Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

28
Jan 14

Editorial - Jornal Público
Pelo fim das praxes 28/01/2014 - 00:15

 

Os estudantes não estão sozinhos. Fortificando a sua posição a favor das praxes, está o silêncio ou a anuência do ministro, dos reitores, dos conselhos gerais, dos conselhos de veteranos, das associações e das federações académicas.
Quem praxa com violência não tem lugar na universidade, pública ou privada. A lei já existe e proíbe “a prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes” durante as praxes. Não são precisos tribunais. Basta que as universidades a apliquem. Sem medo de perderem a simpatia de alguns alunos, ou mesmo alunos e propinas. É o mínimo que um Portugal moderno e civilizado deve aos familiares dos jovens que perderam a vida no Meco.
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/pelo-fim-das-praxes-1621337

publicado por contracorrente às 01:19

Obrigado a todos os meios de comunicação social, sair à rua trajada vai ser perigoso.
Tenho amigos meus, que por este fim de semana estarem trajados, na sua vida, sem chatearem ninguém, foram agredidos e chamados de assassinos! E meu caro, sou do porto, nem sequer tenho nada a haver com a lusófona ou com a praxe que se faz sentir em Lisboa.
Que culpa tenho eu, ou os universitários de todo o país que seis pessoas tenham morrido desta triste maneira? Que culpa tenho eu, para ser agredida, insultada, ser tratada como uma assassina?
Chegamos ao dia, em que usar um traje, símbolo NÃO DE PRAXE, MAS DE ACADEMISMO, (pois qualquer universitário, praxista ou não o pode fazer), usar o traje é ser marcado como criminoso, como imbecil sem princípios. Usar um traje, ouvir uma serenata, ver um festival de tunas e ouvir os tão amados fados académicos de Coimbra, tudo isto vai passar a ser sinónimo de coisas más.
Obrigado aos media, por tentarem destruir a melhor fase que um universitário pode ter. Obrigado TVI, obrigado RTP, obrigado JUDITE DE SOUSA, obrigado ao SENHOR, obrigado a todos os ''jornalistazecos'' que exercem esta profissão neste país.

p.s: Pergunto eu agora, a quem critica a praxe, onde está o bom senso, o carácter, o civismos ao fazerem isto a jovens trajados. Segundo vocês, isso também é praxe, e pelos vistos estão-nos a praxar.
Anónimo a 28 de Janeiro de 2014 às 01:42

Se acha que traje e praxe não são sinónimo, porque resistem os ditos a que se proíbam e punam as praxes?
Não obstante, continuamos a achar que os trajados não passam de "Tipos vestidos de gafanhoto ou padres do séc. XVIII".
contracorrente a 28 de Janeiro de 2014 às 14:28

Trajei pela primeira vez pela minha tuna e senti isto tudo. Quando estamos trajados deixamos de dar a cara só pela nossa pessoa e passamos a ter em conta toda a tradição que sustenta o nosso espírito e academismo e, como tal, temos que moderar o comportamento: se não for por respeito e civismo, então que seja por respeito à tradição que defendemos. Um traje não é sinónimo de Praxe. Mas é ao que todos remetem. Foi o que pensou o senhor que me atirou uma pedra de calçada à cara no Chiado, no outro dia, por eu estar trajado. Ou a vendedora da feira da Ladra que me chamou todos os nomes, menos o meu. Sinto-me atacado, observado, odiado... e nem digo uma palavra. Basta que esteja de capa às costas. À estupidez inata do português juntou-se a falta de profissionalismo e bom senso das caras e vozes mais influentes deste país. Num país onde tão poucos estudantes ingressam no Ensino Superior (e onde ainda mais poucos participam nas praxes) é curioso que todos tenham uma opinião tão forte e sustentada da Praxe. É lamentável que eu, trajado por uma causa que em nada adere à Praxe dos Caloiros, seja atacado publicamente por ostentar um vestuário que simboliza igualdade, esforço, reconhecimento e companheirismo. E vou continuar a usá-lo com orgulho, leve com uma pedra ou com cem. Porque o respeito, como muitos gostam de dizer, vai de baixo para cima como de cima para baixo, e é muito mais grave quando não vai de cima para baixo - é um caso perdido. E em termos de civismo e respeito, eu sinto-me acima de muitos portugueses ocos de pensamento e desprovidos de personalidade.
João a 24 de Fevereiro de 2014 às 04:45

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