Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

28
Jan 14

Editorial - Jornal Público
Pelo fim das praxes 28/01/2014 - 00:15

 

Os estudantes não estão sozinhos. Fortificando a sua posição a favor das praxes, está o silêncio ou a anuência do ministro, dos reitores, dos conselhos gerais, dos conselhos de veteranos, das associações e das federações académicas.
Quem praxa com violência não tem lugar na universidade, pública ou privada. A lei já existe e proíbe “a prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes” durante as praxes. Não são precisos tribunais. Basta que as universidades a apliquem. Sem medo de perderem a simpatia de alguns alunos, ou mesmo alunos e propinas. É o mínimo que um Portugal moderno e civilizado deve aos familiares dos jovens que perderam a vida no Meco.
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/pelo-fim-das-praxes-1621337

publicado por contracorrente às 01:19

26
Jan 14

Será que o Ministro, à semelhança dos dirigentes das instituições, com a excepção notada do reitor da U. Minho, vai pedir batatinhas aos estudantes?

Não se vergue senhor ministro, fica mal!

 

Crato chama reitores e alunos para discutir praxes
por Ana Bela Ferreira

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3651859

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) chamou "as associações de estudantes dos estabelecimentos de ensino superior, públicos e privados" para uma reunião "sobre praxes académicas", na sequência dos casos do Meco e da Universidade do Minho.

Ministério convoca estudantes e reitores para reunião sobre praxes
Samuel Silva 26/01/2014 - 13:07
http://www.publico.pt/portugal/noticia/ministerio-convoca-estudantes-e-reitores-para-reuniao-sobre-praxes-1621158
Ministério da Educação e Ciência quer debater com alunos e instituições as "melhores formas de prevenir este tipo de situações de extrema gravidade".

publicado por contracorrente às 17:06

25
Jan 14

Do recorte do jornal Público sobre a História da Praxe destacamos:

Em 1727, D. João V determina o seguinte: “Mando que todo e qualquer estudante que por obra ou palavra ofender a outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos.” Mas a praxe resiste.

Praxe, polémica e violência, uma história com séculos
Andreia Sanches 25/01/2014 - 22:45
Foi proibida pelo rei. Foi debatida nos jornais, de forma apaixonada, em diferentes momentos. Caiu com a crise académica. Emergiu com a massificação do ensino. Que praxe é esta?
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/praxe-polemica-e-violencia-uma-historia-com-seculos-1621112#/0

publicado por contracorrente às 23:32

Em 2012 assinálamos aqui os "Novos ventos: UMinho restringe praxes", e que a pessoa certa no lugar certo faz a diferença, faz absoluta diferença, no caso o reeleito reitor Prof. António Cunha.
Apesar desse esforço, estranhamente único no país, em transformar uma universidade no que deve ser, um espaço de ensino e com dignidade, damos agora conta desta triste notícia. Certamente que a UMinho saberá ser consequente com a postura diferenciadora, de qualidade e rigor que tem assumido.

Praxe amedronta docentes da Universidade do Minho
por Fernanda Câncio

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3650941

Professor de Psicologia enviou e-mail a toda universidade em que se queixa de ter sido humilhado quando tentou intervir numa praxe que considerou abusiva. Presidente da Associação Académica diz querer caso apurado

"Sabes o que é o caralho?" Foi a pergunta que António Rui da Silva Gomes, professor auxiliar do departamento de Psicologia Aplicada da escola de Psicologia da Universidade do Minho (UM), diz ter ouvido de um "praxador" quando na tarde de quinta-feira advertiu os membros de uma praxe de que o que estavam a fazer "não tinha graça e não era permitido na Universidade."
Em resultado, conta num mail anteontem enviado a toda a Universidade, "passei eu a ser o objeto da praxe questionando-me agora a mim o aluno se sabia o que era o que descrevi acima. Fiquei estupefacto com a situação e dirigi-me a ele perguntando-lhe se tinha confiança comigo para me falar daquele modo; ao aproximar-me fui abordado fisicamente por outro aluno, que me agarrou (imagino que a pensar se iria agredir o seu colega, coisa que obviamente não era minha intenção)." Enquanto estava manietado, a pergunta referida ter-lhe-á sido endereçada mais algumas vezes.

 

Professor alvo de praxe na Universidade do Minho
Liliana Abreu Guimarães/Pedro Rothes/Dores Queirós 25 Jan, 2014, 13:58 / atualizado em 25 Jan, 2014, 13:58

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=712192&tm=8&layout=122&visual=61
A Universidade do Minho está a investigar uma ação de praxe que envolveu um professor. O docente do Departamento de Psicologia chamou a atenção para o que considerou ser um excesso de linguagem e os elementos não terão gostado da intervenção do professor. Um segurança foi mesmo chamado ao local.


Pacto de silêncio sobre rituais nas praxes
por Joana Ferreira da Costa
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=97706
O pacto de silêncio em torno das praxes da Lusófona alarga-se aos antigos estudantes que integraram a Comissão Oficial da Praxe Académica (COPA).

 

Praxes: igual à máfia?
Vasco Pulido Valente
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/praxes-igual-a-mafia-1620969
Numa altura em que pelo Ocidente inteiro se abandonavam as “praxes” pela sua brutalidade e pela sua absoluta falta de sentido no mundo contemporâneo, Portugal adoptou com entusiasmo essa aberração. Tanto as direcções como os professores não abriram a boca e menos puniram os delinquentes, que de resto não se escondiam e até se gabavam. Do Minho ao Algarve nasceu assim uma nova cultura, cada vez mais sádica e tirânica, que variava na proporção inversa da qualidade académica da instituição em que se criara. Nas cidades chegou ao seu pior.
O sr. ministro da Educação, depois de tantas trapalhadas, devia agora tratar da sua enegrecida reputação com um gesto limpo: (...) punir os responsáveis que deixaram crescer a barbaridade das “praxes”.


Um longo texto, por quem bem sabe escrever.

 

A abjecção das praxes
José Pacheco Pereira 25/01/2014 - 00:58
A praxe mata, às vezes o corpo, mas sempre a cabeça.

É-me pessoalmente repugnante o espectáculo que se pode ver nas imediações das escolas universitárias e um pouco por todo o lado nas cidades que têm população escolar, de cortejos de jovens pastoreados por um ou dois mais velhos, vestidos de padres, ou seja, de “traje académico”, em posturas de submissão, ou fazendo todo o género de humilhações em público, não se sabe muito bem em nome de quê.
Há índios com pinturas de guerra, meninas a arrastarem-se pelo chão, gente vestida de orelhas de burro, prostrações, derrame de líquidos obscuros pela cabeça abaixo, e uma miríade de signos sexuais, e gestos de carácter escatológico ou coprológico, que mostram bem a fixação dos rituais da praxe numa idade erótica que o dr. Freud descreveu muito bem.
A praxe mata, já tem matado, violado e agredido, enquanto todos fecham os olhos, autoridades académicas, autoridades, pais, famílias e outros jovens que aceitam participar na mesma abjecção. Já nem sequer é preciso saber se os jovens que morreram na praia do Meco morreram nalguma patetice da praxe, tanto mais que parece terem andado a seguir uma colher de pau gigante, fazendo várias momices, uma das quais pode ter-lhes custado a vida. Eu escreveria, como já escrevi noutras alturas, o mesmo, houvesse ou não houvesse o caso do Meco.
Tenho contra a praxe todos os preconceitos, chamemos-lhe assim, para não estar a perder tempo, da minha geração. A praxe quando estava na faculdade era vista como uma coisa de Coimbra, um pouco antiquada e parola, de que, felizmente, no Porto e em Lisboa não havia tradição. No Porto, onde estudava, havia um cortejo da Queima das Fitas e a percentagem de estudantes vestidos de padres com capa e batina aumentava por uma semana, mas durante o ano era raro ver tal vestimenta. A situação era variável de escola para escola, mas a participação em actividades ligadas com a praxe era quase nula. Aliás, qualquer ideia de andar a “praxar” os estudantes do primeiro ano era tão exótica como a aparição de um disco voador na Praça dos Leões.
Eu participei nessas escaramuças políticas, mas também culturais, e escrevi alguns panfletos, incluindo um, Queimar a Queima, que circulou pelas três universidades em várias versões e edições. Mas, na luta contra a praxe, tornava-se cada vez mais evidente já nessa altura que estava em causa não apenas a conjuntura desses anos de brasa estudantis, mas também uma recusa da visão lúdica e irresponsável da juventude, e que, se se tratava de um rito de passagem, era para a disciplina da ordem e da apatia política.
Ao institucionalizar a obediência aos mais absurdos comandos, a humilhação dos caloiros perante os veteranos, a promessa era a do exercício futuro do mesmo poder de vexame, mostrando como o único conteúdo da praxe é o da ordem e do respeito pela ordem, assente na hierarquia do ano do curso. Mas quem respeita uma hierarquia ao ponto da abjecção está a fazer o tirocínio para respeitar todas as hierarquias. Se fores obediente e lamberes o chão, podes vir a mandar, quando for a tua vez, e, nessa altura, podes escolher um chão ainda mais sujo, do alto da tua colher de pau. És humilhado, mas depois vingas-te.
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/a-abjeccao-1621031

 

Versão mais extensa:

http://abrupto.blogspot.pt/2014/02/a-abjeccao-das-praxes-ver-nota-e-me.html

publicado por contracorrente às 09:05

24
Jan 14

O País a nu, como no Meco
por FERREIRA FERNANDES
Amanhã, os jovens corvos voltarão às ruas. Não se escondem, o fato é comum para todos, preto e sobre ele uma capa pesada, faça sol ou frio. Aqueles fato e capa não escondem, expõem a aceitação da mais bizarra das afirmações: somos manada. Num jovem não seria de esperar rebeldia e inquietude? Ora, ora, talvez agora o padrão seja outro, ser rancho, ser grupo. E de grupo sem mérito nem voo. Ali, naquele país inculto e pobre, anunciar pelo fato e pela batina uma conquista, mesmo patética, já é conquista: olhem, sou estudante universitário! Fica com a taça, jovem corvo.
Entretanto, sobe um patamar e praxa. Isto é, leva a tua ambição ao nível dos fundilhos do teu traje. No começo, obedece e humilha-te. Serás premiado, depois, com mandar e humilhar. Fica-te por aí, rasteiro. De grande, só a colher de pau. Fica-te por aí, és o País. Sem saberes que um só dos teus podia redimir a todos. Um só estudante, bela palavra, no pátio de uma universidade, bela palavra, dizendo as mais certas das palavras para um jovem: não vou por aí.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3650884&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

publicado por contracorrente às 21:51

Quem tem capa sempre escapa?
por FERREIRA FERNANDES

Agora, quase mês e meio depois, o que choca é o prolongamento do silêncio. Começaram a pingar indícios de que as mortes estão relacionadas com praxes académicas.
Mas a comprovar-se que foram as praxes que levaram os seis para o mar ou perigosamente para junto ao mar, a sentença social só pode ser uma: há que extirpar as imbecis praxes de um lugar, a universidade, feito para cultivar a inteligência.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3648959&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco


Pais de jovens que morreram no Meco reúnem-se este sábado para decidir “próximo passo”
http://www.publico.pt/portugal/noticia/pais-de-jovens-que-morreram-no-meco-vaoreunirse-no-sabado-para-decidir-proximo-passo-1620835
Catarina Gomes
24/01/2014 - 07:34
Conselho de Oficial da Praxe Académica da Universidade Lusófona de Lisboa ainda não deu resposta às perguntas dos pais.
 

Houve apenas um sobrevivente do grupo dos sete que foram passar o fim-de-semana a Aiana de Cima, o então dux do COPA, o chefe máximo da praxe.

 

Vítimas do Meco vistas a rastejar com pedras nos tornozelos
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3648828
por Roberto Dores

Moradores de Aiana de Cima, onde o grupo tinha casa alugada, viram estudantes a serem humilhados e chamaram a atenção. "Isto é uma praxe. Não se meta", foi a resposta.

O relato é feito ao DN por Cidália Almeida, uma das vizinhas de um terreno baldio na rua das Flores, a cerca de 300 metros na casa que tinham arrendado para o fim-de-semana. "Aquilo intrigou-nos tanto, porque ninguém percebia o que estavam ali a fazer sete jovens, com trajes académicos, mas a rastejar pela terra e com pedras presas nos tornozelos."


22
Jan 14

A tragédia já ocorreu há uns dias mas as notícias continuam a cair. Se até ontem ainda existia o pressuposto "in dubio pro reo", agora começa a ser evidente um trágico facto. Mais um, mas este de uma dimensão nunca antes vista.

Estranhamos que os dirigentes da instituição pouco ou nada digam, limitando-se a um inquérito para um lavar de mãos?

E da tutela, do ministério, nada?

Será isto suficiente ante seis, seis!, mortes.

Há claras evidências de um crime muito grave, moral e também material, por infelizmente se ter consumado.

A vida destes pais não mais será igual. E a pergunta que tantas vezes aqui repetimos fica no ar: ATÉ QUANDO?

 

Actualização em relação a post anterior:

 

Antigo responsável pelo conselho de praxes da Universidade Lusófona diz que era habitual organizarem fins-de-semana, pelo menos uma vez por ano.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/investigacao-ao-acidente-do-meco-muda-de-maos-e-passa-a-estar-em-segredo-de-justica-1620599

Nesse fim-de-semana, o dux ainda era João Gouveia. O estudante tem-se remetido ao silêncio, está a receber acompanhamento psicológico, mas os pais das vítimas já fizeram um ultimato, que dirigiram ao COPA. Querem que alguém lhes diga como é que os filhos morreram. Dão um prazo: quinta-feira. Caso contrário, ameaçam com outras medidas, desde jurídicas à divulgação de mais informações para a comunicação social. Uma das grandes dúvidas é se os jovens estavam ou não no mar na madrugada de dia 15 e se isso constaria de uma praxe, diz Fátima Negrão, mãe de uma das vítimas.

 

Pais de jovens que morreram no Meco fizeram ultimato ao conselho de praxe da Lusófona
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/pais-de-jovens-que-morreram-no-meco-fizeram-ultimato-ao-conselho-de-praxe-da-lusofona-1620561

João Gouveia, o dux que liderava a comissão de praxes na altura do ocorrido, e que é o único sobrevivente, vai ser ouvido pela Polícia Marítima de Setúbal em quem o Ministério Público delegou a audição.

 


21
Jan 14

Praxe volta a matar? Já não seria a primeira vez.

E até quando os dirigentes das academias toleram a existência e a impunidade destas personagens nas suas instituições?

Se é válido o princípio jurídico "in dubio pro reo", não deixa de ser menos válido o princípio de autoria moral, no caso por omissão, por não aplicação dentro das academias da lei civil, para não as transformar em espaços de exclusão ou excepção, onde um traje negro autoriza todos os actos obscuros.

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"Lusófona abre inquérito para esclarecer morte de estudantes na praia do Meco"

http://m.tsf.pt/m/newsArticle?contentId=3642362&page=1

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=710955&tm=8&layout=122&visual=61

 

Comissão da Praxe em silêncio
Antes, nem a Universidade Lusófona nem a associação académica da instituição comentaram as notícias várias que têm vindo a público, nomeadamente as avançadas pelo Jornal de Notícias e pelo Correio da Manhã, de que esteve mais uma pessoa na praia além do sobrevivente e de que na sexta-feira o Dux da Comissão de Praxes foi “destituído” pelos colegas, na sequência deste caso.

“A Académica Lusófona nada tem a ver com as Praxes Académicas, sendo essa actividade praticada e desenvolvida apenas pela COPA [Comissão Organizadora da Praxe Académica]”, respondeu a académica, por e-mail.

“Neste momento, o responsável pela COPA é o Dux Honorário Fábio Jerónimo, pelo que ele é o único que pode responder às vossas questões (não temos qualquer tipo de contacto do mesmo)”, acrescenta.

 Entre os alunos que não responderam às tentativas de contacto está ainda João Miguel Gouveia, que tem sido identificado como o Dux à data do acidente e que foi o único a sobreviver à tragédia. O PÚBLICO sabe que este estudante tem estado a receber apoio psicológico, considerando o técnico que o acompanha que ele ainda não está em condições de falar sobre o que aconteceu no Meco. Fábio Jerónimo estará agora a substitui-lo na comissão de praxe.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/so-uma-das-seis-vitimas-mortais-do-meco-foi-sujeita-a-despiste-de-drogas-e-alcool-1620446#/0

 

 


20
Jan 14

Praxes no PÚBLICO

http://www.publico.pt/praxe-academica

 

Veteranos das universidades demarcam-se de praxes polémicas
http://www.publico.pt/portugal/noticia/veteranos-das-universidades-demarcamse-de-praxes-polemicas-1621332

PJ quer reconstituir tragédia para confrontar sobrevivente
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3654540

Bastonária diz que Emídio Guerreiro fez declarações precipitadas
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3655306

    Dux diz que se fizeram cópias mal feitas daquilo que é a praxe
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3653787

    Universidades "formam cidadãos e não militares"
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3653603

    Faculdade de Ciências do Porto proíbe praxes
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3653565

    O que se passou no Meco "não é praxe académica"
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3653454

    Marcelo compara praxes ao bullying
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3652752

    "A praxe é uma coisa muito estranha"
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3652311

    Crato chama reitores e alunos para discutir praxes
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3651859

    Pais de vítimas do Meco sem informações do sobrevivente
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3651751


    Família do sobrevivente do Meco conta como foi acidente
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3650799

PJ quer reconstituir tragédia para confrontar sobrevivente
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3654540

 

La policía asocia la muerte de seis jóvenes en Portugal a una novatada

Antonio Jiménez Barca Lisboa 1 FEB 2014 - 17:16 CET
http://sociedad.elpais.com/sociedad/2014/02/01/actualidad/1391271417_298916.html
Esto ha levantado una agria polémica sobre las novatadas, una extendida práctica que prospera en Portugal gracias a la aceptación de gran parte del alumnado, a la permisividad de las autoridades académicas y a la tibieza de los responsables políticos.

Praxes / Novatadas no El País

http://sociedad.elpais.com/tag/novatadas/a/

publicado por contracorrente às 00:44

15
Jan 14

A propósito de um caso de "bullying":

""Queremos apurar os factos", disse na terça-feira o ministro da Educação [Nuno Crato], classificando o "bullying" como "um fenómeno intolerável" nas escolas. "

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ministerio-publico-abre-inquerito-para-apurar-causas-da-morte-de-aluno-de-braga-1619788

publicado por contracorrente às 18:04

06
Jan 14

Ministério Público pede absolvição para cinco dos oito arguidos no caso do Colégio Militar

Procuradora deixa cair acusação de maus tratos, o que deixa estarrecido advogado dos queixosos.

[Para a magistrada] ficaram [...] provadas as agressões praticadas [...] os réus são apenas culpados de ofensas corporais simples.
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ministerio-publico-pede-absolvicao-para-cinco-dos-oito-arguidos-no-caso-do-colegio-militar-1618601

publicado por contracorrente às 18:43

26
Dez 13

O Prof. Júlio Machado Vaz volta a comentar o ritual Praxe, a pretexto da recente referência na imprensa a um debate em Coimbra, com Catarina Martins e Cátia Melo.

Programa "O Amor é ...", edição de 26 de Dezembro de 2013 na Antena 1, com a jornalista Inês Meneses:

http://www.rtp.pt/play/p308/e138651/o-amor-e

(3 min. 40 s)

"O Amor é..."
De segunda a sexta, Júlio Machado Vaz conversa sobre amor e sexualidade com Inês Meneses.

publicado por contracorrente às 22:27

12
Dez 13

 

"Há alunos que faltam às aulas porque estão na praxe e outros que não vão porque têm medo de ir à praxe", afirmou Catarina Martins, à margem do debate "Sexismo e violência(s) na praxe académica", que se realizou no Teatro da Cerca de São Bernardo.

A coação na praxe é "fortíssima", sendo que esta prática potencia "o conservadorismo, a obediência cega e reproduz modelos de autoridades dominantes. É o poder pelo poder"

 

"A Universidade de Coimbra deveria proibir a praxe, na medida em que é violadora dos direitos a uma boa formação dos alunos", porque estes, segundo Catarina Martins, "são atemorizados".


A antropóloga Cátia Melo, outra das oradoras do debate organizado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), criticou o facto de a praxe - "uma prática em que o preconceito e a discriminação são exponenciados"


A também membro do núcleo de Coimbra da UMAR considerou que há "assédio sexual", no decorrer da praxe, e que a linguagem usada em canções e palavras de ordem é "extremamente violenta contra a mulher".

 

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3581203&referrer=FooterOJ

 

https://pt-br.facebook.com/events/642331739162649/?ref=22

 

http://weblog.aescoladanoite.pt/?tag=sexismo-e-violencias-na-praxe-academica

publicado por contracorrente às 13:45

04
Nov 13

Uso e abuso da nobre palavra e acto solidariedade, que é por definição voluntária.

Aqui imposta por acto legislativo recente:

 

Artº 162º da Lei nº 55-A/2010, de 31-12 (Lei do OE 2011)

 Contribuição extraordinária de solidariedade

http://dre.pt/pdf1s/2010/12/25301/0000200322.pdf

publicado por contracorrente às 13:13

17
Out 13

III Feria de Bienvenida a los alumnos del Campus Viriato
Con un bocadillo bajo el brazo

http://www.laopiniondezamora.es/zamora/2013/10/17/bocadillo-brazo/713369.html
Con un bocadillo solidario entre las manos quisieron ayer los alumnos del Campus Viriato celebrar, de forma conjunta, la inauguración oficial del curso. Una iniciativa que logró congregar en el entorno de las instalaciones universitarias a decenas de estudiantes, que por el precio de dos euros contribuyeron con un donativo a la obra social de Cáritas, además de conseguir el bocadillo, una botella de agua y una mochila con distintivos del campus.
Para los jóvenes universitarios, las actividades organizadas en el día de ayer desde la Feria de Bienvenida suponen una buena oportunidad de «enterarnos un poquito de lo que va a ser nuestro futuro, de las opciones que tenemos, y además es una manera bonita y divertida de que nos lo muestren», explica Juanjo de la Iglesia, que como estudiante de primer curso ha descubierto, por ejemplo, las delegaciones de alumnos, «que me han gustado mucho, sobre todo la de Enfermería, por las ideas que tienen.

Solidaridad, información y buen humor, para una jornada que da por iniciado un curso en el que ya saben que tienen mucho por conocer y en lo que participar.



publicado por contracorrente às 13:58

01
Out 13

Francia las incluye en el Código Penal

Un comité galo edita 70.000 folletos para sensibilizar a rectores y alumnos

Oficialmente prohibidas desde 1998, las novatadas son en Francia un delito contemplado en el Código Penal y castigado con un máximo de seis meses de cárcel y 15.000 euros de multa. Pero cada mes de septiembre salen nuevos casos a la luz, y el Estado se ve obligado a recordar a los rectores, profesores y alumnos que el bizutage no está permitido. El año pasado, un alumno de la escuela militar francesa de Saint-Cyr murió ahogado en un lago durante un curso-novatada organizado por sus compañeros de promoción. Durante 2012, el Comité Nacional Contra las Novatadas (CNCB, por sus siglas en francés) recibió 31 denuncias de víctimas de degradaciones y chantajes, y seis de ellas ocurrieron en las grandes escuelas universitarias, donde estudian mayoritariamente los hijos de las élites nacionales.
Marie-France Henry, presidenta del Comité Nacional Contra las Novatadas, explica que los casos denunciados “son solo la parte visible de un iceberg cuyo alcance total es difícil de cuantificar”. Las denuncias más frecuentes, añade, son las de jóvenes que han sido obligados a beber hasta caer en coma etílico, y por traumatismos sufridos durante simulacros de relaciones sexuales que suelen acabar en agresión. Según la especialista, “si las novatadas siguen ocurriendo es porque hay una presión social, dentro y fuera de los centros educativos, que anima a los abusadores a actuar y a las víctimas de los abusos a aceptarlos”.
las novatadas en Francia van a menos porque se ha extendido la conciencia de que el comité considera que no se trata de un folklore estudiantil, sino de un acto ilegal.
http://sociedad.elpais.com/sociedad/2013/09/28/actualidad/1380389436_089326.html

[Google Translation]
France est inclus dans le Code criminel

Un comité français a publié 70.000 brochures de sensibilisation et d'orientation des élèves

Officiellement interdite depuis 1998, le bizutage est en France une infraction en vertu du Code pénal et passible de six mois de prison et 15.000 euros d'amende. Mais tous les nouveaux cas septembre viennent à la lumière, et l'Etat est obligé de rappeler les directeurs, les enseignants et les étudiants que le bizutage interdite. L'année dernière, un élève de l'école militaire française de Saint-Cyr noyé dans un lac pendant un cours-bizutage organisé par ses camarades de classe. En 2012, le Comité national anti-bizutage (CNBC, pour son sigle en français) a reçu 31 plaintes de victimes de dégradations et de chantage, et six d'entre eux a eu lieu dans les grandes écoles où ils étudient principalement les enfants des élites nationales.
Marie-France Henry, présidente du Comité national anti-bizutage, a expliqué que les cas signalés »ne sont que la partie visible d'un iceberg dont ampleur est difficile à quantifier". Les plaintes les plus fréquentes, ajoute-il, ce sont les jeunes qui ont été forcés de boire de tomber dans le coma et a subi un traumatisme lors d'exercices de rapports sexuels qui se retrouvent souvent dans l'agression. Selon le spécialiste, «si le bizutage passe encore parce qu'il ya une pression sociale, à l'intérieur et à l'extérieur des écoles, qui encourage les agresseurs à agir et victimes d'abus à accepter".
bizutage en France sera moins parce qu'il ya prise de conscience généralisée que le comité considère qu'il existe un étudiant de folklore, mais illégal.

 

Le bizutage est un DÉLIT puni par la LOI loi du 18 juin 1998

http://contrelebizutage.fr/

publicado por contracorrente às 01:01

Colegios mayores y campus españoles luchan contra una lacra que sufren cada año los alumnos. Su práctica sigue estando bien vista http://sociedad.elpais.com/sociedad/2013/09/28/actualidad/1380388307_916885.html

Platón ya hablaba de ellas en sus escritos y, 25 siglos después, las novatadas siguen a la orden del día. “Cada noche puedo oírlas desde mi residencia”, contaba esta semana el director de un colegio mayor madrileño. Alcohol forzado, humillaciones, abusos de poder. La mayoría de los colegios mayores de España (125 de 160, aglutinados en una misma asociación) iniciaron una ofensiva este mes con un comunicado en el que denuncian que estas prácticas atacan a la libertad. Quieren acabar con el “pacto de silencio” de una tradición que casa mal con el espíritu universitario, y que España deje atrás la lacra que vuelve cada curso a los campus. “¿Es que hace falta que alguien se muera para que se pare esto?”. La psicóloga Loreto González lanza la pregunta al aire. Hay varios caminos: incluirlas en el Código Penal, como hace Francia; investigarlas y denunciarlas en profundidad, como ocurre en Estados Unidos. El primer paso ya está dado: convertirlo en un problema social. España carece de estadísticas de casos y denuncias, como otros países. Estados Unidos atesora todo tipo de datos, como las 173 víctimas mortales documentadas desde 1970 hasta 2013 como consecuencia directa de una novatada, la gran mayoría relacionadas con el alcohol, según recoge el citado libro de la Pontificia, que firman la vicerrectora de Servicios a la Comunidad Universitaria, Ana García-Mina, y la psicóloga Ana Aizpún Marcitllach.

publicado por contracorrente às 00:52

25
Set 13

Outra forma de receber:

 

VII FERIA DE BIENVENIDA
 
El próximo jueves, día 26 de septiembre, se va a celebrar la VII Feria de Bienvenida en el Campus Miguel de Unamuno.

Las actividades programadas son las siguientes:
 
De 12h. a 18h. en el Pabellón Polideportivo Miguel de Unamuno se ofrecerá información a los estudiantes en los distintos stands sobre las Asociaciones y Delegaciones de Estudiantes, los Servicios de la Universidad y las Instituciones con presencia en la Feria.
 
De 14h. a 16h. se podrá comprar el "bocadillo solidario". El coste del bocadillo es de 2 euros y viene acompañado de una bebida. Os recordamos que no está permitido el consumo de bebidas alcohólicas en el Campus. El dinero recaudado se entregará al Fondo de Cooperación de la Universidad. A esa hora se celebrará un concierto en la Plaza de Bolonia con la actuación de los grupos musicales que han sido seleccionados
en el concurso de bandas de este año.
 
Os esperamos a todos, y muy especialmente, a los estudiantes que comenzáis este curso una titulación en la Universidad de Salamanca. Deseamos que haga buen tiempo y que podamos pasar un día muy agradable. Aprovechamos para desearos un buen comienzo de curso.

Cristina Pita Yáñez

Vicerrectora de Estudiantes e Inserción Profesional

publicado por contracorrente às 00:13

24
Set 13

Solidariedade praxada, solidariedade forçada, solidariedade humilhada...

Repetimo-nos, porque os actos se repetem e se replicam por diferentes academias.

 

Preferíamos ver da parte dos dirigentes das instituições uma atitude mais corajosa, à semelhança do que fez o reitor da UM, por exemplo.

Os tempos actuais não se coadunam com a manutenção destes rituais medievais, que perturbam o normal funcionamento das actividades para as quais se paga propinas.

 

"Desafio do novo reitor - Universidade de Vila Real promove praxe inclusiva e solidária"

 

"A Universidade de Vila Real está a promover, neste início de ano, uma praxe «inclusiva e solidária», com a realização de campanhas de limpeza, recolha de alimentos ou de angariação de fundos para crianças doentes. O desafio foi lançado pelo novo reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Fontainhas Fernandes, e bem acolhido pela Associação Académica e Conselho de Veteranos".

http://www.diariodetrasosmontes.com/noticias/complecta.php3?id=20830

publicado por contracorrente às 23:48

20
Set 13

A praxe como fotografia, por JOSÉ MANUEL PUREZA

Agora são os dias em que se veem e ouvem nas ruas da minha cidade - e de muitas outras cidades do País - grupos que invadem o espaço público gritando alarvidades, macaqueando encenações que misturam militarismo e deboche ou exibindo em cortejos e em performances localizadas rituais de humilhação coletiva e de rebaixamento.

Chamam-lhe praxe. E em nome desse nome, a minha cidade - e muitas outras cidades do País - tolera o intolerável: a indignidade.

A praxe é uma fotografia da nossa realidade. É, em primeiro lugar, uma fotografia da universidade. A velha universidade elitista, fechada numa diletante torre de marfim, deu lugar a uma universidade socialmente aberta e massificada em interação com a sociedade no seu todo. Mas os efeitos dessa democratização da universidade no imaginário social esbarraram numa governação da economia e do País que fez dos recibos verdes e da desqualificação do trabalho seus mandamentos supremos. A ligação automática entre universidade e prestígio social tornou-se um mito. A praxe é a resposta boçal a essa perda da capacidade de garantir ascensão social pela universidade. O ritual da entrada no mundo dos sonhos ficou ritual vazio, porque o mundo dos sonhos é pura quimera até se revelar crueldade pura no desemprego, no call center ou na caixa do supermercado. O que aspirava a ser liturgia de início de caminho de promoção tornou-se cerimonial de integração igualizadora numa sociedade sem exigência e sem expectativas. Por isso os "caloiros" gritam, sob a batuta de "doutores" tão marciais quanto ignorantes, que são umas "bestas", uns "vermes" e quejandos. E são-no realmente para a economia e a sociedade. A ponto de o Governo lhes sugerir a emigração como horizonte de futuro. A praxe é a carnavalização pimba da desesperança que hoje habita a universidade.

A praxe é, em segundo lugar, uma fotografia da nossa sociedade. Ela mostra, concentrada no microcosmos da universidade, uma sociedade que cultiva com apavorante facilidade o sexismo, a obediência acrítica às ordens gritadas, a homofobia, a hierarquização social rígida e indiscutida e a apologia do vexame e da desqualificação como códigos do relacionamento social. Uma sociedade sem direitos humanos nem pensamento crítico - eis a sociedade que a praxe revela. Com a agravante de ser uma sociedade convencida da sua bondade integradora.

Se a praxe é uma grotesca fotografia, são as realidades que ela retrata que precisam de ser mudadas. Mudar a universidade, desde logo, assumindo-a como lugar de conhecimento e de ciência e, por isso, de culto da permanente insatisfação com o que está e com o que se herdou, da contínua superação da incultura, do combate à indolência que é a apologia acrítica de todas as tradições inquestionadas. Uma universidade assim, em que tecnologias e humanidades dão as mãos no desenvolvimento de um pensamento crítico, não forma para uma integração obediente em empregos desqualificados e sem direitos, forma, sim, cidadãos inquietos e exigentes. E isso torna-a perigosa aos olhos dos poderes estabelecidos. Porque essa universidade, em que os estudantes exijam horizontes em vez de exibirem boçalmente o seu vazio, questionará até à raiz os mecanismos que geram nela e fora dela o autoritarismo, a discriminação, o sexismo e toda a rasquice elevada a modo de vida triunfante. Ou seja, mudará a sociedade.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3430602&seccao=Jos%E9%20Manuel%20Pureza&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

publicado por contracorrente às 08:14

18
Set 13

Oito ex-alunos julgados por maus tratos cometidos

 

Vítimas ficaram 688, 83 e 22 dias em convalescença devido às lesões sofridas.

 

Oito ex-alunos do Colégio Militar vão começar a ser julgados a 1 de Outubro por maus tratos cometidos, alegadamente, no interior daquela instituição de ensino no ano lectivo de 2006/07 e no início de 2008, contra outros três estudantes.

O despacho de pronúncia salienta que os “actos de agressão praticados pelos oito arguidos, dada a manifesta inferioridade e temor reverencial dos ofendidos, são repugnantes e indignos de alunos que frequentaram tão prestigiada instituição”.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/oito-exalunos-julgados-por-maus-tratos-cometidos-no-colegio-militar-1606072

publicado por contracorrente às 19:28

15
Set 13

Los colegios mayores se unen contra las novatadas universitarias
Pilar Álvarez Madrid 10 SEP 2013 - 23:02 CET
125 centros firman contra esta práctica y reclaman el respaldo de los campus

“De rodillas, en un parque. Generalmente dentro del campus universitario, les meten un embudo en la boca y les echan sangría o vodka a chorro hasta que caen mareados. La mayoría de las veces, hay que llevarlos a rastras a los colegios”. La descripción está recogida en una web como una novatada. Hacer a un novato abusar del alcohol sin su consentimiento es el ejemplo más repetido entre los directores de colegios mayores y responsables universitarios entrevistados para esta información. Llega septiembre y, con él, una práctica atávica fuera y dentro de los campus universitarios que se usa como rito de iniciación.
Hace dos años echó a andar la asociación No más novatadas. Su presidenta, Loreto González, asegura que ya han contactado con políticos y quieren reunirse en el Ministerio de Educación y con los grupos parlamentarios para que se elabore un decreto. “En Francia, las novatadas están expresamente recogidas en el Código Penal. Y aquí, ¿vamos a esperar a que ocurra algo más grave?”, señala. “Es un tema muy complejo y arraigado, el objetivo es sacarlo a la luz”.
La Universidad Pontificia de Comillas presentó en julio el estudio Novatadas. Comprender para actuar,
Actualmente en la Universitat de València están estrictamente prohibidas, pero se sabe que algunas se hacen, a pesar de que los colegiales conocen que el que sea sorprendido en su preparación o ejecución será expulsado de manera inmediata. Este campus, que se adherirá al manifiesto, instituyó a mediados de los noventa la Fiesta de Bienvenida para tratar de erradicarlas en la recepción del alumnado.

http://sociedad.elpais.com/sociedad/2013/09/10/actualidad/1378846920_548462.html

publicado por contracorrente às 23:20

"Injustas, vejatorias y potencialmente problemáticas" son los calificativos que el libro NOvatadas. Comprender para actuar dedica a estas prácticas. Esta obra, fruto de la primera investigación académica sobre este fenómeno hecha en España, gracias al impulso y financiación del Consejo Nacional de Colegios Mayores Universitarios de España y Comillas, se presentó en la universidad. Leer más: De "injustas, vejatorias y potencialmente problemáticas" califica las novatadas una investigación de Comillas. "Se les pone cerco a las novatadas cuando los abusadores empiezan a saber que se toman medidas", aseguró. La Presidenta de la asociación reclamó también la implicación de los equipos de gobierno de las universidades y de los poderes públicos. "El problema de las novatadas distorsiona el juicio moral. Son un auténtico problema social", sentenció. "Las novatadas intervienen radicalmente con la finalidad formativa de un colegio mayor. Son antiformativas, incluso una patología para el crecimiento integral", afirmó Enrique Fuentes, Director del Colegio Mayor Pío XII. Para abordar este tema, explicó, es necesario establecer estrategias sinérgicas, que superen la normativa interna de los colegios y vinculen a toda la sociedad. "Los directores no podemos quedarnos solos", afirmó.

http://blogs.periodistadigital.com/comillas.php/2013/06/26/presentacion-libro-novatadas

publicado por contracorrente às 23:07

09
Set 13

Mais uma opinião de que o voluntarismo e a solidariedade podem ser impostas. Esta corrente tem já discípulos em diversa academias.

Fica por explicar a utilidade destes rituais, diriamos pré-medievais. E, a ser tão nobres, porque não estender aos liceus e por aí abaixo?

 

"[...] manter a praxe, limitar no tempo a praxe e tematizar a praxe. Se a praxe é importante na integração dos caloiros, então deve ser mantida e aceite por todos, situando-se dentro dos limites de urbanidade e respeito pelas opções e liberdades de cada um. Por outro lado, a atmosfera de paródia que atravessa quase todo o ano letivo, num espaço que é suposto ser de trabalho, exige a limitação temporal da praxe, jamais ultrapassando os primeiros dias de outubro. Por fim, a praxe poderia ser temática. Sem abdicar da criatividade, irreverência e espontaneidade características dos jovens, seria delicioso ver a prática de integração adotar em cada ano um desígnio reconhecido pela sociedade. Num tempo de crise, não seria de "praxar" os caloiros com um par de noites a distribuir comida pelos sem-abrigo? Ou a ajudar as crianças que têm de atravessar a rua congestionada à porta da escola? Ou mesmo a cortar a relva no campus?

É por tudo isto que ao demagógico "dura praxis, sed praxis", contraponho o criativo "utilis praxis, sed praxis".

http://www.jn.pt/opiniao/default.aspx?content_id=3408819

publicado por contracorrente às 23:10

11
Mai 13

"[...] Iria reencontrar as praxes académicas muito mais tarde, com inesperada pujança e agressividade, quando regressei à Universidade como professor. À parte algum episódio de esporádico bom humor, é profundamente degradante o espetáculo das "praxes" exibidas nos espaços públicos das nossas universidades. Ao longo de todo o ano letivo os lugares de recreio e lazer são infetados pelos "praxistas", em uniformes negros, que conduzem os colegas do primeiro ano como se fossem rebanhos, em marchas e formaturas de paródia marcial, ridiculamente vestidos, com os rostos pintados, contorcidos em posições obscenas, coagidos a posturas humilhantes, obrigados a demonstrações de obediência canina aos sinais de comando dos seus rústicos pastores.

Não bastam os esforços concertados das autoridades universitárias e das associações de estudantes. A retórica sobre o "livre consentimento" dos "caloiros" esconde a natureza compulsiva e degradante destes simulacros de tribalismo iniciático bem identificado e caracterizado pelos antropólogos nas sociedades primitivas, a par das amputações e do canibalismo rituais. É preciso que esses jovens irresponsáveis e os adultos que os incentivam percebam que nenhum cidadão decente, nenhuma pessoa que se preze, pode aceitar que a missão da Universidade se degrade ao ponto de tolerar esta barbárie. O Diogo Macedo era um belo jovem de 22 anos quando foi cobardemente assassinado nesse ano distante de 2001. Um silêncio cúmplice esconderia para sempre os autores do brutal espancamento que levou o Diogo à morte. É demasiado tarde. Repetimos, com Fernando Pessoa: "Tão jovem! Que jovem era! / (Agora que idade tem?) /(...) "(Malhas que o Império tece!) / Jaz morto, e apodrece, / O menino da sua mãe".

http://www.jn.pt/opiniao/default.aspx?content_id=3211096&opiniao=Pedro%20Bacelar%20de%20Vasconcelos

publicado por contracorrente às 22:55

01
Mar 13

O Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra actualizou o código de praxe, que passa a proibir expressamente a praxe dos caloiros durante o seu horário de aulas, a pintura dos novatos e qualquer forma de violência sobre eles, explica João Luís Jesus, dux veteranorum (responsável pelo Conselho de Veteranos, com 23 matrículas na universidade).

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/veteranos-apertam-regras-da-praxe-na-universidade-de-coimbra-1586283

publicado por contracorrente às 17:10

21
Jan 13

"Muitos caloiros permitem que os mais velhos, intitulados de “doutores”, os façam circular e rastejar pelas ruas da cidade, de gatas como bichos, com as caras enfarruscadas de vermelho, amarelo, azul e outras cores a condizer com as respectivas Faculdades dando um espectáculo triste que nada tem a ver com o tão falado espírito académico, revelando antes uma grande falta de imaginação e sentido de humor. Até parece que aquilo é que é ser um “verdadeiro estudante”!

 

A nova situação de universitário, depois de 12 anos de ensino secundário, traz muitas vezes um deslumbramento que só é quebrado no final do semestre, quando se acumulam os primeiros “chumbos” e se acorda para a realidade.

É importante que os novos alunos não se deixem “orientar” por doutores da mula russa, conhecedores profundos da vida universitária, á qual dedicam tanto amor que querem ser sempre estudantes…"

 

por Prof. Carlos Corrêa

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=56759&op=all

publicado por contracorrente às 12:59

22
Nov 12

Pensamos óbviamente que não, mas estaremos atentos ao debate.

 

"PRAXE: Integração ou Humilhação"

26 de Novembro de 2012, 21 h.

Auditório Estig - IPB

publicado por contracorrente às 13:14
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13
Nov 12

Que sirva de bom exemplo...

Universidade Lusíada obrigada a indemnizar família de aluno que morreu após praxe

A Relação do Porto confirmou uma decisão do tribunal de Famalicão que obriga a Universidade Lusíada a indemnizar os pais de um aluno que morreu após ser submetido a uma praxe, disse hoje fonte ligada ao processo.

Em acórdão datado de quinta-feira, que a agência Lusa consultou hoje, a secção cível da Relação do Porto julga improcedente uma apelação da universidade, confirmando a sentença recorrida, que condena a ré a pagar mais de 90 mil euros aos familiares de Diogo Macedo.

A vítima frequentava o 4.º ano de Arquitetura do pólo de Famalicão da Universidade Lusíada e era «tuninho» (membro de categoria inferior) na tuna daquele estabelecimento de ensino superior.

 

A vítima, então com 22 anos de idade, frequentava o 4.º ano do curso de Arquitectura do pólo de Famalicão da Universidade Lusíada, mas nunca passara de caloiro na tuna daquele estabelecimento de ensino superior. Por causa disso, seria alvo frequente de praxes perpetradas pelos colegas mais velhos.

Diogo sentiu-se indisposto após ser praxado, numa noite de ensaios da tuna, em 8 de Outubro de 2001, e foi conduzido ao Hospital de Famalicão. Esteve em coma e morreu sete dias depois, já no Hospital de S. João, no Porto.

 

Diário Digital / Lusa / Jornal Público

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=601623

 

http://publico.pt/Sociedade/universidade-lusiada-obrigada-a-indemnizar-familia-de-aluno-que-morreu-apos-praxe-1572356

publicado por contracorrente às 20:52

04
Out 12

El próximo día 27 de septiembre, jueves, se va a celebrar la VI Feria de Bienvenida
en el Campus Miguel de Unamuno. De 12h a 18h en el Pabellón Miguel de Unamuno se ofrece información a los estudiantes en los distintos stands de Instituciones, Servicios de la Universidad, Delegaciones y Asociaciones de Estudiantes; también habrá bocadillo solidario, cuyos beneficios se  donarán al Fondo de Cooperación de la Universidad, y un concierto en el Campus Unamuno entre las dos y las cuatro de la tarde.
Os esperamos a todos y deseamos que paséis un día agradable.

publicado por contracorrente às 00:18

01
Out 12

A pessoa certa no lugar certo faz a diferença, faz absoluta diferença.

Chegou-nos só agora à mão esta informação e a atitude dos veteranos (eufemismo para designar não necessariamente os que reprovam mas os cábulas), no discurso de recepção aos novos alunos pelo reitor da Universidade do Minho, o professor António Cunha.

Do qual destacamos a afirmação:

"Peço o vosso compromisso com os princípios e valores do código de conduta ética da Universidade do Minho".
O reitor, Prof. António Cunha, orgulha-se da sua instituição ter uma grande atractividade. Se este for também o motivo é simples, que outros lhe sigam o exemplo.

> Jornal Público, 18 de Setembro de 2012 (edição impressa): "Veteranos" em protesto recusam ouvir reitor.

>Jornal Correio da Manhã (17 Set. 2012): Universidade e estudantes têm estado de costas voltadas por causa das praxes académicas, desde que no ano passado a reitoria aprovou um novo código de ética que proibe as praxes dentro dos recintos universitários.

Universidade e estudantes têm estado de costas voltadas por causa das praxes académicas, desde que no ano passado a reitoria aprovou um novo código de ética que proibe as praxes dentro dos recintos universitários.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/doutores-abandonam-cerimonia-em-protesto


30
Set 12

Pai da caloira internada depois de praxe diz que a filha sempre foi saudável
29.09.2012 - 11:44 Por Carlos Dias
Decorridos três dias sobre o incidente que a conduziu aos cuidados intensivos do hospital de Beja, uma jovem caloira vítima de um evento cardíaco ainda não tem diagnóstico sobre o que terá precipitado o problema, referiu a porta-voz da unidade hospitalar.

Contudo, os relatos de violência física e coacção psicológica são uma constante nas praxes realizadas por vários cursos do IPB. Sobre esta praxe em concreto, não foi possível encontrar quem descrevesse os pormenores sobre como decorreu.
Um ex-aluno da ESTIG, João Malveiro, enviou ao PÚBLICO um depoimento sobre a sua própria experiência durante a praxe a que foi sujeito no ano lectivo de 2008/2009:
"Nesse dia assisti a algumas cenas menos felizes por parte dos praxantes, desde obrigarem caloiros a partilhar cebolas como refeição, caloiros pintados com marcadores Raidex, que são utilizados em gado, constante abuso quer físico quer psicológico. Cheguei mesmo a assistir a raparigas a serem passeadas pelos praxantes com uma trela e de gatas em terreno hostil. Os caloiros neste Politécnico são sujeitos a uma pressão esmagadora por parte dos alunos mais antigos."
As notícias entretanto veiculadas e que faziam referência a antecedentes cardíacos da jovem foram refutadas pelo pai que, em declarações ao PÚBLICO, garantiu que a filha "era uma jovem saudável" sem outras doenças que não vulgares constipações. Tem 25 anos e é mãe de uma filha com três anos. O pai descreveu que tanto na gravidez como no parto e na maternidade "nunca foi observada qualquer anomalia no coração, nem tensão alta teve".

A jovem está em estado crítico.  Num comunicado enviado pelo IPB aos órgãos de comunicação social é descrita a "consternação" que afectou "todos os responsáveis, estudantes e demais colaboradores" quando tomaram conhecimento da "doença súbita" da jovem caloira. Neste sentido, a direcção da escola decidiu "suspender simbolicamente todas as actividades integradas no período de recepção aos novos alunos". Nem uma palavra sobre os "excessos" que foram cometidos durante a praxe.
http://www.publico.pt/Sociedade/pai-da-caloira-do-politecnico-de-beja-garante-que-a-filha-sempre-foi-saudavel-1565108

publicado por contracorrente às 03:13

Das notícias recentes, reproduzimos aqui algumas das justas afirmações nas caixas de comentários:

 

Tereza Knapic . 29.09.2012 13:57
a praxe é uma prática fascista
quando se obriga alguém a fazer aquilo que queremos apenas porque a nossa posição hierárquica é superior e quando o que se obriga alguém a fazer é "não normal" (não saímos á rua pintados com marcadores nos braços, nem de mão dada com estranhos, nem aos berros - só para referir alguns dos exemplos considerados... normais) estamos a sujeitar o outro a uma humilhação em maior ou menor escala; e isso, doa a quem doer, tem um nome: fascismo. O que é curioso é que são os mais jovens que têm a mania que entendem todas as dimensões da palavra Liberdade que demonstram não perceber de todo o que é; liberdade e respeito pelo outro são quase sinónimos. Numa sociedade verdadeiramente livre e defensora dos direitos de cada um, estes praxadores seriam acusados judicialmente de tentativa de homicídio.

Ângelo Miguel . 29.09.2012 12:39
Façam como se deve fazer numa situação
destas. Acusem de tentativa de homicídio involuntário. Cabe à procuradoria geral da república investigar e proferir uma acusação. E cabe ao instituto politécnico abrir um processo disciplinar conducente à expulsão dos alunos envolvidos. Basicamente cumpra-se o que está estipulado na lei.

Anónimo , Lisboa. 29.09.2012 16:27
É uma vergonha!
Os dirigentes das universidades, faculdades, institutos e politécnicos que tenham coragem e: a) proíbam as praxes no interior dos edifícios e nos recintos adjacentes; b) obriguem a cumprir um código muito estrito, avisando claramente os caloiros de que não são obrigados a submeter-se às praxes; c) chamem a polícia e processem os envolvidos em casos de abusos; d) estabeleçam sancções disciplinares pesadas para quem abuse da sua posição; e) coloquem funcionários e professores a supervisionar algumas das praxes para controlar os excessos. Infelizmente, não acredito que haja coragem e vontade para isto. Os praxados e as pessoas que sofreram excessos deviam antes iniciar queixas formais quer contra colegas, quer contra as instituições de ensino, quer ainda contra o ministério.

publicado por contracorrente às 02:30

28
Set 12

Talvez só quando alguém se sentar no banco dos réus, autores e cúmplices.

 

Caloira acaba no hospital de Beja depois de praxe
28.09.2012 - 14:12 Por Carlos Dias, Romana Borja-Santos
A estudante matriculada na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG), do Instituto Politécnico de Beja (IPB), que ficou inanimada depois de ter participado numa praxe académica na quarta-feira, já teria problemas cardíacos, confirmou ao PÚBLICO uma fonte do Hospital José Joaquim Fernandes de Beja. Dois dias depois do incidente, a aluna de 25 anos continua internada na unidade de cuidados intensivos polivalentes do Hospital de Beja com “problemas cardíacos não especificados” e com prognóstico “muito reservado”, revelou a mesma fonte. Na sequência do incidente que vitimou a jovem estudante de Beja, o presidente do IPB, Vito Carioca refere num comunicado divulgado esta sexta-feira que a instituição “decidiu suspender simbolicamente todas as actividades integradas no período de recepção aos novos alunos”, depois de ter tomado conhecimento da doença súbita de uma das estudantes do IPB.

O PÚBLICO assistiu a uma dessas praxes. Na mata municipal perto da ESTIG, um jovem foi obrigado a fazer flexões com as pontas dos pés e as mãos apoiadas em tijolos rodeado de veteranos e veteranas que o visavam com impropérios ofensivos. Quando terminou o "exercício", estava completamente exausto e alagado em suor e com dificuldade em aguentar-se de pé.

http://www.publico.pt/Local/caloira-acaba-no-hospital-de-beja-depois-de-praxe-1564956

publicado por contracorrente às 16:45

25
Set 12

O presidente da Câmara de Faro anunciou hoje o cancelamento de uma garraiada agendada no âmbito da semana de receção ao caloiro da Universidade do Algarve e declarou que os espetáculos tauromáquicos não são bem-vindos no concelho.


"Essa é uma atitude que eu devo ter, protegendo os interesses dos seres vivos", disse, manifestando-se contra a possibilidade de, no futuro, haver qualquer tipo de espetáculo tauromáquico no concelho de Faro, em nome da defesa dos direitos dos animais.

 

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2790588

publicado por contracorrente às 18:58

24
Set 12

Actividades "superiores" de integração. Em Lisboa, em Bragança ou em qualquer outro ponto do país.
Com primazia sobre as aulas e final previsto, mas não garantido, em Maio. Para retomarem no ano seguinte, em que (alguns) dos humilhados de agora passam a humilhadores.

praxes_fotos_bb.jpg

publicado por contracorrente às 00:58

02
Set 12

Um auto-denominado CNTA - Conselho Nacional de Tradições Académicas- "espera poder ter uma relação mais pacífica com Nuno Crato [do que com Mariano Gago, que publicamente condenou estas práticas], pelo que o convidou para a cerimónia de apresentação da comissão e da sua carta de princípios".

 

"Os reitores das academias que subscreveram o documento também vão receber um convite para a sessão".

 

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/nove-universidades-terao-praxe-guiada-por-principios-comuns-1560777

Também vamos gostar de saber e escrever o nome dos "magníficos" reitores que subscreveram o documento, abrindo a excepção às leis do Código Civil dentros do campus académico. É que quando alguém levar autores da praxe a tribunal, o que já aconteceu, pode agora estender a acção também aos autores morais, aos signatários.

 

"O documento será tornado público no dia 8 de Setembro, numa cerimónia agendada para o Páteo das Escolas das Universidade de Coimbra".

 

Vamos estar atentos.

publicado por contracorrente às 01:41

O Dux Veteranorum do Porto, nome que faz parte do folclore das praxes, lidera um movimento para criação de um documento que sirva de base às praxes e que preserve o "respeito pela dignidade humana".

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/nove-universidades-terao-praxe-guiada-por-principios-comuns-1560777

 

Estamos curiosos, muito curiosos, em conhecer essa grande novidade.

Essa grande atitude filantrópica terá certamente direito ao prémio de Direitos Humanos.

publicado por contracorrente às 01:35

22
Ago 12

Estatutos em residência universitária de Lisboa devem deixar cair praxes

 

"Se calhar, não faz sentido as praxes constarem de um documento oficial", como acontece hoje.

 

Os estatutos da António Aleixo prevêem que haja praxes na residência. Este documento [foi] proposto pelos alunos e aprovado pelos SASUL.

A referência das praxes nos estatutos não é, de resto, uma originalidade da António Aleixo. Haverá "mais uma ou duas que têm alusão a isso", segundo os SASUL.


http://jornal.publico.pt/noticia/22-08-2012/estatutos-em-residencia-universitaria-de-lisboa-devem-deixar-cair-praxes-25113765.htm

publicado por contracorrente às 20:01

31
Jul 12

A normalização, nas palavras de Bob Dylan:

 

"Clean-Cut Kid"

Everybody's asking why he couldn't adjust
Adjust to what, a dream that bust ?

They took a clean-cut kid
And they made a killer out of him
That's what they did.

They said what's up is down, they said what isn't is
They put ideas in his head that he thought were his.

They took a clean-cut kid
But they made a killer out of him
That's what they did.

 

[...]

 

http://www.azlyrics.com/lyrics/bobdylan/cleancutkid.html

publicado por contracorrente às 09:45
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03
Jul 12

Felicitamos los directores de la UCM. Por esta acción clara y de coraje.

 

"Los directores de los colegios mayores vinculados a la Universidad Complutense de Madrid (UCM) han decidido actuar contra las novatadas. Para ello, han acordado un manifiesto como punto de partida. Exigen a los estudiantes que renueven su plaza en las residencias que se comprometan por escrito a no hacer novatadas, ya que tiene previsto desarrollar "medidas comunes educativas".

Dado que muchas veces las novatadas se producen fuera del recinto de los colegios y asociada a la ingestión de alcohol y al botellón. también se plantean la colaboración con el ayuntamiento y las Fuerzas de Seguridad, ya que los colegios "no tiene potestad sobre las novatadas en la calle" y con estudiantes que son mayores de edad".

 

Tribuna Universitaria n. 660, 25 junio - 1 julio 2012

publicado por contracorrente às 11:45

31
Mai 12

O dito CVUC - Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra - decreta a "supensão da praxe durante os próximos três e quatro períodos".

A bem dizer: o CVUC sacode a água do capote pela autoria moral da clara e explícita "Praxe de Gozo e de Mobilização".

Arriscar-se-ia a sentar-se no banco dos réus. Assim, no reino dos brandos costumes, quem tem capa sempre escapa.

 

Conselho de Veteranos de Coimbra suspende oito estudantes por causa de praxes
30.05.2012 - 12:47 Por João d´Espiney
Oito estudantes da Universidade de Coimbra (UC) foram suspensos do exercício da praxe durante os próximos três e quatro períodos, consoante os casos.

http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/conselho-de-veteranos-suspende-oito-estudantes--1548198

publicado por contracorrente às 01:50

01
Mai 12

A praxe (дедовшина, Dedovschina) no então poderoso Exército Vermelho. Muito igual à actual Praxe Negra, dos Capas e Batinas:
"Trata-se de um sistema de humilhacões en que os graduados e veteranos submetem os recrutas. Um dos tumores malignos que corroem o Exército Vermelho. A sociedade soviética reduzida a um tamanho de um pelotão ou companhia e vestida de uniforme. E a essência desta sociedade: o mais forte martiriza o mais débil. Como o recruta é o mais débil, os soldados de maior patente ou antiguidade convertem-no num escravo, num pária, num limpa-botas".
Tradução livre, "O Império", Ryszard Kapuscinski (ed. Anagrama, Espanha, 1994)


20
Abr 12

Pano para Mangas: cortar a direito.

por João Gobern

18.04.2012

 

http://www.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=2587&c_id=1&dif=radio&idpod_audio=110180&idpod=

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16
Abr 12

Vamos esperar para ver. Se a intenção se converte em acto.

É um bom princípio, vamos aguardar que tenha consequências e um bom fim.

 

Reitor de Coimbra rejeita violência nas praxes

O reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, considera “completamente inaceitável qualquer tipo de violência” na praxe académica, com os docentes a defenderem a criação de um gabinete de apoio aos alunos visados.
“Os relatos que tenho visto são no sentido de ter havido actos de violência”, lamenta o reitor, numa alusão a queixas de alunos, que levaram o Conselho de Veteranos a abrir um inquérito e a suspender, “por tempo indeterminado”, a chamada Praxe de Gozo e de Mobilização, ou seja, a interação dos “doutores” com os caloiros.

O dux veteranorum entende que participar na praxe implica “civismo, juízo e educação, exige uma postura de cavalheiros, no sentido figurado”.
http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/reitor-de-coimbra-rejeita-violencia-nas-praxes-1542306

publicado por contracorrente às 23:58

05
Abr 12

Nuno Crato pede maior civilidade nas praxes

O ministro da Educação, Nuno Crato, considerou hoje lamentáveis os incidentes nas praxes de Coimbra, defendendo que estes comportamentos há muito deveriam ter sido ultrapassados e aconselhando maior civilidade aos estudantes que recebem os caloiros.
Questionado sobre a necessidade de regulação, o ministro disse que esta existe: "Tal como quando vamos na rua temos o direito de não sermos humilhados, também nas escolas existe o mesmo tipo de regulação".
De acordo com Nuno Crato, é preciso "uma cultura diferente" e "uma maior intervenção da parte de todos" para não se repetirem atos violentos nas praxes.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2402982

publicado por contracorrente às 00:11

01
Abr 12

Docentes de Letras fazem petição para interditar praxe académica indigna em Coimbra
01.04.2012 - 19:20 Por PÚBLICO, Lusa

Um grupo de docentes da Faculdade de Letras de Coimbra pôs, neste domingo, a circular entre os colegas um abaixo-assinado a solicitar aos órgãos da universidade a interdição de certas formas de praxe académica que consideram indignas.
Catarina Martins, uma das promotoras do abaixo-assinado, disse à Lusa que tais práticas, dentro e fora das instalações da faculdade, põem em causa a imagem da instituição, e são atentatórias “ao que deve ser a universidade e a sua função”, de educação para a cidadania, promoção dos direitos individuais, do saber e do sentido crítico.
Afirma que os docentes promotores do documento entendem que “não podem continuar a ficar passivos face à passividade dos órgãos responsáveis”.
Invasões de aulas por grupos de alunos de outras faculdades, cânticos obscenos envolvendo o nome de docentes e “coacção violenta a alunos”, gravadas em vídeo de forma ilegal, são alguns dos comportamentos que identifica e censura.

 

http://publico.pt/Sociedade/docentes-de-letras-fazem-peticao-para-interditar-praxe-academica-indigna-em-coimbra-1540325

publicado por contracorrente às 21:57
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31
Mar 12

Estamos quase em Abril e o ritual das praxes não dá tréguas.

Cabe perguntar, quando começará o ano lectivo?

Esta semana no Largo Camões em Lisboa:

Praxes no Largo Camões
publicado por contracorrente às 23:19
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Violência
Praxe suspensa em Coimbra após agressões a duas alunas
31.03.2012 - 17:51 Por PÚBLICO

As duas “caloiras” do curso de Psicologia foram esbofeteadas e cabeceadas por um aluno mais velho, que conduzia uma praxe na madrugada de quinta-feira da semana passada, escreve o Jornal de Notícias. Segundo as testemunhas anónimas citadas pelo diário, as alunas recusaram-se a participar, devido à hora avançada, o que não foi aceite. De seguida, o colega tê-las-á obrigado a assinar um documento que as impediria de participar em futuras actividades académicas.

A violência usada pelo aluno mais velho levou as duas “caloiras” ao hospital, para receber cuidados médicos, e depois à apresentação de uma queixa formal na polícia contra o agressor. As jovens, que foram ainda examinadas no Instituto de Medicina Legal, pretendem levar o caso a tribunal.

http://publico.pt/Sociedade/atitudes-desviantes-conduzem-a-suspensao-da-praxe-academica-em-coimbra-1540221#Comentarios

 
Praxe suspensa em Coimbra devido à agressão violenta a duas alunas

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Educacao/Interior.aspx?content_id=2395540&page=-1

publicado por contracorrente às 23:06

09
Mar 12

Agradecemos esta referência.

Um exercício de cidadania que, para nós, é obvio.

 

Éste fin de semana hemos descubierto que no sólo en España hay novatadas, tambien descubrimos que no sólo nosotros luchamos contra ellas:
En Portugal las novatadas se llaman "praxe" y no están prohibidas ni condenadas. Anti-Praxe lucha contra ellas al igual que lo hacemos nosotros.

 

http://noalasnovatadas.blogspot.com/search/label/novatadas%20portugal%20francia%20agresiones%20animaladas%20rito%20de%20iniciacion%20bautizo%20humillaciones%20delitos

 

publicado por contracorrente às 00:47

05
Fev 12

Destaque para uma interessante reportagem de Mariana Correia Pinto, no site P3 do Público.

A quem agradecemos o contacto. Para ver a reportagem basta seguir o link.

 

> From: Mariana.Pinto@publico.pt
> To: amilcarla@hotmail.com
> Date: Mon, 30 Jan 2012 15:23:46 +0000
> Subject: reportagem P3/ PÚBLICO
> Boa tarde,
> Sou jornalista do P3, o novo site do PÚBLICO, e temos hoje um trabalho sobre o documentário do Bruno Moraes Cabral, o Praxis.
http://p3.publico.pt/cultura/filmes/2098/praxe-o-desejo-de-obedecer-hoje-para-comandar-amanha
> Estou a recolher algumas reacções a este documentário - e sobre a praxe em geral - e gostava de falar convosco. Têm algum contacto para onde possa ligar durante a tarde de hoje?
> Melhores cumprimentos,
> Mariana Correia Pinto

publicado por contracorrente às 20:30

03
Fev 12

"Bem vindo à Escola dos Líderes"
Por Manuel Loff

Como é possível que milhares de jovens que entram anualmente no ensino superior, se sujeitem a semelhante humilhação?

Há dias participei no Porto num debate sobre o documentário Praxis que o realizador Bruno Cabral dedicou à observação da chamada "praxe académica", e que foi projetado por proposta da Associação Milímetro. O filme ganhou o prémio do DocLisboa para a melhor curta-metragem nacional, não está em circuito comercial, e foi apresentado apenas em debates, em universidades ou fora delas, e na própria Assembleia da República.

Aquilo a que se tem chamado "praxe" é essa série de práticas mais ou menos ritualizadas de que são alvo (para não dizer diretamente "vítima") os estudantes recém-entrados nas escolas de ensino superior, antes mais ou menos restritas a Coimbra, mas que hoje, 30-40 anos passados sobre o seu desaparecimento, em plena contestação da ditadura e durante o processo revolucionário, se generalizaram a um conjunto de escolas e de cidades incomparavelmente mais diverso do que no passado.

A filosofia do documentário (de que Carlos Isaac é diretor de fotografia) é mesmo a de mostrar, cruamente, com o cuidado de não recorrer a qualquer discurso interpretativo. O que nos permite, aliás, obriga, a tomar partido. A câmara mostra-nos práticas de gosto completamente duvidoso (obrigar estudantes a comer alho até ao vómito, para conseguir, na linguagem dos "veteranos" que organizam e supervisionam a cena, a sua "desparasitação"; despejar garrafões de vinho sobre estudantes seminus; enfarinhá-los; vendá-los; obrigá-los a demonstrar a sua maturidade através da ingestão de álcool; ...) que estão muito longe de nos surpreenderem. O mais revoltante, contudo, é toda a representação de um ambiente de caserna que transforma uma experiência tão entusiasmante quanto deveria ser a dos primeiros meses de entrada na universidade numa simulação reles de uma recruta de tropa especial, integrando o pior, o mais violento, o mais indignante, da cultura militar. Grita-se permanentemente ao "caloiro" que ele não pode "olhar nos olhos dos veteranos"; reúnem-se centenas de estudantes num "juramento de praxe" no qual se exige aos "caloiros" declarações solenes de obediência a outros estudantes que, um/dois anos mais velhos, se tanto, por terem passado pelas mesmas experiências humilhantes, pensam ter ganho o direito de as infligir a outros recém-chegados. Entoam-se refrões com que se pretende sublinhar a "superioridade" de uma determinada escola/curso, que podem chegar a impronunciáveis grosserias que, permitam-me, fazem rimar a sigla ISCTE com órgãos sexuais masculinos sempre em pé...

Sucedem-se exercícios a que se obriga os recém-entrados, repetidos até à náusea, numa auto-humilhação que os torna terrivelmente constrangedores, quase todos centrados numa paródia psicótica da sexualidade: forçam-se estudantes a repetir, um a um, perante os seus colegas, em cima de uma mesa, quadras grosseiras sobre o seu pretenso gosto em práticas homossexuais; simulam-se em público, perante centenas de colegas, atos sexuais, enquanto os "caloiros" verbalizam expressões de prazer que lhes são impostas; num caso, um "caloiro" deve esfregar terra e bosta húmidas no cabelo de uma colega sua e simular que a penetra analmente...

O filme deixa-nos incrédulos. Como é possível que milhares de jovens que entram anualmente no ensino superior, se sujeitem a semelhante humilhação psicológica, afetiva, física?! E como é possível que banais estudantes universitários (que não são propriamente membros de seitas neonazis ou de claques de futebol) a pratiquem, em Portugal, no séc. XXI? É um jogo, dizem-me, uma "brincadeira". Na qual, para espanto meu (ou talvez não...), não há um sorriso, uma gargalhada da parte das vítimas/protagonistas deste disparate todo, o que é parte intrínseca do ritual! Grita-se, insulta-se, suja-se, magoa-se... Um teatro da provação, da submissão do dominado a quem se exige que a aceite, e da tortura sádica da parte do que representa o papel do dominador. Digam-nos o que disserem, é inaceitável não se perceber as consequências psicológicas e morais de semelhantes rituais.

A grande maioria destes rituais foram filmados (e são realizados) dentro das faculdades, ou no perímetro imediatamente exterior, o que incumpre abertamente a lei. Não há como evitar perceber que eles se fazem. Desolador é ver, por exemplo, um padre que fala a "caloiros", sentados no chão, vestidos de forma absurda e vigiados pelos "veteranos", de pé. O sacerdote repete-lhes que "praxe tem uma dimensão de integração" (tese atrás da qual se protege quem a organiza) e perora sobre a distinção entre a "verdadeira" e a "falsa alegria" naquela que se designa a "bênção ao caloiro"...

Rituais de iniciação a que se submeteram, e submetem, aprendizes e todo o tipo de recém-chegados a profissões, ciclos de estudo e de formação militar ou outra, existiram ao longo dos tempos e dispersos por modelos de sociedade muito diversos. Tal não as faz mais aceitáveis. Sempre produziram violência, física e psicológica, ferimentos, mortes. Nas universidades, são erroneamente descritas como produto de uma pretensa "tradição académica" que não passa de uma adaptação a cada momento histórico da aplicação prática de valores e princípios mais ou menos dominantes em determinada comunidade. É arrepiante perceber que aqui esses valores são os da legitimidade e bondade de uma humilhação que permite à vítima poder sentir-se parte do grupo, da confusão entre "integração" e "submissão" a uma autoridade absurda. De uma "praxe incutidora de valores", que "nos ajuda nesta grande escola de vida que é a Universidade", fala uma caloira, que agradece, de joelhos e autodescrevendo-se como "reles bicho", aquilo por que a tinham feito passar.

Num átrio em que se realizam algumas destas práticas, em letras garrafais, alguém escreveu: "Bem vindo à Escola dos Líderes". É o ISCTE. Por acaso. Podia ser qualquer outra...

 

http://jornal.publico.pt/noticia/02-02-2012/bem-vindo-a-escola-dos-lideres-23904084.htm

publicado por contracorrente às 00:57

24
Nov 11

Exmos. Senhores,


No próximo dia 28 de Novembro, às 18h30, irá realizar-se a apresentação do documentário PRAXIS, de Bruno Cabral, seguido de um debate, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa.

 

As praxes universitárias, assentes em antigas tradições e obedecendo a uma hierarquia estruturada, ganharam uma nova vitalidade na última década. De Norte a Sul de Portugal, os novos estudantes sujeitam-se a rituais de iniciação ao ingressarem nas faculdades. Jogos de poder e diversas formas de humilhação organizadas pelos mais velhos, são uma etapa obrigatória para quem quer ser aceite na comunidade.

 

Esta sessão, de entrada livre, para além da apresentação do documentário Praxis pretende reavivar a discussão e promover um debate saudável sobre as praxes o seu significado e importância para o universo académico.

 

Assim, e ainda no âmbito das Comemorações dos 100 Anos da Universidade, gostaríamos de os convidar a estar presente na Sessão.

 

Por defenderem uma causa e esta sessão ir ao encontro da divulgação e desenvolvimento que pretendem, gostaríamos, se acharem por bem, que nos auxiliassem na divulgação, para que esta sessão chegue ao maior número de pessoas interessadas possível. Desta forma, envio texto de divulgação, bem como link para o evento no facebook e trailer. Envio também em anexo o cartaz e folha de sala do documentário.

 

Se surgir alguma questão estarei disponível para o seu esclarecimento.

 

Esperando que possam aceder ao nosso pedido e agradecendo desde já toda a atenção, despeço-me com os meus melhores cumprimentos,

 

 

Marta Azevedo                                 

____________________

ULis2011

Reitoria da Universidade de Lisboa

Alameda da Universidade

Campo Grande

1649-004 Lisboa

Tel.: +351 210 113 424

E-mail: mazevedo@reitoria.ul.pt

Site: www.centenario.ul.pt

publicado por contracorrente às 23:13

14
Nov 11

Com a devida vénia ao autor, por se tratar de uma opinião em jornal público, divulgamos:

 

A praxe e o sistema

Nos meus tempos académicos, a praxe era uma coisa algo tímida a renascer com alguma tensão da proscrição a que tinha sido votada nos calores dos anos 70. Recordo uma recepção ao caloiro com aulas forjadas e uns carimbos na testa e recordo os desfiles da Queima. Usar traje académico não seria directamente equivalente a ser betinho, mas quase. Não sei comparar se a alegria era mais genuína ou menos do que agora, mais regada ou não, mas de uma coisa tenho a certeza: das regras académicas, a grande maioria conhecia apenas a cor dos cursos e as insígnias do ano.

Uma geração depois, ao ouvir falar do "sistema" da praxe e das "tradições" académicas, fico siderado com tão pomposa e fútil complexidade. Deixando de lado os casos óbvios de abuso e de desrespeito básico, inquestionavelmente condenáveis, se a chamada recepção ao caloiro tem apenas o objectivo, são, de receber e integrar, não necessitaria de tão tortuosa "regulamentação".

Um caloiro, para ser integrado (e respeitado?), tem que aprender uma legislação complexa, por vezes a tocar o delirante, e respeitar/prestar vassalagem a uma organização sem mérito subjacente. Se eu fosse hoje caloiro, gostaria de dispensar essas obrigações e poder mandar directamente àquela parte os "doutores" que me coagissem a entrar em brincadeiras que não aprecio. Poderia fazê-lo sem riscos agravados?

Um sistema são é aquele em que a autoridade e a liderança são baseadas no mérito, não se podendo considerar meritório passar muitos anos sem concluir um curso, é um sistema de afirmação pessoal individual sem a sorte ou o azar dos padrinhos de circunstância e em que as regras e as leis têm um objectivo construtivo que as justifica e não são arbitrárias, gratuitas e inconsequentes.

O sistema da praxe e respectivo "poder" não são legítimos nem saudáveis numa sociedade em que os valores de base devem ser clareza, justiça, respeito, iniciativa e mérito. Em grande parte, são até mesmo o oposto do que a universidade deve incutir.

Carlos J. F. Sampaio, Esposende

Jornal PÚblico, 14.Nov.2011

publicado por contracorrente às 23:05

30
Out 11

O Tribunal de Famalicão condenou a Universidade Lusíada a pagar 91.350 euros de indemnização, por danos morais, à mãe de Diogo Macedo, estudante do 4.º ano de Arquitectura que morreu em Outubro de 2001 depois de ter sido submetido a uma praxe nas instalações da universidade, em Famalicão.

[...] O juiz vai mais longe: «Estando nós perante uma academia (...) que ministra cursos de Direito há vários anos, tendo por isso a obrigação de estar mais ciente de todos os direitos, valores e normativos que foram postos em causa, mais se torna premente considerar que esse dever (...) deveria estar mais presente nas mentes dos responsáveis».

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=31916

publicado por contracorrente às 06:44

ESPANHA/ESPAÑA: http://noalasnovatadas.blogspot.com

No Más Novatadas: Todos contra las novatadas. Blog que nace con la intención de erradicar por completo éste tipo de prácticas que sólo están causando daño a los jóvenes.

 

FRANÇA/FRANCE: http://contrelebizutage.fr/

Comité National Contre le Bizutage: Le bizutage est un délit puni par la loi.

publicado por contracorrente às 06:08

"Éstos son algunos de los videos de novatadas que actualmente ocurren en España (queremos recalcar que lo que se ve en los videos no ocurre en todas las residencias o universidades, sólo en algunas de ellas, no queremos asustar a futuros estudiantes ni mucho menos)"

 

http://noalasnovatadas.blogspot.com/2011/10/videos-de-novatadas.html

publicado por contracorrente às 06:04

18
Out 11

Novatadas universitarias salvajes

Dos colaboradoras se infiltran en estas supuestas bromas de integración

Los novatos son vejados, humillados y golpeados por los veteranos.

 

Reportagem Canal Cuatro (6 min.), 18/10/2011

 

http://www.cuatro.com/diario-de/programas/temporada-2/programa-2/Novatadas-universitarias-salvajes_3_1487881245.html


publicado por contracorrente às 13:47

09
Out 11

Tres estudiantes, heridos en los ojos por una novatada en Santiago
A los jóvenes les arrojaron detergente en la cara durante una fiesta

Dos de los chicos tuvieron que ser operados para evitar daños irreversibles

El Código Penal las contempla como un delito contra la integridad moral. Pueden llegar a considerarse tortura. Sin embargo, esto no evita que las novatadas, la terrible costumbre de recibir a los nuevos de los colegios mayores con mofas, pruebas y juergas de todo tipo, estén aún arraigadas. Esta semana, esta práctica ilegal alcanzó un extremo intolerable y peligroso en Santiago de Compostela. La madrugada del jueves, tres estudiantes recién instalados en el Colexio Maior San Agustín, una residencia privada del casco histórico de la ciudad, fueron atendidos en el Complexo Hospitalario Universitario de Santiago por lesiones en los ojos causadas por el contacto con un detergente muy tóxico que alguien les arrojó en plena calle en una novatada.

http://www.elpais.com/articulo/sociedad/estudiantes/heridos/ojos/novatada/Santiago/elpepisoc/20111009elpepisoc_4/Tes

 

Universidad «La novatada que sufrió mi hijo refleja una sociedad enferma»

El lucense al que quemaron los ojos en Santiago denunció los hechos

http://www.lavozdegalicia.es/galicia/2011/10/14/0003_201110G14P12991.htm


Todas las universidades han prohibido esas prácticas medievales en sus recintos. Residencias y colegios privados también lo recogen en sus normativas. Sin embargo, muchos hacen la vista gorda y evitan tomar medidas contra quienes humillan y agreden a sus semejantes cada inicio de curso. [...] Madrid disputa el primer puesto en el 'ranking' de las novatadas más salvajes, junto a Zaragoza, Sevilla, Valladolid o Salamanca.

 

Loreto González-Dopeso presidenta de la asociación "No Más Novatadas", creada esta esta semana en La Coruña:

"Este asunto se nos está yendo de las manos, hay mucho sufrimiento soterrado, hasta torturas. [Tenemos el deber de] acabar de una vez por todas con el estatus de los veteranos, que se adueñan de la voluntad de los novatos. [...] No puedo entender cómo otros padres y los propios estudiantes no se atreven a denunciar prácticas tan vejatorias".

Pedro Aceña, responsable del Archivo de la Universidad de La Rioja, que hace tiempo milita contra las novatadas:

"No me parece gracioso someterles a estupideces tales como pintarles, pringrales con huevos, harina y tomate o llevarles atados de pies unos con otros".

Correo electronico de la Asociación: nomasnovatadas[arroba]hotmail.es

 

http://ocio.elnortedecastilla.es/tendencias/perrerias-sin-control-08102011.html  [Sábado 08.10.2011]

publicado por contracorrente às 17:51

25
Abr 11

Recordando Zeca:

"O estudante em Coimbra era uma espécie de Príncipe Encantado. Ao que usasse capa e batina eram permitidas atitudes que o não eram aos normais cidadãos".

(Citação livre. 25 de Abril de 2011)

publicado por contracorrente às 09:17

30
Mar 11

"Tipos vestidos de gafanhoto ou padres do séc. XVIII".

Pacheco Pereira referindo-se aos representantes da AAC no Fórum Prós e Contras

publicado por contracorrente às 09:28

12
Jan 11

Praxe e Tropa são muitas vezes sinónimos.

Mas aqui destaca-se a rapidez da acção contra actos menos próprios.


Praxe na Academia Militar força internamento de aluna
Exército instaurou processo disciplinar aos alunos responsáveis por caso que "considera grave".
Uma aluna do primeiro ano da Academia Militar (AM) do Exército teve de ser internada na semana passada devido à violência de uma praxe nas instalações da escola na Amadora.
"Foram identificados os responsáveis pela ocorrência, que o Comando do Exército considera grave, tendo sido de imediato instaurado um processo disciplinar contra os mesmos no âmbito do regulamento disciplinar da AM, cuja pena pode ir até à expulsão", confirmou ao DN o porta-voz do ramo.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1754608


14
Nov 10

"Hey por bem e mando que todo e qualquer estudante que por obra ou palavra ofender a outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos.", D. João V

 

Um texto bem escrito, bem ilustrado:

 

http://mafiadacova.blogspot.com/2010/10/retratos-por-joao-mineiro-porque-e-que.html

 

de João Nuno Mineiro

publicado por contracorrente às 05:26

30
Out 10

Bullying pode dar prisão se o agressor tiver mais de 16 anos

29.10.2010

 

Um aluno com mais de 16 anos que cometa um acto tipificado como bullying poderá ser condenado a uma pena de prisão até cinco anos. Se dos actos praticados resultar a morte da vítima, a pena "poderá ser agravada entre três e dez anos", segundo a proposta de criminalização da violência escolar, aprovada ontem na generalidade em Conselho de Ministros (CM).

 

O documento, que vai agora ser discutido entre os parceiros sociais, antes de ser submetido à Assembleia da República, abrange "os maus tratos físicos ou psíquicos, incluindo castigos corporais, privações da liberdade e ofensas sexuais a qualquer membro da comunidade escolar a que também pertença o agressor".

 

A tipificação da violência escolar como crime público (deixando de exigir queixa para ser investigado) foi suscitada pelo procurador-geral da República, Pinto Monteiro, em Março.

 

http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/bullying-pode-dar-prisao-se-o-agressor-tiver-mais-de-16-anos_1463395

publicado por contracorrente às 22:00

07
Out 10

... retratados neste folheto que circula pela cidade de Bragança.

 

Fica claro o que são as actividades superiores de recepção e integração dos novos alunos e do que representa a praxe.

Bem como dos que lucram com elas.

Folheto Discoteca Mercado Bragança

publicado por contracorrente às 21:01
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16
Set 10

A resposta à mediocridade com humor. É muito giro! http://www.youtube.com/watch?v=SyK_zF-oMzU

(autor: azeitevinagre)

publicado por contracorrente às 20:17
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14
Set 10

Repetimos o citado em anterior post: "... nas instituições ensino superior que se verificam os casos mais flagrantes e generalizados de bullying em todos os sistemas de ensino em Portugal. Chamamos-lhes, pomposamente, praxes académicas".


 

Três psicólogos de diferentes instituições nacionais concluíram que há muito poucos casos de bullying, ou seja, de comportamentos agressivos sobre jovens específicos, nas escolas portuguesas, num estudo que é hoje apresentado sob forma de livro em Oeiras.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=61&id_news=468866

 

 

No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying

publicado por contracorrente às 21:02

15
Mai 10

Abjecta praxe!

 

Recordando outros tempos e outras lutas.

E lembrando, hoje 15 de Maio, o Dia Nacional do Objector de Consciência.

Breve notícia, entrevista de 4 min. c/ Presid. da ALOOC.

Ver aqui: RTP .

A Associação Livre dos Objectores e Objectoras de Consciência (ALOOC)

http://aloc.no.sapo.pt/home.htm (ver no IExplorer)

Promove uma Cultura de Não-Violência, onde a Educação para a Paz se manifesta como um instrumento privilegiado de introdução da Tolerância, Respeito mútuo e Compreensão de diferentes realidades, para a construção de um novo paradigma de convivência entre todos os habitantes do nosso planeta.

publicado por contracorrente às 22:08

19
Abr 10

Praxe é bullying, claramente.

 

"É curioso tratar este assunto numa instituição do ensino superior como se não fosse nas instituições ensino superior que se verificassem os casos mais flagrantes e generalizados de bullying em todos os sistemas de ensino em Portugal. Chamamos-lhes, pomposamente, praxes académicas".

(Comentário identificado)


 

http://www.bcd.pt/

[...] docente na Universidade do Minho, demonstra que uma em cada três crianças do distrito de Bragança já foi vítima de violência por parte de colegas na escola. Os rapazes são mais vítimas e agressores e muitas das agressões ocorrem no caminho entre a casa e a escola, são algumas das conclusões tiradas do debate subordinado à temática do Bullying, organizado pela Juventude Socialista de Bragança e que teve lugar na Escola de Tecnologia e Gestão do IPB no Sábado.

 

http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=3772&Itemid=43

“É verdade. São medidas de prevenção, falar com os pais, transmitir o que é o bullying, o que devem fazer cada vez que há uma agressão, como apresentar queixa, [...]"

publicado por contracorrente às 22:22
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26
Fev 10

re-Citamos (sem comentários!):

"as praxes fossem dignas, elevadas e imaginativas"

Mascarenhas Ferreira, reitor da UTAD

 

E elogiamos uma Real medida:

"1727 foi o ano do reinado de D. João V em que a morte de um aluno na Universidade de Coimbra levou à proibição de qualquer praxamento dos caloiros".

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Chaves: Estudantes do pólo flaviense da UTAD exigem fim dos castigos

Alunos obrigados a praxe violenta

É mais um caso de alegado exagero nas praxes académicas. Desta vez, no pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Um grupo de alunos do primeiro ano queixa-se de estar a ser vítima, desde o início de ano lectivo, de séries intermináveis de praxes académicas, sob ameaça de que, caso não se sujeitem aos castigos, não poderão trajar na semana académica.

"Primeiro foi a semana de recepção ao caloiro, depois veio o julgamento e o baptismo, momento a partir do qual as praxes deixaram de ser todos os dias e passaram a ser apenas à quarta-feira. Houve mais uma semana de praxe antes do semestre acabar e agora decorre [termina hoje] a semana do regresso", dizem os queixosos, sublinhando que, nos últimos dias, têm sido "obrigados a beber copos pelos bares da cidade, até altas horas da madrugada".

"Tivemos os exageros do julgamento, em que os caloiros eram colocados num local com pedaços de carne crua e ossos e, depois, completamente banhados com molhos gordurosos. Agora é essa violência de nos obrigarem a andar de bar em bar até às quatro, cinco e seis da manhã", acrescentam.

Os caloiros dizem que esta situação se verifica apenas no pólo de Chaves e não em Vila Real, onde se encontra sediada a universidade, "provavelmente porque lá o controlo das praxes é mais apertado".

Em declarações ao CM, João Pedro, responsável pela praxe, nega "peremptoriamente" as acusações, referindo que "ninguém é obrigado a participar nas idas aos bares" e que as mesmas "só acontecem entre as 22h00 e a meia--noite". E acrescenta que "essas acusações não são verdadeiras".

Mascarenhas Ferreira, reitor da UTAD, disse ao CM que não tem conhecimento de violência ou outros exageros nas praxes, lembrando que deu instruções claras para que "as praxes fossem dignas, elevadas e imaginativas". "Dizem-me que as orientações têm sido respeitadas, mas vou averiguar e se houver infracções os autores serão castigados", explicou.

OS QUE NÃO FOREM À PRAXE NÃO PODERÃO TRAJAR

Esta é a ameaça do ‘Conselho de Veteranos’: Os que não foram à praxe não poderão trajar. Ora, a Semana Académica é de 27 de Abril a 3 de Maio e os caloiros, que se querem apresentar trajados, "porque um universitário sem traje é como se o não fosse", sujeitam-se às exigências dos "doutores". O reitor da UTAD garante que, "no interior dos recintos da universidade, não há praxes sem a devida elevação", mas admite que "não é possível controlar os comportamentos dos alunos lá fora". O pólo de Chaves da UTAD tem 54 alunos no primeiro ano.

‘DURA PRAXIS, ...

... Sed Praxis’, ou seja ‘A praxe é dura, mas é praxe’ aproveita o mote latino do direito romano ‘Dura Lex, Sed Lex’ e reflecte a ideia antiga e profunda que o ‘foro académico’ é diferente da ‘lei civil’. Este é o princípio das praxes.

1727 foi o ano do reinado de D. João V em que a morte de um aluno na Universidade de Coimbra levou à proibição de qualquer praxamento dos caloiros.

 

Correio da Manhã, 26 Fevereiro 2010

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=BDA97EDF-B24D-4B29-B60A-2B49A74A5483&channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E

 

publicado por contracorrente às 19:33

13
Fev 10
Cinco anos de prisão para veterano que violou "caloira"

Crime no Enterro da Gata de 2008

 

Por Samuel Silva

Um colectivo de juízes do Tribunal de Braga condenou, anteontem, um antigo estudante da Universidade do Minho a cinco anos de prisão efectiva, dando como provada a violação de uma colega mais nova durante as festas académicas de 2008. O autor do crime era um veterano da licenciatura em Engenharia Biomédica, que abusou de uma "caloira" do mesmo curso durante o Enterro da Gata.

A vítima, então com 18 anos, foi agredida e violada pelo colega de curso, que na altura tinha 25 anos. O crime aconteceu de madrugada, dentro do recinto de concertos dos festejos académicos do Minho, na zona envolvente ao estádio municipal de Braga.

A moldura penal prevista para o crime de violação varia entre de três a dez anos de prisão. A sentença do Tribunal de Braga condena o jovem a uma pena efectiva de cinco anos de cadeia, que é ainda acrescida da obrigatoriedade de indemnizar a vítima em 35 mil euros por danos morais e patrimoniais. A não apresentação de sinais de arrependimento durante o julgamento e a conduta fria nas quatro sessões de audiência pesaram na decisão do colectivo de três juízes que julgou o caso.

A decisão foi recebida com agrado pela vítima. O advogado da jovem, Paulo Ferronho, considera que se "fez justiça". "Trata-se de um crime grave em que não foi dada a hipótese de pena suspensa, algo que deixou a minha cliente satisfeita", diz o jurista, esperando que desta forma a vítima possa ultrapassar o trauma causado pela violação.

A estudante acabou por desistir do curso em Braga, tendo pedido transferência de universidade, por se recusar a voltar à cidade face aos danos psicológicos sofridos. A decisão do colectivo de juízes está a ser analisada pelo representante do ex-estudante condenado, Rui Martins, que não decidiu ainda se haverá ou não recurso da sentença.

http://jornal.publico.clix.pt/noticia/13-02-2010/cinco-anos--de-prisao-para-veterano-que-violou-caloira-18790641.htm

 

publicado por contracorrente às 11:34

10
Dez 09

Há algo de novo e exclusivo, de Portalegre, nesta notícia?

Obviamente que não. Conhecemos bem estes factos e este nome "Tribunal de Praxe".

E sabemos as cumplicidades, muitas vezes por omissão, que se tecem à volta da realização destes actos. Só uma pressão mediática poderá produzir resultados a este inquérito interno. Estaremos atentos, portanto.

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Alunos da Escola Superior de Portalegre queixam-se das praxes

 

10.12.2009 - 11:24 Por Lusa

 

A Escola Superior de Educação de Portalegre (ESEP) vai abrir um processo de averiguações para identificar os alegados autores de praxes violentas a um grupo de alunos, revelou hoje à agência Lusa fonte do estabelecimento de ensino.

De acordo com o presidente do conselho directivo da ESEP, Albano Silva, a escola vai desencadear um “inquérito interno”, que promete ser “breve”, para apurar a veracidade da situação e “responsabilizar” os presumíveis infractores. Entre as várias denúncias apresentadas ao concelho directivo daquele estabelecimento de ensino, afecto ao Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), os alunos relatam que foram vítimas de “agressões físicas, apalpões e ofensas” durante o último Tribunal de Praxe. As denúncias do grupo de alunos, que entrou na segunda fase de candidaturas ao ensino superior, recaem sobre alegados elementos da Comissão de Praxe, nomeadamente sobre um conjunto de jovens que agiram encapuzados (denominados como carrascos). “Vamos inquirir para tentar chegar, rapidamente, à veracidade dos factos”, limitou-se a adiantar Albano Silva.

http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/alunos-da-escola-superior-de-portalegre-queixamse-das-praxes_1413288

publicado por contracorrente às 22:06

11
Nov 09
"Basta pum basta!!!
Morra o Dantas, morra! Pim!"
 
in Manifesto Anti-Dantas, Almada Negreiros
 
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Depois das recomendações do Ministério do Ensino Superior Politécnico de Viseu proíbe praxes nas suas instalações

11.11.2009 - 09:36 Por Lusa

 

O presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), Fernando Sebastião, proibiu as praxes académicas nos edifícios e espaços envolventes das escolas da instituição para não “dar facilidades” aos alunos para cumprirem esta tradição. A decisão, que consta num despacho de 30 de Outubro, prendeu-se “com as recomendações do ministro [da Ciência, da Tecnologia e do Ensino Superior) e com o impacto negativo para a imagem do instituto” que tiveram notícias recentes sobre a existência de alegados “negócios lucrativos” de membros do Conselho de Viriato com os bares para onde levam os caloiros, justificou Fernando Sebastião. “O ministro recomendou que não fossem dadas facilidades relativamente às actividades de praxe e avisou que, se houver denúncia de humilhação dos alunos, comunicará ao Ministério Público. Ora, se permitirmos as actividades, estamos a facilitá-las”, considerou, aludindo à mensagem enviada por Mariano Gago aos responsáveis máximos das universidades públicas e privadas e dos politécnicos. Fernando Sebastião admitiu que, na sua decisão, pesou a denúncia anónima que apontou o dedo a elementos do Conselho de Viriato (nomeadamente à sua presidente), que estariam a lucrar à conta dos caloiros e que levou mesmo a Associação Académica a suspender a praxe. “A única medida que eu podia tomar era não autorizar as actividades de praxe”, frisou. No que respeita a este assunto, contou que o ministro lhe enviou “cópias de recortes das notícias de jornais” e “mostrou preocupação pela situação”. “Acho que depois de tudo isto os dirigentes associativos estão preocupados com a situação e não querem abusos, nem que a academia esteja na praça pública por maus motivos”, considerou, contando que houve quem não tivesse gostado da sua decisão e quem achasse que “já devia ter sido tomada há mais tempo”. O presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Viseu, Rafael Guimarães, escusou-se a dizer se concorda ou não com o despacho de Fernando Sebastião. “Já havia algumas escolas que proibiam a prática de praxe, nomeadamente a Superior de Tecnologia e a de Tecnologia e Gestão de Lamego. Foi uma questão de estender isso às restantes escolas do Politécnico”, disse apenas, disposto a dar o assunto das praxes por encerrado.

 

http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/politecnico-de-viseu-proibe-praxes-nas-suas-instalacoes_1409334

 

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De acordo com o Blog do M.A.T.A. esta posição tinha também já sido assumida em comunicado pelo Director da FEUP, Carlos A. Veiga da Costa.

 

Despacho n.º 3/2009 No quadro das instruções recebidas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior relacionadas com as praxes académicas, do despacho do Senhor Reitor da Universidade, a Direcção da FEUP lançou um aviso a toda a comunidade académica, sublinhando a obrigatoriedade de todos os estudantes envolvidos nas praxes observarem as condições que garantissem o desenrolar normal e sereno dessas actividades. Tendo-se verificado, ainda assim, o não cumprimento integral do referido aviso, determino a cessação imediata de toda e qualquer actividade no âmbito das praxes académicas dentro das instalações da FEUP.

 

Porto e FEUP, 30 de Outubro de 2009

 

http://blogdomata.blogspot.com/2009/11/apesar-de-nao-considerarmos-ser-melhor.html

 

publicado por contracorrente às 18:20

04
Nov 09

"Os eunucos devoram-se a si mesmos / Não mudam de uniforme, são venais / E quando os mais são feitos em torresmos / Defendem os tiranos contra os pais /Em tudo são verdugos mais ou menos / No jardim dos haréns os principais / E quando os mais são feitos em torresmos / Não matam os tiranos pedem mais [...]"

 

 

 

publicado por contracorrente às 02:25

01
Nov 09

Estas fotos são muito elucidativas do manifesto acto superior de integração.
Um dia, quando estas práticas se extinguirem (?), ainda lhes erguerão estátuas ou serão medalhados por tão ilustre filantropismo. Bem hajam por manter esses magníficos rituais, dignos de um roteiro turístico. Talvez alguma agência de viagens os possa vir a integrar em futura promoção do folclore de Portugal.

 

http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/veteranos-de-coimbra-rejeitam-praxes-que-ultrapassem-os-limites_1407762

praxe_1b.jpg

 http://mutad.blogspot.com/2009/10/ministro-contra-praxes-fascistas-e.html

 Mais e pior, no Google:

http://images.google.pt/images?gbv=2&hl=pt-PT&q=praxes&sa=N&start=0&ndsp=18

 

Mais exemplos, dos superiores actos de integração. Dignos de roteiro turístico exclusivo...

<!--[if gte mso 9]> <w:Lsd

publicado por contracorrente às 20:47

O Conselho de Veteranos (CV) de Coimbra, que zela pela aplicação da praxe como meio de integrar os caloiros na academia, rejeita todas as práticas ilegais que “ultrapassem os limites”.

 

O dux veteranorum João Luís de Jesus, que presidente ao CV, disse à agência Lusa que este órgão rejeita “tudo o que ultrapasse o limite do bom-senso e da integridade física e psicológica” dos estudantes recém-chegados à Universidade de Coimbra (UC).
No entanto, segundo o dux, a praxe “não serve apenas para dar as boas-vindas aos caloiros” e proporcionar-lhes “uma boa integração” na comunidade universitária e na cidade.
“A praxe é uma mostra da evolução das tradições dos estudantes e da universidade”, visando também “manter um espírito muito próprio numa comunidade muito única”, refere.
Em 1957, face ao aumento acentuado do número de estudantes nas diferentes faculdades da UC - de escassos milhares antes da II Guerra Mundial para os actuais 22 mil -, as normas da praxe foram reunidas no Código da Praxe, sujeito depois a várias revisões, a última das quais em 2007.
“O código deve ser interpretado como uma orientação de como deve ser vivida a praxe”, salienta João Luís, que está a concluir o mestrado integrado de Engenharia Electrotécnica de Computadores.
Chefe dos universitários veteranos, João Luís realça que a actual praxe, em Coimbra, reflecte um conjunto de “tradições muito próprias”, a que se foi juntando “aquilo que os estudantes foram inventando em termos de brincadeiras” ao longo dos tempos.
“Tudo o que se possa imaginar em termos de relações interpessoais” na mais antiga universidade de Portugal e uma das mais antigas da Europa, adianta.
O dux veteranorum sublinha que a praxe serve ainda “para fazer perceber aos caloiros que estudam na Universidade de Coimbra, que tem uma mística, e não noutro sítio qualquer”.
“Aqui, felizmente, não existem casos extremos como noutros sítios”, congratula-se, explicando que em Coimbra as regras da praxe tiveram uma evolução e “não foram inventadas do nada”, o que contrasta com instituições de ensino superior de criação mais recente.
Eventuais práticas violentas dos doutores (alunos que têm pelo menos duas matrículas) sobre os caloiros “devem ser tratadas nos tribunais”, frisa.
“Isso não é praxe, é falta de juízo e de civismo das pessoas”, classifica.
Em 2008 e 2009, o Conselho de Veteranos não registou qualquer queixa devido à praxe.
Segundo o dux, nos anos anteriores, a maioria das queixas eram “relacionadas com má interpretação das regras” e foram sancionadas à luz do Código da Praxe.
“Nestes anos, na Universidade de Coimbra, não me recordo de queixas devido à praxe”, confirma o presidente da Associação Académica (AAC), Jorge Serrote.
Já as actividades de cariz solidário, que têm marcado algumas recepções aos caloiros, não são reconhecidas em Coimbra como praxe.

 

http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/veteranos-de-coimbra-rejeitam-praxes-que-ultrapassem-os-limites_1407762

publicado por contracorrente às 20:36

28
Out 09

Mariano Gago envia quatro queixas de praxe para PGR

Por Bárbara Wong

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior recebeu cinco queixas de praxes que alegadamente terão tido gravidade. Destas, quatro foram enviadas para a Procuradoria-Geral da República, informa o gabinete de imprensa do ministro. Sobre a quinta participação "foram pedidos mais elementos".

Há cerca de um mês, o ministro anunciou, numa carta enviada às instituições de ensino superior, que faria denúncia ao Ministério Público sempre que surgisse uma "notícia de práticas de ilícitos graves nas praxes". Na altura, o ministro avisava que poderia "responsabilizar civil e criminalmente" as escolas ou as associações académicas pelos excessos.

Este ano, a Universidade Lusíada foi condenada a pagar 90 mil euros à família de um jovem morto em 2001 na sequência de uma praxe, o Instituto Piaget foi condenado a pagar 36 mil euros a uma jovem vítima de praxe e seis ex-alunos da Escola Agrária de Santarém foram condenados por co-autoria de um crime de ofensas à integridade física qualificada.

http://jornal.publico.clix.pt/noticia/27-10-2009/mariano-gago-envia-quatro-queixas-de-praxe-para-pgr-18095622.htm

publicado por contracorrente às 21:11

26
Out 09

In vino veritas? Ou Ensino (POUCO) Superior?

 

 

Viseu pára praxe por suspeita de negócios com caloiros

26.10.2009 - 09:27 Por :, Sandra Ferreira

 

A Associação Académica de Viseu (AAV) cancelou todas as actividades de praxe até ao próximo dia 8 de Novembro por existirem suspeitas de que os caloiros estão a ser utilizados para negócios em bares da cidade. A decisão surge na sequência da denúncia que um grupo de estudantes fez, por e-mail, ao Instituto Politécnico de Viseu, segundo a qual o órgão responsável pela promoção e regulação da praxe, o Conselho de Viriato (CV), seria o beneficiário destes negócios.

 

Os estudantes alegam que, durante as tertúlias académicas ("um nome pomposo para designar osrallys das tascas"), os caloiros são obrigados a circular de bar em bar, bebendo até não poderem mais, sendo no final encaminhados para uma discoteca ou bar dançante, de onde o Conselho de Viriato retira supostos dividendos.

"Os caloiros não devem ser obrigados a sair de casa à noite, faltando às aulas de manhã, para que superiores da praxe [Conselho Viriato] ganhem dinheiro com isso", lê-se no e-mail. A mandatária de todo este esquema, apontam, é a líder do Conselho de Viriato, Ana Pinto, aluna do curso de Engenharia Civil e empregada num dos bares da zona do Politécnico.

A confirmarem-se as queixas, Fernando Sebastião, presidente do Instituto Politécnico de Viseu, diz que a situação é "inadmissível". Aquele responsável já se reuniu com a Associação Académica de Viseu e anunciou que, "para acabarem as suspeições", as actividades de praxe só serão retomadas em Novembro, quando começar a semana de recepção ao caloiro.

Porém, em conferência de imprensa, Rafael Guimarães, presidente da AAV, sublinhou, vezes sem conta, que acredita não haver quaisquer negócios de enriquecimento pessoal, entendendo que são "calúnias".

Ana Pinto, líder do CV, esclarece que as tertúlias são reuniões que servem para debater temas relacionados com a praxe e que se desenrolam em diversos bares "que patrocinam legalmente as tertúlias" e que o dinheiro é destinado a suportar as despesas com os festejos dos caloiros, explica. Garante também que ninguém é obrigado a consumir, muito menos bebidas alcoólicas.

O PÚBLICO contactou vários proprietários de bares que garantiram já ter pago 25 euros, sem recibo, para garantir a presença dos caloiros. Um deles contou que, no ano passado, lhe foi proposto pagar 50 euros, mas, como recusou, os caloiros não voltaram a entrar no bar.

O PÚBLICO teve acesso às chamadas folhas de pontuação, que o presidente da AAV afirma desconhecer, nas quais estão definidos os pontos que cada estudante ganha, de acordo com o tipo de bebidas que consome. Por exemplo, um fino (5 pontos) vale menos do que um shot(15 pontos). A maior valorização (100 pontos) é dada a quem beber de uma só vez mais de meio litro de cerveja.

 

http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/viseu-para-praxe-por-suspeita-de-negocios-com-caloiros_1406871

 

publicado por contracorrente às 18:26

21
Out 09

Até das instituições mais herméticas vem um sinal claro de não tolerância frente a abusos que a mais elementar legislação jurídica protege. Perante as evidências viram-se forçados a tomar medidas mais claras.

 

"O Ministério Público acusou oito alunos do Colégio Militar por seis crimes de maus tratos contra colegas mais novos, que aconteceram no interior daquela instituição de ensino. Os incidentes ocorreram no ano lectivo de 2006/07 e no princípio de 2008. Finalistas nesse ano lectivo, os alunos chegaram a ser punidos pelo Colégio, mas conseguiram evitar a expulsão".

 

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1396402&seccao=Sul

 

 

Os resultados da inspecção extraordinária ao funcionamento do Colégio Militar (CM) e do Instituto Militar dos Pupilos do Exército levaram o Governo a pedir medidas urgentes ao Exército, a entidade que tutela aquelas duas instituições de ensino. Diz o Ministério da Defesa que essas medidas são necessárias para salvaguardar, "a todo o momento", o bem-estar e a "integridade física dos jovens alunos confiados à guarda do Estado".

 

http://publico.pt/Sociedade/inspeccao-ao-colegio-militar-e-pupilos-do-exercito-leva-governo-a-exigir-medidas_1406116

publicado por contracorrente às 13:48

29
Set 09

As palavras são do ministro Mariano Gago, que vem relembrar anterior tomada de posição, em nota enviada aos Reitores e Presidentes dos IP's, responsabilizando-os criminalmente se necessário. Curiosamente estas notas de serviço não circulam dentro das instituições.  Estranho, não é? Tanta conivência com estas práticas, fascistas e boçais.

PÚBLICO

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1402779

 

Ministro avisa reitores para não pactuarem com práticas “fascistas e boçais”

28.09.2009 - 20h36 Lusa

O ministro da Ciência e Ensino Superior avisou hoje que não vai tolerar abusos nas praxes académicas, denunciando-os ao Ministério Público para responsabilizar quer os seus autores quer as direcções de instituições que permitam que aconteçam.

 

“Sempre que tenha notícia da prática de ilícitos nas praxes”, Mariano Gago ameaça dar “imediato conhecimento ao Ministério Público” e usar “os meios aptos a responsabilizar, civil e criminalmente, por acção ou omissão os órgãos próprios das instituições do ensino superior, as associações de estudantes e ainda quaisquer outras entidades que, podendo e devendo fazê-lo”, não tenham feito nada para as evitar.

 

Numa mensagem enviada aos responsáveis máximos das universidades públicas e privadas e politécnicos, o ministro frisa que “a tolerância de muitos tem-se tornado cúmplice de situações sempre inaceitáveis” com danos físicos e psicológicos. Mariano Gago repudia as “práticas de humilhação e de agressão física e psicológica” com carácter “fascista e boçal” infligidas aos caloiros no ensino superior, “identificadas ou desculpadas como ‘praxes’ académicas”.

 

Pela “extraordinária gravidade” de algumas destas práticas, impõe-se “uma atitude de responsabilidade colectiva” que “não permite qualquer tolerância” com “insuportáveis violações do Estado de Direito” no meio académico. “A degradação física e psicológica dos mais novos como rito de iniciação é uma afronta aos valores da própria educação e à razão de ser das instituições de ensino superior e deve ser eficazmente combatida por todos: estudantes, professores e, muito especialmente, pelos próprios responsáveis das instituições”, defende o governante.

 

Os responsáveis pelas instituições não devem disponibilizar, directa ou indirectamente, “recursos materiais ou outras facilidades” para a realização de praxes, mas “intervir de forma activa” junto dos novos estudantes, especialmente os deslocados, e dizer-lhes “com clareza” que podem recusar participar nas praxes sem recear perder direitos, recomenda Mariano Gago. Quanto às associações de estudantes, cabe-lhes promover “uma verdadeira integração na comunidade académica” e recusar acolhimento ou apoios a acções que “põem objectivamente em causa” a “liberdade e a dignidade humana”.

 

Mariano Gago recordou que a lei que rege as instituições de ensino superior estipula sanções - que podem ir da advertência à expulsão - para actos de “violência ou coacção física ou psicológica” sobre estudantes cometidos nas praxes. O ministro recebeu na semana passada os responsáveis do Movimento Anti-Tradição Académica, que no domingo divulgou que a Universidade Lusíada de Famalicão vai pagar uma indemnização de 90 mil euros à família do jovem universitário que terá morrido na sequência de uma praxe académica.

 

TSF

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1011522

 

Ministério avisa que denunciará ao MP excessos cometidos nas praxes

10 SET 08 às 19:53

  

Mariano Gago avisou os reitores de todas as universidades que vai estar muito atento a eventuais excessos cometidos durante as praxes académicas e que utilizará os meios necessários para responsabilizar civil e criminalmente quem não evitar os danos ocorridos.

 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou, esta quarta-feira, no Parlamento, que escreveu uma carta para os reitores de todas as universidades portuguesas, públicas e privadas, a alertar que vai estar muito atento a eventuais excessos cometidos durante as praxes académicas.

 

Na missiva, Mariano Gago avisa que não vai tolerar abusos e que não hesitará em informar «de imediato» o Ministério Público de práticas que considere excessivas.

 

A tutela «lançará mão dos meios aptos a responsabilizar, civil e criminalmente, por acção ou por omissão, os órgãos próprios das instituições de Ensino Superior, as associações de estudantes e quaisquer outras entidades que, podendo e devendo fazê-lo, não tenham procedido de forma a evitar os danos ocorridos», disse.

 

«A extraordinária gravidade à integridade física que aconteceu no ano passado merece uma atitude colectiva suficientemente ponderada, mas firme para que no início do próximo ano lectivo existam condições para não se repetir a vergonha que aconteceu nalgumas instituições, acrescentou o governante.
publicado por contracorrente às 13:24

27
Set 09

Isto não se faz a ninguém. E não se faz sobretudo a uma mãe, matar-lhe um filho. Canalhas!

 

O jornal "i-online" noticia que o médico que denunciou o caso se "suicidou" (ver link no final deste post). A ter sido assim, e sem outros esclarecimentos, isso é de uma extrema gravidade. E porquê um silêncio sepulcral em torno destes acontecimentos?

Não está na nossa matriz acreditar em bruxas, mas que elas andam por aí lá isso andam, a fazer das suas.

 

A Grande Reportagem de Felícia Cabrita (em 2004), é um verdadeiro murro no estômago.

Ver link no final deste notícia.

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Praxe: Lusíada tem de pagar 90 mil euros à família de aluno morto

 

A Universidade Lusíada, de Vila Nova de Famalicão, foi condenada por omissão de acção, no caso da praxe violenta, ocorrida em Outubro de 2001, no seio da tuna académica, e que resultou na morte de Diogo Macedo, de 22 anos, aluno de Arquitectura.

 

A Universidade Lusíada de Famalicão vai pagar uma indemnização de 90 mil euros à família do jovem universitário que terá morrido na sequência de uma praxe académica, divulgou hoje o Movimento Anti-Tradição Académica (MATA).

 

O Tribunal Cível de Famalicão responsabilizou a universidade pelo homicídio do Diogo Macedo, em 2001, após ter sido submetido a praxes por parte da tuna a que pertencia.

Para o tribunal, a instituição 'não controlou nem evitou as praxes académicas', diz o MATA num comunicado de imprensa enviado para a Lusa.

'O Tribunal considerou provado que nunca a ré (universidade) teve algum controlo efectivo sobre esse tipo de praxes violentas e humilhantes. Não temos notícia que alguma vez tenha proibido a violência mencionada, aliás os factos apurados mostram a ausência de intervenção', cita o movimento.

O homicídio agora julgado remonta a Outubro de 2001, quando Diogo Macedo era estudante do 4.º ano de Arquitectura e membro da tuna.

Na noite em que o jovem decidiu abandonar a tuna acabaria por falecer devido a lesões cérebro-medulares, 'após acontecimentos ainda por esclarecer', explica o MATA.

De acordo com a associação, a morte começou por ser considerada acidental, mas as suspeitas de um médico do Hospital de S. João fizeram com que mais averiguações fossem efectuadas. A autópsia veio a revelar 'múltiplas escoriações corporais, além da fractura de uma vértebra cervical contraída por agressão e que teria sido a causa da morte'.

Na sequência destes factos, dois elementos da tuna foram constituídos arguidos. Contudo, o processo foi arquivado em 2004 por falta de provas. O MATA lembra que numa das sessões de tribunal em que as testemunhas estavam a ser ouvidas, 'o próprio juiz reconheceu o 'muro de silêncio' que tinha sido criado': era 'uma única versão conjunta de nada'.

Depois do processo-crime seguiu-se o processo cível. A mãe de Diogo Macedo pediu uma indemnização de 210 mil euros à Fundação Minerva, que detém a Universidade Lusíada. O tribunal deu como provada a morte, em consequência de lesões provocadas.

Este e outros dados levaram o Tribunal Cível de Famalicão a dar como provada a morte do estudante, em consequência de uma pancada, alegadamente, desferida durante a praxe.

 

 A notícia mais desenvolvida e comentada no blogue do M.A.T.A.:

 

http://blogdomata.blogspot.com/2009/09/cominucado-de-imprensa-sobre-decisao-do.html

  

NA IMPRENSA:

 

Sol, 27 de Setembro de 2009

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=149223 

 

Correio da Manhã, 26 de Setembro de 2009

 

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=301BDB21-F57B-4F61-A45A-0C15DD73E8D4&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009

 

Correio do Minho

http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=14964

 

Jornal i

 

Praxe: Lusíada tem de pagar 90 mil euros à família de aluno morto

por Pedro Sales Dias, Publicado em 26 de Setembro de 2009

 

http://www.ionline.pt/conteudo/24829-praxe-lusiada-tem-pagar-90-mil-euros--familia-aluno-morto

 

Público

"Condenação da Universidade Lusíada leva MATA a pedir reflexão sobre praxes"

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1402587


NOS ARQUIVOS

 

A Grande Reportagem de Felícia Cabrita (em 2004), que numa semana investigou mais do que a polícia em 3 anos.

 

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=149242  

 

publicado por contracorrente às 19:28

21
Set 09

"As cerimónias de graduação das universidades em Portugal e Moçambique parecem rituais medievais, com professores e estudantes envergando assustadoras túnicas escuras que quase sugerem um culto satânico."

 

Mia Couto, in "E se Obama fosse africano? e outras interinvenções", ed. Caminho (Janeiro 2009)

publicado por contracorrente às 18:04
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05
Jul 09

 

Praxes não podem atentar contra os direitos

PÚBLICO, 04.07.2009, Francisco Teixeira da Mota

Para o STJ, uma escola superior deve promover os valores humanos, para além de ministrar conhecimentos científicos

As praxes académicas têm uma notável tendência para se tornarem exercícios imbecis e gratuitos de poder por parte dos "doutores" visando a humilhação dos caloiros. O caso ocorrido em 2002 na Escola Superior de Enfermagem do Instituto Piaget, em Macedo de Cavaleiros, em que a caloira Ana, para além de humilhada pelos seus "colegas", foi repreendida por escrito pela Direcção da Escola "pela forma subjectiva excessiva como relatou os factos, que sabia não terem a gravidade que decorre da sua exposição, tal como ela própria reconheceu", chegou ao seu termo. E pode dizer-se, genericamente, que o final é saudável e que prestigia a nossa justiça (e o nosso país...). No passado dia 25 de Junho, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) num acórdão subscrito pelos juízes conselheiros Garcia Calejo, Helder Roque e Sebastião Póvoas não teve dúvidas em condenar o estabelecimento de ensino em causa a indemnizar a ex-aluna na quantia de  38.540,67 Euros, sendo  13.540,67 Euros pelas despesas que lhe foram causadas e 25.000 pelo sofrimento por si vivido. O estabelecimento defendeu-se alegando a sua irresponsabilidade no que acontecera à Ana, já que esta podia ter evitado a praxe, declarando-se antipraxe - passando, é certo, a ser tratada por "bosta" ou por "verme" e a não poder participar em qualquer actividade académica, como simples festas, reuniões ou conferências -, e, de qualquer forma, não tinham sido os órgãos do Instituto, nem ninguém a mando deles, quem praxara a aluna em causa. Esclareça-se que nas praxes em causa foi ordenado à Ana que vestisse do avesso a roupa da cintura para cima e que colocasse o soutien do lado de fora da roupa, tendo tal mudança da posição da roupa e do soutien sido feita resguardada de olhares alheios, na casa de banho, tendo, ainda, sido ordenado que simulasse orgasmos com um poste de iluminação, que rebolasse na relva e que carregasse com arreios de um burro. A grande questão jurídica que se punha era a de saber se o Instituto Piaget era ou não responsável pelo que sucedera à Ana nas suas instalações, no âmbito da praxe que se encontrava institucionalizada no referido estabelecimento de ensino através de um "Regulamento de Praxes de Alunos" que era do conhecimento (e aceite) pela Direcção da Escola. O STJ sobre a matéria chegou a importantes conclusões que convém todos sabermos e que, certamente, da sua tumba, Jean Piaget terá aprovado. Para o STJ, "um estabelecimento de ensino superior deverá, por essência, promover os valores humanos, para além de ministrar, fomentar e impulsionar os conhecimentos científicos. Deverá, assim, impulsionar o dever de respeito dos direitos fundamentais do homem, acautelando que esses direitos, designadamente os direitos de personalidade de uma pessoa, não sejam ofendidos". E acrescentou o STJ que "embora não se possa negar a possibilidade de as diversas universidades do país terem e exercerem as suas praxes, onde alguma irreverência será até aceitável, não será admissível que com essas praxes se venham a exercer violências físicas e morais sobre alunos, designadamente sobre os mais desprotegidos (os que se aprestam a frequentar o 1.º ano), para gozo e júbilo de alguns e sofrimento (moral e físico) dos atingidos, os mais fracos".

Para os referidos juízes conselheiros, "um estabelecimento de ensino superior tem o dever jurídico e social de impedir que seja levado à prática nas suas instalações um "Regulamento de Praxes de Alunos" contendo praxes humilhantes e vexatórias, procedimentos constrangedores que podem levar ao exercício de violência física e psíquica sobre os alunos, claramente restritivas dos direitos, liberdades e garantias dos visados". E, por isso mesmo, um "estabelecimento de ensino que contempla com a vigência de um Regulamento da Comissão de Praxecom tais características é responsável, por omissão, pelos danos sofridos por uma aluna que foi submetida a praxes dessa natureza". O Instituto Piaget, no entender do STJ, deveria ter actuado não propriamente para retirar actos concretos de praxe constantes do regulamento mas para tornar inócuas, nesse regulamento, as expressões ofensivas e ameaçadoras nele contidas de direitos de personalidade de alunos seus - como as expressões "bostas" ou "vermes" -, bem como para afastar a pesada coacção a que eram sujeitos os estudantes que se recusavam a ser submetidos à praxe, passando a ser uma espécie de párias. No entender do STJ, incumbia igualmente à escola providenciar pela segurança e bem-estar dos alunos, nas suas instalações, em virtude do contrato que celebrara, protegendo-os de violações à sua integridade física ou moral. O Acórdão do STJ confirmou, no essencial, a decisão do Tribunal da Relação do Porto que já condenara o Instituto Piaget a indemnizar a Ana, mas convém salientar que o tribunal de 1.ª instância absolvera o mesmo Instituto, nomeadamente por considerar que não cabia no âmbito da acção proposta pela Ana "apreciar da bondade global do Regulamento de Praxes dos Alunos, designadamente quanto às sanções nele previstas em caso de recusa de praxe, porquanto esse é um problema que ultrapassa o que está em causa na acção e que são os concretos actos de praxe a que a autora foi sujeita". Uma visão formalmente defensável mas geradora de injustiça e que foi devidamente corrigida pelos tribunais superiores. Já que a justiça não se agradece, resta-nos agradecer à Ana por ter levado até ao fim a sua luta cívica. Advogado (ftmota@netcabo.pt)

 

 

publicado por contracorrente às 22:41

29
Jun 09

O Supremo Tribunal de Justiça condena, finalmente, o Piaget a indeminizar Ana Sofia damião, vítima de praxe e queixosa, no valor de 38 mil euros.

 

Decisão que, no nosso entender, pode fazer jurisprudência. Todas as instituições que, por conivência e omissão, permitam no seu interior estas práticas sujeitam-se a igual tratamento.

 

Dura Lex Sed Lex!

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Notícia mais desenvolvida no Blog do M.A.T.A. - Movimento Anti-Tradição Académica:

 

http://blogdomata.blogspot.com/2009/06/supremo-tribunal-de-justica-da-razao.html

 

Fonte citada também por outros:

 

In Verbis - Revista Digital de Justiça e Sociedade:

 

Praxe: STJ confirma indemnização a aluna

29-Jun-2009
O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a condenação do Instituto Piaget ao pagamento de cerca de 38 mil euros de indemnização a uma aluna que foi submetida a práticas humilhantes de praxe, em 2002.

 

Rádio Brigantia:

 

http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2424&Itemid=43

 

Portal BCD:

 

http://www.bcd.pt/

 

Rádio RBA

 

http://rba.pt/noticias.php?id=178

publicado por contracorrente às 23:54

20
Jun 09

As primeiras palavras vão para a dor desta família. Pela marca permanente da perda de um filho. Também pela sua persistência em arrastar esta dor exigindo o mínimo, justiça.

 

Qualquer que seja o veredicto final, com implicações materiais ou não, fica clara a responsabilidade moral por um acto altamente reprovável. O homicídio é um crime, ponto. Do qual terão que existir obviamente responsáveis.

Estaremos atentos aos desfecho.

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Aluno morreu por causa de praxe, conclui tribunal

20.06.2009 O Tribunal Cível de Famalicão considerou ontem provado que um membro da Tuna da Universidade Lusíada morreu durante uma praxe ao ser atingido na "nuca" com uma revista. A posição foi expressa pelo juiz José Manuel Flores, responsável pelo processo cível, ao dar a conhecer a resposta a 51 quesitos. O relatório da autópsia refere que o estudante Diogo Macedo sofreu "fractura da 1.ª vértebra cervical, arco posterior, com hematoma extenso no cerebelo direito", podendo ter sido provocada pela agressão sofrida no interior do edifício da universidade.
O advogado da universidade já disse à Lusa que vai responder às conclusões do juiz do processo, das quais discorda. "Nada do que está dado como provado nos quesitos resulta do processo", referiu o causídico António Viana Dias. O advogado de defesa da Lusíada e João Nabais, representante legal da mãe de Diogo Macedo, têm agora 30 dias para contestar os quesitos. "É claro que vamos pedir para repor a verdade", frisou ainda António Viana Dias.
Neste processo, o Tribunal Cível de Famalicão pretende apurar se houve ou não responsabilidade da Universidade Lusíada na morte de um aluno, alegadamente ocorrida durante uma praxe da Tuna Académica.
A mãe de Diogo Macedo, o aluno da Lusíada morto em 2001, seis dias depois da alegada agressão, pede 210 mil euros de indemnização à Minerva, a fundação que detém a Lusíada. A morte deste aluno, com 21 anos à data dos factos e a frequentar então o 4.º ano do curso de Arquitectura, não deu lugar a qualquer processo-crime. O caso ainda foi investigado pelo Ministério Público de Famalicão, que acabou por o arquivar em 2004, alegando falta de provas. A sentença do processo cível deverá ser comunicada às partes ainda antes das férias judiciais.

 

http://jornal.publico.clix.pt/

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DN, 19/06/2009

 

Tribunal considerou quesitos provados

Aluno morto há 8 anos em praxe por pancada com revista

 

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1267428&seccao=Norte

publicado por contracorrente às 00:04

07
Abr 09



Alunos avaliam docentes, promovem referendo sobre a praxe na instituição e exigem novas instalações na Escola de Mirandela

As praxes voltaram a ser debatidas pelos alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) durante a celebração do Dia Nacional do Estudante, na passada terça-feira. Para tal, foi realizado um referendo com o objectivo de conhecer a opinião dos alunos sobre este tema.

«Queremos saber se são a favor ou contra para, no próximo ano, fazermos pressão na direcção do Instituto Politécnico, para que possamos continuar com as praxes», explicou o presidente da Associação Académica de Estudantes do IPB (AAE IPB), Bruno Miranda. O dirigente acredita que os resultados serão favoráveis à manutenção das práticas académicas, já que «a praxe é uma tradição e devemos mantê-la, mas como meio de integração e não de subjugação, acrescentou. A par desta iniciativa, o Código de Praxe vai ser revisto, já no próximo mês, no âmbito do Tratado de Bolonha.

Sandra Canteiro, Jornal Nordeste, 2009-04-07


28
Mar 09

MUDANÇAS NA PRAXE DO IPB

 

O regulamento da praxe no Instituto Politécnico de Bragança vai sofrer alterações.

A revelação foi feita à Brigantia por Bruno Miranda, presidente da Associação Académica.

 

Ontem, dia do Estudante, foi realizado um referendo sobre essa matéria e, apesar de ainda não serem conhecidos os resultados, Bruno Miranda revelou que o assunto deve ser discutido numa Assembleia, dentro de um mês.

“Há muita gente contra o actual método de praxe mas muita gente a favor da praxe em sei” refere o presidente da Associação Académica.

 

Segundo ele o objectivo deste referendo “é dar mais força para que nos próximo anos possamos continuar com a praxe”. Nessa altura, as actividades já deverão reger-se por um novo regulamento porque “queremos rever o actual método de praxe que vai ser discutido daqui a um mês em assembleia” afirma Bruno Miranda.

 

 

 

Escrito por Rádio Brigantia

 

http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1889&Itemid=43

publicado por contracorrente às 08:08
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07
Dez 08

O que poderia ter sido apenas um simples pedido de desculpas, recusado pelos dirigentes desta instituição, terminou nisto. Valeu a coragem e persistência de Ana Sofia Damião.

 

Alguém nos avisava, num mail pessoal, que ainda estava prevista possibilidade de recurso.

A isto, também à nossa incapacidade de compreender que os diferentes tribunais vão emitindo decisões em direcções diversas, respondemos que o que nos move não é uma decisão, pontual, mas uma causa. O respeito pela liberdade e dignidade humana.

 

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A notícia, no Público:

 

Primeira indemnização decidida pelo tribunal contra escolas e a favor de estudantes humilhados em praxes

Piaget condenado a pagar 40 mil euros a aluna vítima de praxe 

05.12.2008 - 08h29 José Augusto Moreira

O Tribunal da Relação do Porto condenou o Instituto Piaget a pagar uma indemnização de cerca de 40 mil euros a uma aluna vítima de actos de praxe, considerados degradantes e humilhantes. O acórdão, que diz respeito a factos ocorridos em 2002, em Macedo de Cavaleiros, considera que constitui ilícito civil a conduta de uma instituição do ensino superior que, embora conhecendo o conteúdo de um código de praxe ofensivo, intimador e violador da dignidade da pessoa humana, permite ao mesmo tempo que continue a ser aplicado.

Por outro lado, frisam os juízes, tal instituição tem o dever específico de respeitar, fazer respeitar e promover direitos fundamentais, como o respeito mútuo, a liberdade, a solidariedade e a dignidade da pessoa humana, pelo que incorre na obrigação de indemnizar quem tenha sido ofendido pelas praxes académicas, relativamente aos danos patrimoniais e morais. O Instituto Piaget informou que não vai comentar a decisão, mas que dela vai apresentar recurso para o Supremo Tribunal de Justiça.

Esta é a primeira decisão conhecida em que uma instituição é condenada a ressarcir um aluno vítima de praxes académicas.
A acção foi proposta por uma ex-aluna do curso de Fisioterapia, Ana Damião, que se queixou de praxes violentas, degradantes e humilhantes e de nada ter acontecido depois de denunciar os factos aos responsáveis pela escola, que até lhe aplicou uma sanção disciplinar "pela forma subjectiva e excessiva como relatou os factos". Ana Damião teve que anular a matrícula e afastar-se da cidade, onde era alvo de frequentes ofensas e insultos por ter denunciado o caso.

Numa primeira decisão, o Tribunal de Macedo de Cavaleiros acabou por não lhe dar razão, já que, embora confirmando os factos, acabou por absolver a escola considerando não ter ficado provado que a aluna se tenha recusado a submeter-se às actividades da praxe. Na decisão de recurso, os juízes da relação fazem uma severa apreciação desta decisão, considerando que nela se "confunde de forma simplista a não recusa com o consentimento" ao mesmo tempo que "não valorizou a ambiência de medo, constrangimento e ansiedade" vivida pela aluna.

O acórdão agora conhecido afirma mesmo que "mal andou o tribunal [de Macedo de Cavaleiros]" ao afirmar que "as praxes académicas constituem um fenómeno público e notório e do conhecimento geral", uma vez que tal "não permite concluir que autora [a aluna] ou qualquer cidadão comum conheça o teor dessas práticas: como simular actos sexuais com um poste, simular um orgasmo, exibir a roupa interior, proferir expressões de elevada grosseria ou ser chamado de bosta".
A indemnização, de 38.540 euros, acrescidos de juros desde o início do processo, resulta dos danos morais e patrimoniais sofridos por Ana Damião, já que perdeu o ano e foi forçada a sair da escola, tendo entretanto concluído outro curso numa escola de Chaves. A sua advogada, Elisa Santos, considera que, além de fazer justiça, a decisão é também "um prémio para a atitude extraordinária e corajosa" mantida por Ana Damião.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1352180

Na Blogoesfera:

Blog do M.A.T.A.:  Parabéns Ana Sofia Damião!

http://blogdomata.blogspot.com/2008/12/piaget-condenado-pagar-40-mil-euros.html

Jugular: Boa notícia!

http://jugular.blogs.sapo.pt/531306.html

Kontrastes: Violência [não] simbólica.

http://kontrastes.org/edukacao/praxes/

Superflumina: justiça nas praxes.

http://superflumina.blogs.sapo.pt/322647.html

Bandeira negra: paguem e não praxem.

http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/12/05/paguem-e-nao-praxem-por-uma-vez-exemplar-o-piaget-foi-condenado/

Lei e ordem. Aplaudir a condenação.

http://lei-e-ordem.blogspot.com/2008/12/condenao-das-praxes-no-instituto-piaget.html

 

COMENTÁRIOS DE LEITORES

Testemunhos que falam por si:

06.12.2008 - 00h15 - Anónimo, Porto

O que diriam os defensores da humilhação da praxe, se os pais destas alunas criassem uma associação de praxar os praxadores, e pegassem neles, e os levassem para a praça central da cidade, e os pusessem em cuecas, simulassem en**bar-se uns aos outros, e todo o tipo de sevícias. E, não tendo sobre eles a pressão que eles têm sobre os caloiros, de os afastar da centralidade do convívio social académico durante uns anos, usariam como pressão uma pistola (meio de pressão que faria certamente que nenhum dos praxadores recusasse ser praxado). Poder-se-ia depois dizer que não recusaram a praxe.

 

05.12.2008 - 16h56 - Anónimo, f

Posso dar aqui o meu testemunho. Não sou contra as praxes, mas há praxes e praxes.... Durante a minha praxe, também me "ordenaram" que simulasse actos sexuais contra uma árvore, levantei-me (sim, porque a maior parte do tempo durante a praxe era passado de joelhos) e disse que não o faria e como tal me ia embora. Alguns "doutores" vieram falar comigo, dizendo que não tinha mal nenhum e que era só uma brincadeira. Disse que não me sentia à vontade para o fazer e que não o faria. Outros ameaçaram com coisas do género: "se não o fizeres ficarás impedida de participar em qualquer actividade académica relacionada com a comissão de praxes ou associação de estudantes", etc, etc. Mesmo assim recusei e como conhecia um "doutor" safei-me e permitiram-me continuar com a praxe mas só fazia aquilo para que me sentia à vontade. Fiz alguns amigos durante a praxe, mas também fiquei "marcada" para outros que não aceitam a recusa e humilham. No meu caso foi possível recusar-me a fazer determinadas figuras, mas compreendo que para muitas pessoas seja mais difícil recusarem-se por vários motivos: estão num ambiente completamente novo, onde não conhecem ninguém e têm receio de ser hostilizadas...

 

05.12.2008 - 14h54 - Maria João , Coimbra

Estudei quatro anos numa universidade e não me parece que as praxes sirvam para a integração de quem quer que seja. Não arranjei amigos nas praxes, bem pelo contrário. Encontrei "doutoras de Direito" que me proibiram de ir às aulas e não me largaram a mim e a duas colegas, enquanro não fizemos tudo o que mandaram fazer. Não fui violada, nem o cabelo me foi rapado. Contudo, o ar altivo e prepotente daquelas senhoras nunca mais esqueci. Não creio que tenha contribuido para a minha integração... Voltei a ver uam delas mais tarde e só me apetecia esbofeteá-la. Não sou do contra. Gosto das tradições académicas, mas posso dispensar determinados tipos de praxe- Quanto à história da recusa da praxe, não passa de uma história, porque se os "doutores" estão mal intencionados não há recusa que valha aos caloiros.

 

05.12.2008 - 14h41 - Anónimo, Chaves, Portugal

Antes de mais queria dar os meus parabéns ao jornal “O Público”, pois tem vindo a acompanhar este caso com a maior das seriedades, com rigor e isenção. Relatando mais esta viragem de página desta historia que tanta tinta já fez correr, com base numa busca dedicada, ao ponto de fazer citações pertinentes do próprio acórdão do tribunal da comarca do Porto. O único reparo que gostaria de fazer é que a Ana Sofia estudou no IPB de Bragança onde tirou uma licenciatura em Farmácia. Em relação ao caso só gostaria de dizer que os juízes do Porto tiveram a coragem (ou então não se deixaram comprar!) que faltou à Srª. Juíza do tribunal de Macedo de Cavaleiros, já para não falar do 6 anos que tiveram de passar para se fazer justiça, (que com este recurso vai aumentar). Um comentário ao Sr. Maxuca, eu conheço a Ana Sofia, um mulher inteligente, forte, e com uma personalidade vincada, e se quer saber ela é DIRECTORA TÉCNICA de uma para-farmácia, com um vencimento adequado à função, pelo que não é uma questão de dinheiros, nem favores!!!Só me deixa triste a sua ignorância como cidadão e a aberração como pessoa. O seu comentário foi muito infeliz e despropositado. Parabéns Ana Sofia!

 

05.12.2008 - 14h15 - Me, UK

Conheci em tempos membros de algumas comissões de praxe do ISEP (Alguns deles estudaram comigo no secundário) e nunca imaginei q uma situação identica à sua tive ocorrido mas uma coisa é certa.. o ISEP tinha (não posso falar do presente pq n tenho conhecimento) uma das mais coesas trupes de caloiros da universidade do Porto. O que não se fala por cá é da hierarquia da praxe, eu passo a explicar. Existe um conselho de veteranos, veteranos de cursos e uma comissão de praxe, praxistas e caloiros. A comisão de praxe organiza as actividades com supervisão dos veteranos de cruso do conselho de veternos. Se existe alguém a passar o risco (os praxistas) o conselho de veteranos tem em sua responsabilidade punir praxisticamente esses elementos e isso posso garantir que funciona. Isto é explicado aos calorios (pelo menos na universidade do porto). A praxe a meu ver serve para a integração dos caloiros. Eu nunca vi os ditos "Anti-Praxe" a organizarem qualquer tipo de evento para ajudar os recem chegados alunos à Universidade. O que não se pode esquecer é q nem toda a gente vive perto da Universidade que frequenta.

 

05.12.2008 - 13h43 - Rui Mendes, Lisboa

A juiza do Tribunal de Macedo de Cavaleiros deveria ser investigada. Não tem idoneidade para continuar a ser juiza. A comunicação social não deve esquecer o seu papel e pode dar um contributo para a melhoria do sistema da justiça também investigando e expondo influências nefastas que certamente acontecem.

publicado por contracorrente às 00:04

06
Dez 08

 

 

Transcrevemos do Blog do M.A.T.A. a decisão do Tribunal da Relação do Porto:

 

I - Constitui ilícito civil a conduta de uma instituição do ensino superior que embora conhecendo o conteúdo de um “Código de Praxe” ofensivo, e intimador, violador da dignidade da pessoa humana, permite que o mesmo continue a ser aplicado.
II - Tal instituição tem o dever específico de respeitar, fazer respeitar e promover direitos fundamentais, como o respeito mútuo. A liberdade, a solidariedade, a dignidade da pessoa humana.
III - Como tal a instituição tem a obrigação de indemnizar quem tenha sido ofendido pelas ditas praxes académicas, relativamente aos danos patrimoniais e morais.

(sumário do acórdão do Tribunal da Relação do Porto)

http://blogdomata.blogspot.com/2008/12/quem-disse-que-as-escolas-no-tm-nada.html

publicado por contracorrente às 00:18

05
Dez 08

Já lá vão seis anos

  Macedo de Cavaleiros

Instituto Piaget indemniza ex-caloira em mais de 38 mil euros

O Tribunal da Relação do Porto condenou o Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros a pagar uma indemnização superior a 38 mil euros a uma ex-caloira, que considerou a atitude da instituição «omissa e negligente» nas praxes de 2002.

O Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros foi condenado a pagar uma indemnização superior a 38 mil euros a uma ex-caloira pelo Tribunal da Relação do Porto, que considerou a atitude da instituição \"omissa e negligente\" nas praxes de 2002.

Uma decisão que é motivo de \"orgulho para a advogada da ex-caloira, Elisa Santos, que, em declarações hoje à Lusa realça a \"persistência\" desta jovem, que nos últimos anos viu outras instâncias judiciais negarem as suas pretensões.

O acórdão do Tribunal da Relação do Porto (TRP) data de 24 de Novembro e censura a atitude da instituição de ensino superior, mas também do Tribunal de Macedo de Cavaleiros, que negou anteriormente a pretensão da jovem.

Ana Sofia Damião avançou, em 2006, com um pedido de indemnização de quase 70 mil euros ao Instituto Piaget, depois de o Ministério Público ter arquivado o processo-crime contra os alegados autores de actos \"humilhantes\" nas praxes de 2002.

A jovem recorreu da decisão e o TRP deu-lhe agora razão, considerando que a anterior sentença \"incorreu em erro de julgamento\".

\"O Tribunal não valorizou a ambiência de medo, de constrangimento, de ansiedade, vivida pela Autora e motivado pela ameaça duma exclusão, com consequências penosas\", consideram os juízes da Relação.

Para estes magistrados, \"o facto de ser público e notório a existência de praxes académicas, não permite concluir que a Autora ou qualquer cidadão comum, conheça o teor dessas práticas\".

O Tribunal concordou que a jovem foi sujeita a \"praxes que ofendem a moral pública, já que nenhum membro da nossa comunidade simularia orgasmos e carregaria com os arreios de um burro sem se sentir atingido nos seus mais elementares princípios e valores\".

O principal alvo da censura dos juízes é a atitude do Instituto Jean Piaget no processo das praxes por nada ter feito para evitar a situação e posteriormente ainda ter aplicado uma sanção à jovem.

Ana Sofia Damião foi repreendida por escrito \"pela forma subjectiva e excessiva como relatou os factos\", \"uma infracção que não está prevista no regulamento disciplinar\".

Segundo a advogada, a jovem considera ainda ter sido \"humilhada e intimidada\" numa reunião promovida pelo Instituto, pelo \"número de antagonistas\" presentes, elementos da Comissão de Praxes e alegados autores dos actos denunciados.

O TRP decidiu atender parcialmente a pretensão da jovem e fixar em 38.540 euros a indemnização a apagar pelo Piaget, por danos morais e patrimoniais, a que acrescem juros até integral pagamento.

A Lusa tentou contar a direcção do Piaget de Macedo de Cavaleiros, o que não foi possível.

A advogada da jovem admite que o processo ainda não esteja concluído, já que o Piaget tem ainda a possibilidade de recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça.

Lusa, 2008-12-06

 http://www.diariodetrasosmontes.com/index.php3

 

Piaget de Macedo condenado a pagar 40 mil euros a aluna vítima de praxe

     

 

 

O Tribunal da Relação do Porto condenou o Instituto Piaget a pagar uma indemnização de cerca de 40 mil euros a Ana Sofia Damião, a ex-aluna vítima de actos de praxe, considerados degradantes e humilhantes.

O acórdão, que diz respeito a factos ocorridos em 2002, em Macedo de Cavaleiros, considera que constitui ilícito civil a conduta de uma instituição do ensino superior que, embora conhecendo o conteúdo de um código de praxe ofensivo, intimador e violador da dignidade da pessoa humana, permite ao mesmo tempo que continue a ser aplicado.

 

Segundo o jornal Público, os juízes frisam ainda que o Piaget tem o dever específico de respeitar, fazer respeitar e promover direitos fundamentais, como o respeito mútuo, a liberdade, a solidariedade e a dignidade da pessoa humana, pelo que incorre na obrigação de indemnizar quem tenha sido ofendido pelas praxes académicas, relativamente aos danos patrimoniais e morais.

Esta é a primeira decisão conhecida em que uma instituição é condenada a ressarcir um aluno vítima de praxes académicas.

A acção foi proposta por uma ex-aluna do curso de Fisioterapia, Ana Damião, que se queixou de praxes violentas, degradantes e humilhantes e de nada ter acontecido depois de denunciar os factos aos responsáveis pela escola, que até lhe aplicou uma sanção disciplinar "pela forma subjectiva e excessiva como relatou os factos". Ana Damião teve que anular a matrícula e afastar-se da cidade, onde era alvo de frequentes ofensas e insultos por ter denunciado o caso.

Acabou por concluir outro curso numa escola de Chaves.

Numa primeira decisão, o Tribunal de Macedo de Cavaleiros acabou por não lhe dar razão, já que, embora confirmando os factos, acabou por absolver a escola considerando não ter ficado provado que a aluna se tenha recusado a submeter-se às actividades da praxe. Na decisão de recurso, agora conhecida, o tribunal da Relação afirma que "mal andou o tribunal [de Macedo de Cavaleiros]" ao afirmar que "as praxes académicas constituem um fenómeno público e notório e do conhecimento geral", uma vez que tal "não permite concluir que autora [a aluna] ou qualquer cidadão comum conheça o teor dessas práticas: como simular actos sexuais com um poste, simular um orgasmo, exibir a roupa interior, proferir expressões de elevada grosseria ou ser chamado de bosta".

A advogada de Ana Sofia Damião, considera que se fez justiça, mas Elisa Santos lembra que a decisão não é definitiva. “Fiquei muito satisfeita pela Ana Sofia, que anda nesta batalha desde 2002, e pelos juízes do Tribunal da relação terem compreendido a nossa argumentação, mas não se pode cantar vitória desde já porque ainda pode haver recurso”, refere.

 

O Instituto Piaget não comenta a decisão do Tribunal da Relação do Porto, mas anuncia que vai recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça.

http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1309&Itemid=43

publicado por contracorrente às 00:22

13
Nov 08

Dar o devido desconto ou O referendo como arma para todos os  gostos...

 

Fazemos então as contas ao dito referendo às praxes na UTAD:

População estudantil da UTAD: ~ 6000 alunos

Votantes: 1667 (28%)

Resultados do referendo: 90% sim. Mas será assim?

Ora, ponderando: 0,90x0,28 = 0,25 . Ou seja, apenas 25% de aprovação. E não os proclamados 90% . Isto ainda a fazer fé na validade das mesas de voto onde estariam, supomos, apenas militantes da dita causa. Não ficaria mal aos jornalistas da Lusa perguntarem como ou quem validou os resultados. E se soubessem fazer contas a notícia nunca teria como título o que não é verdade, "Maioria dos estudantes da UTAD a favor da praxe")

 

Enfim,

1- O referendo é ridículo para muitas questões e em muitas circunstâncias, e esta é seguramente uma delas.

2- Os referendos têm legitimidade quando a participação atinge os 50%, o que não aconteceu aqui, nem de longe nem de perto. Apenas votaram 28% dos alunos.

3- A serem válidas as mesas de voto (não temos razão para tal), apenas 25%, e não 90%, terão votado sim.

3- Há duas formas de se ser notícia: boa ou má.

Aqui, estes não escolheram uma nem outra. Optaram pelo ridículo...

 

Resultado do referendo interno

  Vila Real

Maioria dos alunos da UTAD a favor da praxe

Cerca de noventa por cento dos 1.667 alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que votaram no referendo interno que decorreu hoje, estão a favor da praxe nos moldes como ela se faz actualmente.
O Conselho de Veteranos da UTAD chamou os alunos a responder à questão «Concordas com a existência, regulamentação e fiscalização da praxe académica na forma em que se encontra no código de praxe?».
Paulo Rosa Santos, o «venerável ancião» do Conselho de Veteranos, disse à Lusa que votaram no referendo interno 1.667 dos cerca de 6.000 alunos que estudam na academia transmontana.
Noventa por cento votaram sim, 9,84 por cento responderam não e menos de um por cento de votos foram brancos ou considerados nulos.
Paulo Rosa Santos explicou que, com esta iniciativa, se pretendeu mostrar a posição dos estudantes universitários relativamente a uma delimitação ao tempo e locais onde decorre a praxe.
O responsável critica a diminuição do «período de praxe», salientando que «não haverá tempo para a realização de todas as tradicionais actividades que servem para a integração dos novos estudantes».
Referiu ainda que, para além do «campus», os actos de praxe também decorrem na cidade o que, na sua opinião, também serve para integrar e dar a conhecer a mesma aos caloiros.
Os resultados do referendo serão entregues à Reitoria e ao Conselho Geral da UTAD.

Lusa, 2008-11-11

http://www.diariodetrasosmontes.com

publicado por contracorrente às 21:34

11
Nov 08

Imagem de abertura da página de uma Associação Académica.

Vale mais do que mil palavras!...

 

Tourear e rastejar...

 

 

http://home.utad.pt/~aautad/index.php

 

publicado por contracorrente às 19:22

10
Nov 08

O Instituto Politécnico de Leiria fez uma tentativa para regular o impossível, ou inaceitável.

Numa proposta tímida, bem intencionada mas cheia de contradições.

Apesar de tudo salvaguarda a possibilidade de extinção destes actos.

Veremos em que tempo.

 

Há quem seja contra as praxes tanto quanto contra os regulamentos pribicionistas.

Eu, perfilo-me do lado dos que pensam que de cima deve vir a pedagogia. Ou mais ainda, a vigilância da defesa dos direitos e liberdades de modo integral. E não com os parêntesis que estes regulamentos, ou sem eles, se abrem nos campus universitarios.

 

 ------------------------

Diário da República, 2.ª série — N.º 150 — 5 de Agosto de 2008

 

http://www.ipleiria.pt/resources;jsessionid=aeaacc87657c90075fa641e43192?portal=ipleiria&sruid=116719-cms-main-documents&type=pdf

 

Normas reguladoras dos actos de praxe no campus do IPL

e escolas superiores e serviços de acção social

 

Uma cuidada reflexão sobre as práticas de praxe nos últimos anos

permite constatar que em alguns casos têm sido ultrapassados os limites

da razoabilidade, ferindo a dignidade dos novos estudantes e desvirtuando

o «fim integrador» na vida académica dos novos estudantes que

as praxes devem prosseguir. Em consequência, algumas práticas de praxe têm perturbado o normal funcionamento das actividades lectivas com repercussões negativas no

aproveitamento escolar dos novos estudantes. (…)

 

Artigo 1.º

Os actos de praxe só podem revestir a natureza de actos de integração

na vida académica, não podem em caso algum ser a eles sujeitos

estudantes contra sua vontade, revestir natureza vexatória ou de ofensa

à integridade física e moral do estudante, perturbar a sua ida e permanência

às aulas.

 

Artigo 2.º

1 — Nenhum estudante pode ser sujeito a actos de praxe contra a

sua vontade.

2 — Não são admissíveis actos de praxe que firam a dignidade do

estudante ou possam lesar a sua saúde.

(…)

Artigo 6.º

(…)  

2 — O despacho referido no número anterior, atendendo às circunstâncias

que o determina, pode igualmente determinar a proibição de

quaisquer actos de praxe para os anos subsequentes.

 

Artigo 7.º

É, ainda, expressamente proibido qualquer acto de praxe que obrigue

os estudantes a comparecer no campus das Escolas ou do IPL com

indumentária menos apropriada.

 

Artigo 8.º

A violação das regras atrás estabelecidas é passível de procedimento

disciplinar.

 

publicado por contracorrente às 18:56

 

 

A Juventude Comunista Portuguesa fez um texto intitulado «RJIES – proibição das praxes», que está no seu blog e que enviou para a imprensa.

 

A JCP dá tanta importância à praxe (e está tão metida nela) que se dá ao trabalho de escrever um texto sobre isso. Isto revela, aliás, que as praxes andam mesmo a ganhar muito poder dentro das escolas e muito tempo e espaço da cabeça dos estudantes – facto triste e perigoso a que se deve dar atenção.
 

 

Fontes: http://www.blogdomata.blogspot.com/

http://www.jornalmudardevida.net/?p=1287

 

Parte do texto da JCP:

 

http://www.jcp-pt.org/noticias.php?id=420&categoria=3&categoria2=0&categoria3=0

 

No contexto deste Regime Jurídico, verifica-se que em vários dos novos estatutos criados encontram-se restrições relativamente a actividades académicas, como a praxe, nomeadamente no que diz respeito ao seu tempo de duração e aos locais em que pode ser feito, que em algumas instituições acaba por ser a maior parte do seu espaço. Segundo o que está estipulado, a frequência às aulas não pode ser posta em causa para a realização destas actividades. Em caso de não cumprimento, os estudantes estão sujeitos a processos disciplinares. A JCP considera que tais restrições são uma ingerência na vida dos estudantes, e que é a eles que cabe as decisões no que diz respeito às suas actividades académicas.

 

A JCP apela a que os estudantes se unam na luta contra este Regime Jurídico

publicado por contracorrente às 18:26

04
Nov 08

publicado por contracorrente às 18:45

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