Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

12
Jan 17

A mais recente actualização do Código da Praxe dos estudantes da Universidade de Coimbra acaba com as dúvidas: o exercício da praxe é totalmente proibido dentro das faculdades. Aliás, conforme consta do artigo 77.º, «debaixo de tecto só pode exercer-se praxe em repúblicas o?cializadas, casas comunitárias reconhecidas pelo Conselho de Veteranos e na sede da Associação Académica». «Já havia restrições, mas, agora, isso foi esclarecido de modo a que não haja dúvidas», explica João Luís Jesus, dux veteranorum.

http://www.diariocoimbra.pt/noticia/14447

publicado por contracorrente às 18:39

28
Jan 14

Papas, Cardeais, Duxes e outros que tais.

É este o folclore hierárquico que preenche e ocupa alguns dos trajados, capados.

 

Veteranos das universidades demarcam-se de praxes polémicas
Samuel Silva  28/01/2014 - 08:57


Os veteranos das universidades nacionais querem separar a praxe que é feita na generalidade das instituições de ensino superior dos casos violentos que têm lançado o debate acerca destas práticas. Também o secretário de Estado da Juventude, Emídio Guerreiro, se referiu ontem à questão suscitada pela morte de seis estudantes na praia do Meco, em Sesimbra, dizendo que aquilo que aconteceu no mês passado “não é praxe académica”.
“A praxe do Porto e a maioria das praxes do país recomendam-se e devem poder continuar a existir”, defende o dux da Universidade do Porto, Américo Martins – um dos mais antigos alunos do ensino superior em Portugal, com 40 matrículas. Também o dux da Universidade de Coimbra, João Luís Jesus, defende que em muitas instituições do ensino superior não há “algo que justifique as suas praxes”, fazendo cópias "com desvios" do que é feito na mais antiga universidade portuguesa. "Noutros sítios, sujam-se os caloiros com lama, ovos ou farinha, quando isso, em Coimbra, é expressamente proibido", explicou à agência Lusa.
“A praxe é muito mais do que aquilo que é mediatizado. Só se mostra um lado e não há preocupações em contextualizar [o que acontece]”, defende também a papa da Universidade do Minho, Maria Canelas. O dux do Porto diz, por isso, que é preciso “distinguir” entre o que é praxe “e aquilo que não é”. Por isso, recorda, há dois anos foi aprovado por nove academias um conjunto de princípios que devem regular este tipo de actividades.

http://www.publico.pt/portugal/noticia/veteranos-das-universidades-demarcamse-de-praxes-polemicas-1621332

publicado por contracorrente às 19:26

24
Jan 14

Quem tem capa sempre escapa?
por FERREIRA FERNANDES

Agora, quase mês e meio depois, o que choca é o prolongamento do silêncio. Começaram a pingar indícios de que as mortes estão relacionadas com praxes académicas.
Mas a comprovar-se que foram as praxes que levaram os seis para o mar ou perigosamente para junto ao mar, a sentença social só pode ser uma: há que extirpar as imbecis praxes de um lugar, a universidade, feito para cultivar a inteligência.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3648959&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco


Pais de jovens que morreram no Meco reúnem-se este sábado para decidir “próximo passo”
http://www.publico.pt/portugal/noticia/pais-de-jovens-que-morreram-no-meco-vaoreunirse-no-sabado-para-decidir-proximo-passo-1620835
Catarina Gomes
24/01/2014 - 07:34
Conselho de Oficial da Praxe Académica da Universidade Lusófona de Lisboa ainda não deu resposta às perguntas dos pais.
 

Houve apenas um sobrevivente do grupo dos sete que foram passar o fim-de-semana a Aiana de Cima, o então dux do COPA, o chefe máximo da praxe.

 

Vítimas do Meco vistas a rastejar com pedras nos tornozelos
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3648828
por Roberto Dores

Moradores de Aiana de Cima, onde o grupo tinha casa alugada, viram estudantes a serem humilhados e chamaram a atenção. "Isto é uma praxe. Não se meta", foi a resposta.

O relato é feito ao DN por Cidália Almeida, uma das vizinhas de um terreno baldio na rua das Flores, a cerca de 300 metros na casa que tinham arrendado para o fim-de-semana. "Aquilo intrigou-nos tanto, porque ninguém percebia o que estavam ali a fazer sete jovens, com trajes académicos, mas a rastejar pela terra e com pedras presas nos tornozelos."


22
Jan 14

A tragédia já ocorreu há uns dias mas as notícias continuam a cair. Se até ontem ainda existia o pressuposto "in dubio pro reo", agora começa a ser evidente um trágico facto. Mais um, mas este de uma dimensão nunca antes vista.

Estranhamos que os dirigentes da instituição pouco ou nada digam, limitando-se a um inquérito para um lavar de mãos?

E da tutela, do ministério, nada?

Será isto suficiente ante seis, seis!, mortes.

Há claras evidências de um crime muito grave, moral e também material, por infelizmente se ter consumado.

A vida destes pais não mais será igual. E a pergunta que tantas vezes aqui repetimos fica no ar: ATÉ QUANDO?

 

Actualização em relação a post anterior:

 

Antigo responsável pelo conselho de praxes da Universidade Lusófona diz que era habitual organizarem fins-de-semana, pelo menos uma vez por ano.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/investigacao-ao-acidente-do-meco-muda-de-maos-e-passa-a-estar-em-segredo-de-justica-1620599

Nesse fim-de-semana, o dux ainda era João Gouveia. O estudante tem-se remetido ao silêncio, está a receber acompanhamento psicológico, mas os pais das vítimas já fizeram um ultimato, que dirigiram ao COPA. Querem que alguém lhes diga como é que os filhos morreram. Dão um prazo: quinta-feira. Caso contrário, ameaçam com outras medidas, desde jurídicas à divulgação de mais informações para a comunicação social. Uma das grandes dúvidas é se os jovens estavam ou não no mar na madrugada de dia 15 e se isso constaria de uma praxe, diz Fátima Negrão, mãe de uma das vítimas.

 

Pais de jovens que morreram no Meco fizeram ultimato ao conselho de praxe da Lusófona
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/pais-de-jovens-que-morreram-no-meco-fizeram-ultimato-ao-conselho-de-praxe-da-lusofona-1620561

João Gouveia, o dux que liderava a comissão de praxes na altura do ocorrido, e que é o único sobrevivente, vai ser ouvido pela Polícia Marítima de Setúbal em quem o Ministério Público delegou a audição.

 


21
Jan 14

Praxe volta a matar? Já não seria a primeira vez.

E até quando os dirigentes das academias toleram a existência e a impunidade destas personagens nas suas instituições?

Se é válido o princípio jurídico "in dubio pro reo", não deixa de ser menos válido o princípio de autoria moral, no caso por omissão, por não aplicação dentro das academias da lei civil, para não as transformar em espaços de exclusão ou excepção, onde um traje negro autoriza todos os actos obscuros.

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"Lusófona abre inquérito para esclarecer morte de estudantes na praia do Meco"

http://m.tsf.pt/m/newsArticle?contentId=3642362&page=1

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=710955&tm=8&layout=122&visual=61

 

Comissão da Praxe em silêncio
Antes, nem a Universidade Lusófona nem a associação académica da instituição comentaram as notícias várias que têm vindo a público, nomeadamente as avançadas pelo Jornal de Notícias e pelo Correio da Manhã, de que esteve mais uma pessoa na praia além do sobrevivente e de que na sexta-feira o Dux da Comissão de Praxes foi “destituído” pelos colegas, na sequência deste caso.

“A Académica Lusófona nada tem a ver com as Praxes Académicas, sendo essa actividade praticada e desenvolvida apenas pela COPA [Comissão Organizadora da Praxe Académica]”, respondeu a académica, por e-mail.

“Neste momento, o responsável pela COPA é o Dux Honorário Fábio Jerónimo, pelo que ele é o único que pode responder às vossas questões (não temos qualquer tipo de contacto do mesmo)”, acrescenta.

 Entre os alunos que não responderam às tentativas de contacto está ainda João Miguel Gouveia, que tem sido identificado como o Dux à data do acidente e que foi o único a sobreviver à tragédia. O PÚBLICO sabe que este estudante tem estado a receber apoio psicológico, considerando o técnico que o acompanha que ele ainda não está em condições de falar sobre o que aconteceu no Meco. Fábio Jerónimo estará agora a substitui-lo na comissão de praxe.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/so-uma-das-seis-vitimas-mortais-do-meco-foi-sujeita-a-despiste-de-drogas-e-alcool-1620446#/0

 

 


02
Set 12

O Dux Veteranorum do Porto, nome que faz parte do folclore das praxes, lidera um movimento para criação de um documento que sirva de base às praxes e que preserve o "respeito pela dignidade humana".

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/nove-universidades-terao-praxe-guiada-por-principios-comuns-1560777

 

Estamos curiosos, muito curiosos, em conhecer essa grande novidade.

Essa grande atitude filantrópica terá certamente direito ao prémio de Direitos Humanos.

publicado por contracorrente às 01:35

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