Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

16
Set 17

Com a devida reverência aos autores (Felisbela Lopes e João Quadros), por razões cívicas reproduzimos parte de artigos de opinião, que podem ser lidos na íntegra seguindo o link.

 

Nova carta a um universitário

Felisbela Lopes, JN 15.09.2017

Escrevi-te há dois anos, eras tu um jovem caloiro, cheio de expectativas, próprias de quem chega ao Ensino Superior, mas carregando igualmente alguns temores, frente a uma praxe que tu sabias que poderia ser violenta. Agora, já no terceiro ano, és finalista de uma licenciatura que se faz depressa demais e pertences também a um grupo que lidera o acolhimento aos mais novos. É em ti que confio para consolidares uma marca de qualidade do Ensino Superior e para ajudares a combater práticas abjetas que se multiplicam por vários campi universitários.
[...]
São apenas mais novos do que tu dois anos, mas essa diferença posiciona-te para seres uma espécie de porto de abrigo. À tua frente, estarão estudantes muito diferentes, ainda que todos te pareçam semelhantes. Não o são. Há os que chegam de longe e se confrontem com a experiência de viver numa nova e desconhecida cidade e há aqueles que continuam a ter os mesmos hábitos de sempre; há os extrovertidos e os que se atormentam com convívios forçados; há os que procuram novos ambientes e os que resistem à mudança... E, no meio de tudo isto, há ainda as praxes. Que tens a obrigação de combater.

http://www.jn.pt/opiniao/felisbela-lopes/interior/nova-carta-a-um-universitario-8771920.html

 

Praxar a praxe

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/joao-quadros/detalhe/prazae-a-praxe
João Quadros, 15 de Setembro de 2017 às 09:15

A praxe não tem lugar na universidade. Por alguma razão não existe uma cadeira de luta de cães, uma oral em arrotos, ou uma Universidade Zezé Camarinha. A praxe nunca devia ter saído dos quartéis. [...] Todos os anos estamos nisto, na maldita praxe. Ainda não tenho filhos na universidade mas espero que, até lá, acabem com a desgraça deste "bullying" encartado. [...] Aqui há tempos, vi as imagens do filme "Praxis", e fiquei cheio de vontade de ver a minha filha ali agachada com um outro caloiro a fingir que a sodomiza, com um balão pelo meio, e um idiota de óculos escuros e cabelo rapado, de traje, a gritar: "Não é assim que se papa a caloira!" Foi por isso que eu andei a juntar dinheiro para ela ir para a universidade. [...] Deviam ensinar os caloiros a contestar, a evitar conclusões em rebanho, e a não andarem vestidos de escaravelhos.

 

A praga da praxe
João Quadros, 18 Set 2017 09:53
http://24.sapo.pt/opiniao/artigos/a-praga-da-praxe
Tenho a opinião que praxe boa, é praxe morta.
A praxe "é a tradição". Esse argumento funciona para as praxes e para a excisão do clitóris.
"Foi graças à praxe que fiz amigos". Não há paciência. Esta gente que diz que tem amigos porque fez a praxe é o equivalente a dizer que tem namorada porque foi a uma casa de prostitutas.
Faz-me confusão como é que a polícia assiste àquilo e não faz nada. Grafittis nas paredes são 100 mil euros de multa, escrevinhar adolescentes no meio da rua, "tudo bem, siga". Estão 30 miúdos deitados em frente aos armazéns do Chiado, a gritarem que são umas bestas, e as pessoas olham para aquilo como quem olha para um tipo a assar castanhas – “Olha, chegou o outono".


21
Fev 17

"Manter praxes nesta altura do ano é duplamente deplorável, pelo ato e pelo tempo, mas não é sobre praxes que quero refletir nestas linhas. Importa-me, sim, perceber este sinal da suástica como a ponta do iceberg constituído por tantas outras cruzes da sociedade contemporânea.
(...)
Países, instituições e simples cidadãos parecem estar de mãos atadas, incapazes de reagir a violações flagrantes de valores éticos tidos como elementares.

(...) está a acontecer no Mundo, mas também bem dentro das nossas instituições, com a dimensão desconhecida dos icebergs. Cuidemos!"

http://www.jn.pt/opiniao/sebastiao-feyo/interior/a-suastica-e-outras-cruzes-5680832.html

Sebastião Feyo de Azevedo, Reitor da Universidade do Porto

publicado por contracorrente às 22:40

17
Fev 17

Cai a máscara ao avestruz, ao do capuz, ou lá o que seja?

 

Estranhamos que, do que temos visto "in loco" em sucessivas idas à U.M. ao longo do ano, apesar da posição clara e desassombrada do Reitor sobre este tema, na U. Minho é onde estas práticas mais se estendem no ano lectivo (estamos já em Fevereiro!) e são mais intensas. Tendo inclusivé já provocado mortes.

 

Nessa excelente Universidade, povoada pelos vistos por uma minoria medíocre e indigna de frequentar o ensino superior, cremos que só falta dar mais um passo, a coragem de expulsar estes prevaricadores. Que causam mais dano do que proveito à  instituição.

 

Aos "putos (praxadores) nazis", recomendamos a leitura de um poema-música do sempre actual José Afonso.

Letra por acaso depositada num repositório da U.M.

http://alfarrabio.di.uminho.pt/zeca/cancoes/159.html

 

************************

Cruz suástica em praxe revolta Universidade do Minho

http://www.jn.pt/nacional/interior/cruz-suastica-em-praxe-revolta-universidade-5670383.html#ixzz4YpdilX4i

 

Braçadeira nazi em praxe na Universidade do Minho causa polémica
http://expresso.sapo.pt/revista-de-imprensa/2017-02-16-Bracadeira-nazi-em-praxe-na-Universidade-do-Minho-causa-polemica
A Universidade do Minho faz parte das três instituições de ensino portuguesas que todos os anos geram mais queixas devido as praxes.


24
Set 15

Universidade do Algarve vai averiguar alegada praxe que levou aluna ao hospital

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Educacao/Interior.aspx?content_id=4796514&page=2

O reitor da Universidade do Algarve anunciou, esta quinta-feira, a abertura de um processo de averiguações a uma atividade alegadamente relacionada com praxes académicas, que obrigou a que uma aluna tivesse que ser assistida no hospital.
O caso, que ocorreu na noite de quarta-feira na Praia de Faro, foi relatado ao reitor da academia algarvia pelos pais da aluna, de 19 anos, e que entrou agora para a universidade, o que levou António Branco a decidir instaurar um processo para apurar eventuais responsabilidades disciplinares dos estudantes da universidade envolvidos.
A reitoria já tinha divulgado uma nota interna, a 4 de setembro, que estipula que "não haverá tolerância relativamente a todos os atos de receção dos novos alunos, dentro ou fora dos 'campi' da Universidade do Algarve", que atentem contra os direitos à integridade física e moral, à liberdade e à segurança de qualquer estudante.

 

Praxe deixou caloira da Universidade do Algarve em coma alcoólico
Graça Barbosa Ribeiro e Idálio Revez
24/09/2015 - 11:54
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/praxe-deixou-caloira-da-universidade-do-algarve-em-coma-alcoolico-1708858?frm=pop
Reitor já anunciou que haverá consequências disciplinares para os estudantes envolvidos.


Uma vez mais, a tragédia da Praia do Meco não existiu. Uma vez mais, as culpas vão morrer na areia, a maré levará as provas.

E a questão de sempre: não haverá autores morais e materiais a responsabilizar?

Com respeito pelos direitos de autor, divulga-se para fins pedagógicos:


Caloira no hospital após praxe com álcool na praia
Marisa Rodrigues/JN

http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Faro&Concelho=Faro&Option=Interior&content_id=4795392

Nas imediações, nos caixotes do lixo, eram visíveis dezenas de garrafas de bebidas alcoólicas
A praxe consistia em enterrar os jovens na areia próximo da água de forma a que pudessem estar imobilizados enquanto lhe eram dadas, à boca, bebidas alcoólicas.
A jovem sentiu-se indisposta e teve de ser transportada de ambulância para o Centro Hospitalar do Algarve. À hora de fecho desta edição, estava na urgências a ser avaliada.
A rapariga é estudante do primeiro ano do curso de Biologia da Universidade do Algarve e reside em Faro. Segundo familiares, saiu de casa à hora de jantar, dizendo ter sido convocada para uma praxe. "A minha mãe viu cerca de 20 jovens enterrados na areia, imobilizados, sem conseguir mexer os braços. Pouco tempo depois, viu chegar uma ambulância e apercebeu-se de que era a minha sobrinha que estava a ser desenterrada e socorrida. Espumava pela boca e perdeu os sentidos", contou, ao JN, Mário Galego, tio da vítima.
Mário chegou ao local já quando Ana Eloísa estava a caminho do hospital. Tentou perceber o que se passou junto dos colegas da jovem, mas nenhum quis falar, chegando mesmo a ser ameaçado quando quis tirar fotografias.
"A preocupação deles era tapar os buracos que fizeram na areia antes da chegada da GNR e da Polícia Marítima. A maré entretanto subiu e levou parte do vestígios", garantiu. Nas imediações, nos caixotes do lixo, eram visíveis dezenas de garrafas de bebidas alcoólicas.
O JN sabe que as autoridades identificaram vários jovens, mas não foi possível apurar quanto.

publicado por contracorrente às 08:12

02
Set 15

O que vão aprender é a apanhar batatas!

Enfim, mais uma forma de Solidariedade forçada e praxe disfarçada. Certamente com conhecimento e aceitação superior.

"Caloiros da Católica vão colher batatas"

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Educacao/Interior.aspx?content_id=4756891&page=-1
Os alunos que entram este ano na Católica Lisbon School of Business & Economics vão passar a tarde de quarta-feira a apanhar batatas em campos da Golegã, numa iniciativa inserida no projeto "Restolho", que visa apoiar instituições de solidariedade.

publicado por contracorrente às 19:03

31
Mar 12

Violência
Praxe suspensa em Coimbra após agressões a duas alunas
31.03.2012 - 17:51 Por PÚBLICO

As duas “caloiras” do curso de Psicologia foram esbofeteadas e cabeceadas por um aluno mais velho, que conduzia uma praxe na madrugada de quinta-feira da semana passada, escreve o Jornal de Notícias. Segundo as testemunhas anónimas citadas pelo diário, as alunas recusaram-se a participar, devido à hora avançada, o que não foi aceite. De seguida, o colega tê-las-á obrigado a assinar um documento que as impediria de participar em futuras actividades académicas.

A violência usada pelo aluno mais velho levou as duas “caloiras” ao hospital, para receber cuidados médicos, e depois à apresentação de uma queixa formal na polícia contra o agressor. As jovens, que foram ainda examinadas no Instituto de Medicina Legal, pretendem levar o caso a tribunal.

http://publico.pt/Sociedade/atitudes-desviantes-conduzem-a-suspensao-da-praxe-academica-em-coimbra-1540221#Comentarios

 
Praxe suspensa em Coimbra devido à agressão violenta a duas alunas

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Educacao/Interior.aspx?content_id=2395540&page=-1

publicado por contracorrente às 23:06

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