Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

05
Out 07

... e pragas!

 

http://jpesperanca.blogspot.com/2007/10/tempo-de-praxe.html?showComment=1192412940000

 

Caro J.P.,
Esta é uma contestação por demais silenciada.
Em 2005 o I P Bragança tinha eleições para Presidente, e eu lancei o desafio no mail geral@ipb para que se marcasse a diferença, criando um cidade livre de praxes.
À "provocação" responderam apenas Prof. Doutores, pedagogos. E, pelos comentários, vá lá saber-se em que manuais de Pedagogia encontram eles a recomendação para tais práticas...
Transcrevo, abaixo, o que então publiquei no meu Blog. É longo.
Corta por onde quiseres.
Boas escritas,
A.A.
------------
Segunda-feira, Novembro 28, 2005
REFLEXÃO
“Quando fizermos uma reflexão sobre o nosso séc. XX, não nos parecerão muito graves os feitos dos malvados, mas sim o escandaloso silêncio das pessoas boas”.
Martin Luther King
------------------------
O tribunal de Santarém promete julgar os praxadores da Escola Agrária da mesma cidade. Usando as palavras do jornal onde foi publicada a notícia, trata-se de um “acórdão inédito”. (JN, 22.Nov.05)
Desejamos que se repitam, decisões destas.
# posted by indigena @ 8:13 AM

Segunda-feira, Novembro 14, 2005
CIDADE LIVRE DE PRAXES
“Aquel que no quiso
Recurrir al recurso del silencio
Cuando ya no quedaban palabras por aquí”.
J.M. Caballero Bonald, poeta infractor

Porque o “exemplo”, das inextinguíveis praxes, ocorreu no IPBragança (podia ter sido em Faro), resolvi lançar a provocação, num mail-list geral@.
Os únicos dois intervenientes que reagiram à provocação (o IPB têm cerca de 300 docentes) são professores na ESEducação. O primeiro deles é também colunista num jornal regional. E a sua “força” de intervenção terá inibido os demais.
Nesta troca de mails, ficou por lhes perguntar a referência do manual de pedagogia que recomenda tais práticas.
Transcrevo as intervenções, para perceber por que caminhos andam os nossos pedagogos, e não só!
………………………………
EU:
Amanhã, na RTP2, às 22H35, no "Diga Lá Excelência", o Ministro Mariano Gago fala de Bragança... Infelizmente... como poderão ouvir. O tema: as praxes!
Seria interessante ouvir, no debate público desta segunda-feira às 17H, a opinião dos 3 candidatos à presidência do IPB sobre estas práticas degradantes e primitivas.
Eu sugiro, para pôr Bragança no mapa, que passe a ser declarada "CIDADE LIVRE DE PRAXES". Talvez assim possamos marcar a diferença...
[A entrevista ocorreu dia 6. Nov. e foi transcrita no jornal Público do dia 7]
-------------------------
Primeiro interveniente:
«« Secundando A.A., é importante reflectir sobre as praxes e sobre o que elas podem e devem ser. É evidente que os três candidatos devem pronunciar-se sobre o tema mas chamo a atenção para o facto de que o Ministro não disse onde se tinha passado o problema: Bragança, Mirandela, Macedo de Cavaleiros ou Miranda do Douro são cidades com ensino superior. O Ministro só disse
em Bragança. Eu entendi Distrito de. Veremos então hoje, às 22h35, o que diz mais o Ministro.
(…) nem todas são práticas neofascistas e neonazis. (…)
As praxes, se conduzidas por pessoas idóneas e boas, podem ser óptimos processos de integração social. [sublinhado meu] »»

………………………
Segundo interveniente:
«« Ainda bem que alguém se lembrou de falar na entrevista do Ministro, pois, assim, mais gente teve, certamente, o cuidado de a ouvir. Creio que, no que respeita ao problema das praxes, o essencial já foi dito pelo anterior interveniente. Para lá de uma posição preventiva e reeducativa, trata-se, como disse o Ministro, de cumprir e fazer cumprir a lei e estimular a coragem dos «iniciados» a denunciarem as situações abusivas. »»
………………………………..
EU, de novo:
(…) não vale a pena alimentar diálogos de fórum a três. Percebe-se a incomodidade deste assunto, até quando o programa foi anunciado na véspera dizendo apenas “Ministro Mariano Gago critica as praxes”. Também porque não poderei assistir ao debate. E porque sei que uma só vontade, do candidato vencedor, não será suficiente para a mudança, perante o imobilismo dos demais. Há muito mais a dizer certamente sobre as praxes, em outra oportunidade. Contraponho só ao discurso maioritário as palavras de
Eduardo Prado Coelho, Ana Sá Lopes, José Pacheco Pereira, Inês Pedrosa, Graça Franco, Rodrigo Guedes de Carvalho, Manuel António Pina, entre outros. Podem ser lidas em
http://adsl.tvtel.pt/antipodas/cronicas.htm

Aos candidatos, bom debate!

# posted by indigena @ 8:53 PM

 

publicado por contracorrente às 08:23
tags:

mais sobre mim
Visitantes

- Objectores -

FREEMUSE - Freedom for Musicians
“Quando fizermos uma reflexão sobre o nosso séc. XX, não nos parecerão muito graves os feitos dos malvados, mas sim o escandaloso silêncio das pessoas boas." Martin Luther King "O mal não deve ser imputado apenas àqueles que o praticam, mas também àqueles que poderiam tê-lo evitado e não o fizeram." Tucídedes, historiador grego (460 a.c. - 396 a.c.)
Na Pista de Outros
Free Global Counter
Google Analytics