Lei n.º 62/2007, art. 75.º n.º 4 b) - Constituem infracção disciplinar dos estudantes: A prática de actos de violência ou coacção física ou psicológica sobre outros estudantes, designadamente no quadro das «praxes académicas».

24
Set 13

Solidariedade praxada, solidariedade forçada, solidariedade humilhada...

Repetimo-nos, porque os actos se repetem e se replicam por diferentes academias.

 

Preferíamos ver da parte dos dirigentes das instituições uma atitude mais corajosa, à semelhança do que fez o reitor da UM, por exemplo.

Os tempos actuais não se coadunam com a manutenção destes rituais medievais, que perturbam o normal funcionamento das actividades para as quais se paga propinas.

 

"Desafio do novo reitor - Universidade de Vila Real promove praxe inclusiva e solidária"

 

"A Universidade de Vila Real está a promover, neste início de ano, uma praxe «inclusiva e solidária», com a realização de campanhas de limpeza, recolha de alimentos ou de angariação de fundos para crianças doentes. O desafio foi lançado pelo novo reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Fontainhas Fernandes, e bem acolhido pela Associação Académica e Conselho de Veteranos".

http://www.diariodetrasosmontes.com/noticias/complecta.php3?id=20830

publicado por contracorrente às 23:48

13
Nov 08

Dar o devido desconto ou O referendo como arma para todos os  gostos...

 

Fazemos então as contas ao dito referendo às praxes na UTAD:

População estudantil da UTAD: ~ 6000 alunos

Votantes: 1667 (28%)

Resultados do referendo: 90% sim. Mas será assim?

Ora, ponderando: 0,90x0,28 = 0,25 . Ou seja, apenas 25% de aprovação. E não os proclamados 90% . Isto ainda a fazer fé na validade das mesas de voto onde estariam, supomos, apenas militantes da dita causa. Não ficaria mal aos jornalistas da Lusa perguntarem como ou quem validou os resultados. E se soubessem fazer contas a notícia nunca teria como título o que não é verdade, "Maioria dos estudantes da UTAD a favor da praxe")

 

Enfim,

1- O referendo é ridículo para muitas questões e em muitas circunstâncias, e esta é seguramente uma delas.

2- Os referendos têm legitimidade quando a participação atinge os 50%, o que não aconteceu aqui, nem de longe nem de perto. Apenas votaram 28% dos alunos.

3- A serem válidas as mesas de voto (não temos razão para tal), apenas 25%, e não 90%, terão votado sim.

3- Há duas formas de se ser notícia: boa ou má.

Aqui, estes não escolheram uma nem outra. Optaram pelo ridículo...

 

Resultado do referendo interno

  Vila Real

Maioria dos alunos da UTAD a favor da praxe

Cerca de noventa por cento dos 1.667 alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que votaram no referendo interno que decorreu hoje, estão a favor da praxe nos moldes como ela se faz actualmente.
O Conselho de Veteranos da UTAD chamou os alunos a responder à questão «Concordas com a existência, regulamentação e fiscalização da praxe académica na forma em que se encontra no código de praxe?».
Paulo Rosa Santos, o «venerável ancião» do Conselho de Veteranos, disse à Lusa que votaram no referendo interno 1.667 dos cerca de 6.000 alunos que estudam na academia transmontana.
Noventa por cento votaram sim, 9,84 por cento responderam não e menos de um por cento de votos foram brancos ou considerados nulos.
Paulo Rosa Santos explicou que, com esta iniciativa, se pretendeu mostrar a posição dos estudantes universitários relativamente a uma delimitação ao tempo e locais onde decorre a praxe.
O responsável critica a diminuição do «período de praxe», salientando que «não haverá tempo para a realização de todas as tradicionais actividades que servem para a integração dos novos estudantes».
Referiu ainda que, para além do «campus», os actos de praxe também decorrem na cidade o que, na sua opinião, também serve para integrar e dar a conhecer a mesma aos caloiros.
Os resultados do referendo serão entregues à Reitoria e ao Conselho Geral da UTAD.

Lusa, 2008-11-11

http://www.diariodetrasosmontes.com

publicado por contracorrente às 21:34

11
Nov 08

Imagem de abertura da página de uma Associação Académica.

Vale mais do que mil palavras!...

 

Tourear e rastejar...

 

 

http://home.utad.pt/~aautad/index.php

 

publicado por contracorrente às 19:22

21
Jul 08

Puro surrealismo!

Leiam com atenção. (Sublinhados meus)

 

Associação Académica aprova

  Vila Real

UTAD regulamenta e limita praxes académicas

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) já enviou para Ministério da Ciência e Ensino Superior os novos estatutos, elaborados no âmbito da nova Lei do ensino superior. O documento, elaborado pela assembleia estatutária da UTAD, que foi eleita para o efeito, regulamenta, pela primeira vez, as praxes académicas.

O Conselho de Veteranos da UTAD considera, no entanto, que o documento está ferido de inconstitucionalidade, uma vez que “extrapola as competências da UTAD”. Nas disposições finais dos estatutos, no artigo 121, e nas várias alíneas, começa-se por definir a praxe académica como “actos e iniciativas de carácter lúdico ou festivo, estritamente orientados para a integração dos novos alunos”, para depois se referir que nenhum aluno é obrigado a participar dos actos e que estes “não podem prejudicar o normal fun-cionamento da universidade”.

Também é referido que os “actos e iniciativas de praxe académica só são considerados como tal quando realizados no campus académico ou nos espaços imediatamente adjacentes a instalações da universidade, sendo expressamente proibida a sua prática noutro lugar”.

Mais: o documento apenas dá quinze dias após o ingresso dos alunos da primeira fase para se realizarem as praxes. A Associação Académica da UTAD (AAUTAD), que teve vários elementos, entre os quais o seu presidente, representados na Assembleia que delineou os estatutos, aprovou o documento, e, segundo Tiago Sá Carneiro, presidente da AAUTAD, os estatutos “não inviabilizam a continuidade das praxes fora dos portões da quinta”.

Mas esta não é a opinião do Conselho de Veteranos (CV), órgão que desde sempre regulamentou as praxes académicas. O presidente do órgão, o venerável ancião Paulo Rosa Santos, considera que “o CV não foi tido nem achado para a elaboração destes regulamentos da praxe, que foram feitos sem o conhecimento e muito menos com o consentimento do CV, assim como da esmagadora maioria dos estudantes da UTAD”.

O Conselho de Veteranos espera agora que os estatutos não sejam homologados pelo Ministério da Tutela, uma vez que consideram que são “inconstitucionais”. Por seu lado, Tiago Sá Carneiro, presidente da Associação Académica da UTAD, já reagiu às declarações do Conselho de Veteranos, afirmando “não compreender o papel do CV ao fazer este comunicado”.

Além disso Tiago Sá Carneiro defende que este assunto deve ser tratado “em sede própria”, entre a Assembleia Estatutária, a Associação Académica da UTAD e o CV e que, só depois, se poderá tomar uma “posição pública”. Já o reitor da UTAD, Armando Mascarenhas Ferreira, referiu que o “direito à reclamação existe para toda a gente”, mas ressalva que a proposta de estatutos foi aprovada por “unanimidade e aclamação pela Assembleia Estatutária”.

No entanto, e caso esta proposta de estatutos seja aprovada pela Tutela, o futuro conselho geral poderá “modificar qualquer parte dos estatutos”.

Sónia Domingues, Semanário Transmontano, 2008-07-20

http://www.diariodetrasosmontes.com/index.php3

publicado por contracorrente às 10:48

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