Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

24
Set 17

“Não tem sentido nenhum algumas das coisas que acontecem na praxe”

Em quatro anos como reitor, Cruz Serra recebeu apenas uma queixa abusos na praxe. O caso acabou arquivado. Ainda assim, diz “não ter ilusões” de que há situações inadequadas a acontecer com os 7500 novos alunos que todos os anos chegam à Universidade de Lisboa.
Samuel Silva, 20 de Setembro de 2017, 8:00
https://www.publico.pt/2017/09/20/sociedade/noticia/nao-tem-sentido-nenhum-algumas-das-coisas-que-acontecem-na-praxe-1785997

Também foi uma resposta ao desafio do ministro para se criarem alternativas à praxe?
É uma vontade de termos os alunos mais próximos da universidade, com mais sentido de pertença. Também é nossa obrigação combater as práticas degradantes da praxe.

Nestes quatro anos teve problemas com praxes?
Não tive nenhum problema dramático com a praxe. Abro imediatamente um processo disciplinar se aparecer alguma queixa.

Houve mais alguma situação?
Não houve nenhuma situação grave que nos tenha chegado. Não tenho ilusões que tem que ter havido uma ou outra situação menos adequada. Todos os actores do sistema têm que se pronunciar sobre a praxe e quem se porta mal tem que ter penalização. Numa sociedade que tem os valores da nossa, não tem sentido nenhum algumas das coisas que acontecem na praxe.

publicado por contracorrente às 23:10

15
Set 17

Nem carta branca, nem carta vermelha. Carta cinzenta.

É isso que entendemos, na nossa livre opinião, de algumas afirmações infelizes do Reitor da UP na abertura do ano lectivo.

Não pode ser cá dentro, mas lá fora não vemos nada...

E, não sendo cegos, elogia-se o gesto de mostrar os espaços culturais da cidade aos novos alunos. É um bom gesto, mas não basta para acabar com esta praga.

Senhor Reitor, ante a escassez de alunos de alguns dos seus colegas, que temem tomar atitudes mais claras, tendo a Universidade do Porto tantos candidatos, como o afirma, tem aqui uma boa oportunidade para excluir aqueles que nada contribuem para os valores que defendeu no seu dirscurso de abertura.

 

Reitor da Universidade do Porto apela à "contenção" e "tolerância" na praxe
http://www.dn.pt/sociedade/interior/reitor-da-universidade-do-porto-apela-acontencao-e-tolerancia-nas-praxes-8770932.html
Ao apelo de Sebastião Feyo de Azevedo seguiu-se depois um aviso: "Não pode haver excessos do tipo de que se fala e do que nós vamos vendo que vai ocorrendo e que não podem ocorrer. Estas atividades não deverão [ocorrer] dentro das instalações universitárias".

Com o mote "Olá Futuro", a UPorto lançou hoje à tarde, a partir do largo da Reitoria, meio milhar de balões com as cores das 14 faculdades da academia e anunciou que para favorecer à integração na cidade ofereciam aos novos estudantes um roteiro turístico com visita à Torre dos Clérigos, Museu de Serralves, Casa da Música, Museu Soares dos Reis e Estádio do Dragão.

publicado por contracorrente às 17:13

26
Abr 17

Tenho muita dificuldade em entender o fenómeno da praxe

http://www.comumonline.com/?p=19940

Reafirmando o seu posicionamento face à praxe, António Cunha refere que “se há coisa que a UM nunca fez foi legitimar actividades que não sejam consentâneas com o quadro de valores éticos”.

 

publicado por contracorrente às 21:42

16
Mar 17

Sr. Reitor, é preciso ir mais além do que existir "o princípio da liberdade de escolha".

Esta extorsão tem responsáveis e cúmplices, por omissão.

 

Cobrança de 1,5 euros a caloiros da Universidade de Aveiro gera indignação
https://www.publico.pt/2017/03/15/local/noticia/cobranca-de-15-euros-a-caloiros-da-universidade-de-aveiro-gera-revolta-1765364
Dirigentes da Associação Académica dizem-se chocados. Reitor afirma que na universidade aveirense está garantido o princípio da liberdade de escolha.

Alunos obrigados a pagar kit de praxe.

https://www.noticiasaominuto.com/pais/758741/alunos-obrigados-a-pagar-kit-de-praxe-associacao-academica-revoltada
Estudantes e associação académica de Aveiro revoltados com comissões de praxe, que solicitaram aos caloiros o pagamento "obrigatório" de um kit como objetivo de financiar um encontro anual de comissões de praxe.

 

Caloiros revoltam-se contra obrigatoriedade de pagar kit de praxe em Aveiro
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/caloiros-revoltam-se-contra-obrigatoriedade-de-pagar-kit-de-praxe-em-aveiro-133942
Depois de financiamento para um encontro de praxe ter sido recusado, os estudantes mais velhos pediram dinheiro aos caloiros.

 

Praxe de Aveiro obriga caloiros a pagar 1,5 euros
http://observador.pt/2017/03/15/praxe-de-aveiro-obriga-caloiros-a-pagar-15-euros/
A Comissão de Praxe da Universidade de Aveiro obrigou os caloiros a adquirir um kit de 1,5 euros. O presidente e o reitor da universidade já se manifestaram, após queixas de vários caloiros.

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Actualização (19.Mar.2017)

Não concordamos necessariamente com esta linguagem ou abordagem, mas o certo é que o dito vem ilustrar o tantas vezes aqui escrito. Que estes rituais de "superior integração" têm a cumplicidade de muitos dirigentes das instituições. Uns por ignorância, muitos por negligência.

E também certo é que imagens desta são possíveis de encontrar noutras instituições.

Em absoluto acordo, absolutamente reprováveis.

Sendo que aguardaremos e reproduziremos o direito de reposta ou de esclarecimento.

Reitor da Universidade de Aveiro participa na praxe

http://www.esquerda.net/artigo/reitor-da-universidade-de-aveiro-participa-na-praxe/47631

publicado por contracorrente às 23:42

21
Fev 17

"Manter praxes nesta altura do ano é duplamente deplorável, pelo ato e pelo tempo, mas não é sobre praxes que quero refletir nestas linhas. Importa-me, sim, perceber este sinal da suástica como a ponta do iceberg constituído por tantas outras cruzes da sociedade contemporânea.
(...)
Países, instituições e simples cidadãos parecem estar de mãos atadas, incapazes de reagir a violações flagrantes de valores éticos tidos como elementares.

(...) está a acontecer no Mundo, mas também bem dentro das nossas instituições, com a dimensão desconhecida dos icebergs. Cuidemos!"

http://www.jn.pt/opiniao/sebastiao-feyo/interior/a-suastica-e-outras-cruzes-5680832.html

Sebastião Feyo de Azevedo, Reitor da Universidade do Porto

publicado por contracorrente às 22:40

01
Out 12

A pessoa certa no lugar certo faz a diferença, faz absoluta diferença.

Chegou-nos só agora à mão esta informação e a atitude dos veteranos (eufemismo para designar não necessariamente os que reprovam mas os cábulas), no discurso de recepção aos novos alunos pelo reitor da Universidade do Minho, o professor António Cunha.

Do qual destacamos a afirmação:

"Peço o vosso compromisso com os princípios e valores do código de conduta ética da Universidade do Minho".
O reitor, Prof. António Cunha, orgulha-se da sua instituição ter uma grande atractividade. Se este for também o motivo é simples, que outros lhe sigam o exemplo.

> Jornal Público, 18 de Setembro de 2012 (edição impressa): "Veteranos" em protesto recusam ouvir reitor.

>Jornal Correio da Manhã (17 Set. 2012): Universidade e estudantes têm estado de costas voltadas por causa das praxes académicas, desde que no ano passado a reitoria aprovou um novo código de ética que proibe as praxes dentro dos recintos universitários.

Universidade e estudantes têm estado de costas voltadas por causa das praxes académicas, desde que no ano passado a reitoria aprovou um novo código de ética que proibe as praxes dentro dos recintos universitários.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/doutores-abandonam-cerimonia-em-protesto


16
Abr 12

Vamos esperar para ver. Se a intenção se converte em acto.

É um bom princípio, vamos aguardar que tenha consequências e um bom fim.

 

Reitor de Coimbra rejeita violência nas praxes

O reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, considera “completamente inaceitável qualquer tipo de violência” na praxe académica, com os docentes a defenderem a criação de um gabinete de apoio aos alunos visados.
“Os relatos que tenho visto são no sentido de ter havido actos de violência”, lamenta o reitor, numa alusão a queixas de alunos, que levaram o Conselho de Veteranos a abrir um inquérito e a suspender, “por tempo indeterminado”, a chamada Praxe de Gozo e de Mobilização, ou seja, a interação dos “doutores” com os caloiros.

O dux veteranorum entende que participar na praxe implica “civismo, juízo e educação, exige uma postura de cavalheiros, no sentido figurado”.
http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/reitor-de-coimbra-rejeita-violencia-nas-praxes-1542306

publicado por contracorrente às 23:58

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