem se não se criasse um forte espírito académico ao longo do ano.

Será possível um dia chegar ao equilíbrio entre praxe saudável e excessos de alguns praxantes azeiteiros? O problema é que azeitolas há sempre. E à pala de uns pagam os outros.

Em relação ao cartaz.. pah nem com€nto . Não quero arranjar problemas com a máfia desta cidade.
EI a 8 de Outubro de 2010 às 03:52

Mau gosto, e revelação de futuros "Socrates"... pisam em todos, bebem, humilham os outros, mas sabedoria, saber... Isso é que não sabem.
As praxes não são isso malta, aprendas a ser gente, e divirtam-se como normais. Se queriam ver figuras dessas, porque não nasceram no tempo de Hitler, na pele de Judeus?!!! Se calhar não precisavam de pensar duas vezes...
Enfim, o que vai por cá.
Aluno de Mestrado no IPB a 8 de Outubro de 2010 às 22:46

Lamento puder concluir que publica a sua opinião sem qualquer informação, afinal claramente nunca participou em nenhuma actividade académica.
E como de nada adianta estar aqui a expressar o quão importantes as praxes são para a integração dos novos alunos, bem como para que estes possam divertir-se enquanto as suas obrigações académicas o permitem, sugiro que venha assistir a uma praxe no IPB e que venha falar com os caloiros, pois vai puder concluir que ninguém é forçado a nada e que a adesão é grande. Eu falo por experiência própria. Fica a sugestão, afinal acho que o objectivo de todos nós é mudar as mentes mais fechadas e menos informadas, para que não tirem conclusões precipitadas.
Anónimo a 9 de Outubro de 2010 às 14:52

Eu espero que toda a gente tenha noção que isto é um cartaz da "mercado club" e que, possivelmente, foi staff da mercado que fez o cartaz e não académicos.
Fora isso, como praxante, concordo que o cartaz está bastante mal conseguido.
Sem mais,
Rui.
Rui Jorge a 9 de Outubro de 2010 às 16:25

Citamos:

Não raro se passa da brincadeira à humilhação! E ninguém, na universidade pode admitir a humilhação pública do outro! Poderão os cultores da praxe dizer que ninguém é obrigado. Mas, a humilhação pública mesmo que consentida não deixa de ser humilhação. Ninguém de bom grado fará em público o papel de bobo, ou de "bicho" ululante, roncante, relinchante, se não tiver em cima uma pressão poderosa. Os rituais impostos pelos "doutores" trajados a rigor que conduzem pelas ruas da cidade as colunas de infelizes "bichos" são variados e imaginativos. Quando se passa da brincadeira à humilhação, é notório que a felicidade não é o sentimento que transparece das caras dos praxados.

Por medo de não ser aceite, ou pela "vantagem" de poder praxar no ano seguinte muitos caloiros sujeitam-se à praxe e frequentemente à humilhação. E, o ciclo repete-se...

O medo e a humilhação não devem ter lugar na universidade, que tem por missão formar cidadãos livres. Poderemos sempre acolher os caloiros em ambiente festivo e folgazão, sem transpor a fronteira da humilhação. Essa sim, seria uma PRAXE a sério, aquela que integra, que não exclui, e que colherá certamente a adesão geral.


A. Heitor Reis | Departamento de Física (Universidade de Évora)
2007-10-30 - A. Heitor Reis

UÉvora lança debate on-line sobre as praxes:

http://www.ueline.uevora.pt/channelDetail.asp?channelId=23637609-FE85-47D0-AF0E-FFFFADF396FC
contracorrente a 9 de Outubro de 2010 às 23:06

Este argumento da integração elevado a 10, 100, 1000, infinito já chateia e não faz sentido absolutamente nenhum.
As praxes foram integração outrora, em que os valores eram outros. Em que caçoar, troçar, gozar, mangar, achincalhar eram valores socialmente aceites. Hoje em dia já não o são, por isso a praxe necessita de se modernizar ou deixar de existir.
O argumento é só, integração, integração, integração...
Fdx, que pobreza de espírito.

Integração aos berros, a rebolar na lama e a prestar vassalagem?
Não obrigado!
Antes não integrado que escavo.
Há muito tempo que ando na posição erecta. E não sei se já repararam, estamos no século 21...

Será que não se consegue integrar uma pessoa sem ser com praxe? Será a imaginação dos praxistas assim tão pobre?
Parecem bestas com palas que só olham em frente...

Ou será que as pessoas pensam que se não existisse praxe não existia festas, concertos e eventos?
Claro que existia, e era basicamente igual, tirando a parte da hierarquia e da humilhação. Iria existir uma semana de recepção aos novos alunos como é óbvio, em que existima jogos, festas, etc.
E em vez de padrinhos tinhas tutores.

Para os praxistas, parece que se acabasse a praxe não existia nada, era um buraco negro. As pessoas não falavam umas com as outras não haviam festas. Nada! Era tudo estéril e desprovido de emoções.

Quero ver se, quando chegarem ao vosso novo emprego, e o vosso chefe os tratar aos berros, se calhar baixam a cabecinha em respeito?
É que é a tradição dele...
E ele só vos está a integrar.
Agora digam que nesse caso é diferente.

A praxe defende alguns valores arcaicos que já não fazem parte da sociedade de hoje. É altura de mudar.
Ou a praxe morre, ou tem que se transformar radicalmente.
Recomendo aos praxistas que pensem. Pensem...
Napalm a 10 de Outubro de 2010 às 14:26

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