Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

02
Set 12

Um auto-denominado CNTA - Conselho Nacional de Tradições Académicas- "espera poder ter uma relação mais pacífica com Nuno Crato [do que com Mariano Gago, que publicamente condenou estas práticas], pelo que o convidou para a cerimónia de apresentação da comissão e da sua carta de princípios".

 

"Os reitores das academias que subscreveram o documento também vão receber um convite para a sessão".

 

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/nove-universidades-terao-praxe-guiada-por-principios-comuns-1560777

Também vamos gostar de saber e escrever o nome dos "magníficos" reitores que subscreveram o documento, abrindo a excepção às leis do Código Civil dentros do campus académico. É que quando alguém levar autores da praxe a tribunal, o que já aconteceu, pode agora estender a acção também aos autores morais, aos signatários.

 

"O documento será tornado público no dia 8 de Setembro, numa cerimónia agendada para o Páteo das Escolas das Universidade de Coimbra".

 

Vamos estar atentos.

publicado por contracorrente às 01:41

Eu fui dirigente académico antes e depois do 25 de Abril. A nossa Associação decidiu acabar com as praxes que considerámos rituais fascistas. Hoje muitos anos depois, aflige-me ver os rituais de humilhação a que os novos alunos são sujeitos. A praxe é a desculpa para que os frustrados se divirtam a humilhar o seu semelhante, insultando-os e obrigando-os a fazer actos ridículos, porque isso é humilhante na sua característica. E, da mesma maneira que os sexualmente abusados se transformam mais tarde em abusadores, da mesma forma os praxados se vingam a praxar nos anos seguintes os caloiros. A maldade humana precisa por vezes destas tradições trogloditas para se exprimir. Os que tiram prazer na tortura e sofrimento de animais, revêm-se nas touradas e lutas de cães, galos, etc, os praxantes libertam os maus instintos nos caloiros e tudo justificado porque é "tradição". Uma coisa é no entanto incompreensível para mim, porque é que os movimentos anti-praxe não criam as suas associações académicas, concorrentes, com novos rituais positivos, com festas, seminários e team building, com as suas vestimentas, etc. Assim, seria realmente democrático e os estudantes poderiam escolher entre duas associações e dois tipos de comportamento.
Vicente Tavares a 18 de Setembro de 2012 às 15:30

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