Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

17
Set 08
Faculdade de Medicina de Lisboa
Praxe em Medicina

 

 

17.09.2008 - 16h56 Nicolau Ferreira
Se tudo correr bem, dia 1 de Outubro à tarde, os alunos do primeiro ano da Faculdade de Medicina de Lisboa vão andar pelo Rossio a angariar dadores de medula óssea.A ideia foi “extremamente bem aceite por todos os órgãos, eu sei que as associações de estudantes têm actividades sociais parecidas, mas nunca ninguém se lembrou de as integrar na praxe”, explica o finalista.

Contudo, os alunos que chegam pela primeira vez à Faculdade vão continuar a viver todas as actividades tradicionais. “Vai haver pinturas, cânticos, jantares, pedipapers por Lisboa”, diz Diogo Martins, que vê na praxe uma óptima forma de integrar os alunos e apresentar a cidade a quem vem de fora.

Esta angariação de medula também é uma tentativa de mudança de mentalidade para quem olha para as praxes como uma forma de humilhar. Diogo Martins ficaria feliz se “a mensagem fosse bem recebida pelas outras faculdades e se tornasse num hábito”.
Na semana passada o ministro da Ciência e do Ensino Superior, José Mariano Gago, anunciou que será dado conhecimento ao Ministério Público de qualquer "prática de ilícito" nas praxes. E que vai responsabilizar quem não evitar danos que venham a ocorrer. Apesar de em Lisboa não haver uma grande tradição de praxe e nunca ter assistido a algo que fosse considerado humilhante, Diogo Martins tem dúvidas sobre os resultados desta ameaça: “Não sei até que ponto é que se consegue responsabilizar as pessoas".
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Comentários dos leitores do Público:
17.09.2008 - 20h39 - António Paiva, Braga-Portigal
Até que enfim, os velhos que se arrastam pelas Faculdades,compreenderam (por enquanto), que praxar, não é humilhar nem ofender, nem exercer vingança por já ter sido ppraxado.As praxes deviam ser proibidas, e substituidas por acções desta natureza. A maior parte dos estudantes que praxam. são pessoas frustadas, sem principios, e que aproveitam essa oportunidade para descarregar todo o ódio que lhes queima as entranhas.

17.09.2008 - 19h58 - H. Rodrigues, Aveiro
Um bom exemplo a seguir este da Faculdade de Medicina da UL! Como antigo estudante da Universidade do Porto, estou totalmente convicto da complacência de Professores e Reitores relativamente aos abusos e absurdo da praxe, que em nada tem dignificado as universidades! E é inacreditável que muitos destes abusos sejam cometidos dentro das portas das faculdades! a indiferença face ao que tem acontecido nos últimos anos, humilha as universidades e mancha a sua reputação! Oxalá que este ano vejamos, FINALMENTE, consequências para os prevaricadores!

 

17.09.2008 - 19h30 - manelovski, figueira da foz
Praxe é humilhação e sevícia dos mais velhos aos mais novos! Com a cobertura da "praxe" cometem-se autênticos atentados à dignidade dos caloiros, e de forma ilegal. Só a cobardia dos Reitores e dos Professores pode explicar que continue a praticar-se a "praxe" nas universidades portuguesas. E claro que se não existisse cumplicidade da procuradoria da república a praxe já tinha acabado! Vergonha!

 

17.09.2008 - 18h59 - Anónimo, Praxe dos Tarados que precisam de ser internados
A praxe faz parte das necessidades que o Ser Humano (ainda na sua infância e por isso, primitivo) possui. É por isso que é usada para rebaixar o outro, humilhando-o e tornando-o alvo de ressentimentos anteriores e recalcados. Esta situação de praxe, é louvável, uma vez que, normalmente, estes rituais tribalistas que as elites tanto gostam e veneram, consistem em métodos que são usados por muitos ditadores para obter informação, a chamada tortura. Parece que o Ser Humano está a evoluir.

17.09.2008 - 18h50 - FAR, Melgaço
E se fossem os praxantes os primeiros a dar, para dar o exemplo. Ou preferem brincar às caridadezinhas?

 

17.09.2008 - 18h46 - ROLF, Setúbal
Esperemos que a rasquice das chamadas praxes académicas tenham os dias contados a partir deste magnifica iniciativa destes estudantes do 1º ano. Que sejam felizes e retomem outras, também úteis a toda a população. Bem hajam rapazes e raparigas da Medicina.

 

 

publicado por contracorrente às 22:09

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